10 março 2006

Um bom governo não depende só das urnas

Roberto Moraes Pessanha
Professor do Cefet Campos
e-mail: moraes.rol@terra.com.br

Vai ficar na história. Pela primeira vez realizam-se em nosso município eleições fora da época normal. Aqueles que hoje vivem este tempo devem observar atentamente tudo que está ocorrendo para que possam no futuro relatar todas as anomalias que estão ocorrendo e que cada vez mais são vistas como naturais.

Independente do processo eleitoral vivemos numa época sem precedentes também sob o ponto de vista econômico. Neste aspecto temos uma pujança que, pela velocidade com que foi alcançada, de menos de uma década, não encontra nenhuma similaridade em toda a história da nossa República. O que poderia ser uma vantagem tem todos os elementos que permitem apontar, este fator, como o detonador do outro problema, a disputa, sem igual, para o cargo de dirigente máximo do município. Será que se tivéssemos menos recursos teríamos esta avidez na disputa?

Além dos carros de som em meio aos trios elétricos, as camisetas de candidatos misturadas aos uniformes dos blocos de foliões. Os discursos dos pretendentes são quase iguais. Não há novidades. Todos parecem que sempre foram de oposição e apresentam as mesmas propostas com diferenças difíceis de serem percebidas pelo eleitor, mesmo aquele mais atento e interessado.

Uma eleição que chega sem que tenha havido um único debate e mais grave em que cassados concorrem sob efeito de recursos mesmo depois de terem sido apanhados como se diz na gíria, com a mão na cumbuca.

Difícil acreditar que deste processo possa sair algo que melhore e dê profissionalismo à gestão municipal. Que acabe com o punhado de cargos infrutíferos de atribuições duplicadas ou triplicadas com função puramente fisiológica. Que planeje um futuro com ousadia, criatividade e responsabilidade no uso dos recursos que se sabe finito.

Que estimule o desenvolvimento econômico com geração de renda, mas não deixe para trás, ou mesmo de lado, os excluídos, que são aqueles que mais demandas têm para o poder público. E mais importante, que se faça isso, sem humilhar e sem gerar dependência nem econômica e muito menos política que visa a perpetuação no poder. Que a implantação das políticas públicas tenha objetivo confessáveis e necessários a um povo que vê, mas não se aproxima da riqueza, que a eles dizem sair do mar, na produção de um ouro negro que desconhece tal como, esses royalties.

Que diante disto tudo, tenhamos a compreensão de que, um bom governo não depende exclusivamente das urnas, mas da disposição de participação, controle e vigilância que você cidadão deverá fazer em relação ao escolhido. E, se você ainda não fez uma escolha, veja quem são os piores e vote no que sobrar e depois participe da vida da sua cidade.

Publicado na Folha da Manhã em 10 de março de 2006.

1 Comments:

Blogger MARIA ÁUREA said...

OLÁ ROBERTO!
TENHO ACHADO TUDO MUITO ESTRANHO, TALVEZ VOCÊ POSA ATÉ AJUDAR-ME.
ESTUDO NO ISECENSA DESDE 2006, E LOGO AO INICIAR MEUS ESTUDOS CADASTREI-ME A UMA BOLSA PELA PREFEITURA,TIVE ÊXITO EM MEU PEDIDO DEVIDO MEUS PAIS NÃO TEREM CONDIÇÕES DE BANCAREM MEUS ESTUDOS.ANO PASSADO A PEDIDO DE MINHA MÃE VOTEI EM ROSINHA, PARA MINHA SURPRESA ESTE ANO PERDI MINHA BOLSA,SEM CONDIÇÕES DE CONTINUAR MEUS ESTUDOS, RECORRI A PREFEITURA,E DE NADA ATÉ O PRESENTE MOMENTO OUVI DIZER.COMO POSSO OU ONDE POSSO CONSEGUIR UM ATENDIMENTO PARA ESCLARECIMENTO DESSE ASSUNTO. CASO POSSAS AJUDAR-ME, AGRADECEREI.
OBRIGADA. TAMILIS

19:35  

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