Por quê “se calla?”
Roberto Moraes Pessanha
Professor do Cefet Campos
e-mail: moraes.rol@terra.com.br
A expressão “por qué no se calla”, popularizada pelo rei da Espanha contra o polêmico Chávez, cabe ao inverso, como uma luva, à indagação a ser feita à direção local do PT em Campos.
Como se sabe, o atual secretário de Saúde do município é o neo-petista, Rodrigo Quitete, que para o partido foi convidado, pelo ex-presidente, também médico e candidato da sigla nas eleições municipais de 2004, Mackoul Moussallém.
Todos poderiam imaginar que o PT, ao aceitar fazer parte do atual governo municipal, mesmo crivado de denúncias de mau uso dos recursos públicos, com investigações de tribunais de contas e policiais, para lá fosse encaminhar propostas e linhas programáticas do partido.
É certo, que seria impertinente, a exigência do estabelecimento da maioria, das propostas do partido, mas não é concebível, que nenhuma das propostas sejam, sequer apresentadas e/ou consideradas, num acordo que, aos olhos daqueles que desejam ver, apenas produziu, meia dúzia de nomeações de aliados e parentes das correntes que defenderam esta espúria aliança.
O caso da saúde é grave. O secretário é petista, por mais que isso seja difícil de crer. Portanto, os projetos, ações e problemas de sua pasta são problemas que o partido terá que explicar em praça pública. A crise é incompatível com o generoso orçamento de quase R$ 400 milhões anuais.
Este articulista não vai discutir a questão dos chamados “extra-tetos” e dos repasses de verbas para pagamento dos serviços prestados pelos hospitais filantrópicos e privados, pela simples falta de informações e transparência sobre o uso destes recursos.
O fato do município ainda não ser gestor-pleno na área de saúde, segundo informações, está também relacionado à falta de repasses de informações às instâncias superiores que gerem o SUS. Isso, na essência, seria a origem, da maioria dos questionamentos dos usuários, prestadores de serviços, médicos, enfim, de toda a sociedade.
Por tudo isso, e pela atenção especial que a área de saúde necessita ter dos seus gestores, aqueles que foram responsáveis, no PT de Campos, por entregar o partido, nos braços de um governo ineficiente e incompetente devem agora suspender o silêncio acorrentado a que se submeteram e que muitos avisaram e temeram. Enfim, todos queremos saber: PT de Campos, por quê “se calla?”.
PS.: Publicado na Folha da Manhã em 14 de dezembro de 2007.
Professor do Cefet Campos
e-mail: moraes.rol@terra.com.br
A expressão “por qué no se calla”, popularizada pelo rei da Espanha contra o polêmico Chávez, cabe ao inverso, como uma luva, à indagação a ser feita à direção local do PT em Campos.
Como se sabe, o atual secretário de Saúde do município é o neo-petista, Rodrigo Quitete, que para o partido foi convidado, pelo ex-presidente, também médico e candidato da sigla nas eleições municipais de 2004, Mackoul Moussallém.
Todos poderiam imaginar que o PT, ao aceitar fazer parte do atual governo municipal, mesmo crivado de denúncias de mau uso dos recursos públicos, com investigações de tribunais de contas e policiais, para lá fosse encaminhar propostas e linhas programáticas do partido.
É certo, que seria impertinente, a exigência do estabelecimento da maioria, das propostas do partido, mas não é concebível, que nenhuma das propostas sejam, sequer apresentadas e/ou consideradas, num acordo que, aos olhos daqueles que desejam ver, apenas produziu, meia dúzia de nomeações de aliados e parentes das correntes que defenderam esta espúria aliança.
O caso da saúde é grave. O secretário é petista, por mais que isso seja difícil de crer. Portanto, os projetos, ações e problemas de sua pasta são problemas que o partido terá que explicar em praça pública. A crise é incompatível com o generoso orçamento de quase R$ 400 milhões anuais.
Este articulista não vai discutir a questão dos chamados “extra-tetos” e dos repasses de verbas para pagamento dos serviços prestados pelos hospitais filantrópicos e privados, pela simples falta de informações e transparência sobre o uso destes recursos.
O fato do município ainda não ser gestor-pleno na área de saúde, segundo informações, está também relacionado à falta de repasses de informações às instâncias superiores que gerem o SUS. Isso, na essência, seria a origem, da maioria dos questionamentos dos usuários, prestadores de serviços, médicos, enfim, de toda a sociedade.
Por tudo isso, e pela atenção especial que a área de saúde necessita ter dos seus gestores, aqueles que foram responsáveis, no PT de Campos, por entregar o partido, nos braços de um governo ineficiente e incompetente devem agora suspender o silêncio acorrentado a que se submeteram e que muitos avisaram e temeram. Enfim, todos queremos saber: PT de Campos, por quê “se calla?”.
PS.: Publicado na Folha da Manhã em 14 de dezembro de 2007.

1 Comments:
Porque se falar terá que se entregar...
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