<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727</id><updated>2012-02-01T11:12:52.266-02:00</updated><title type='text'>Artigos de Roberto Moraes</title><subtitle type='html'>Neste espaço se divulgará artigos de Roberto Moraes Pessanha. Engenheiro e professor do Cefet Campos, onde foi diretor-geral entre 1994 e 2000. Por lá também atuou no Núcleo de Pesquisas e participou da criação do Observatório Socioeconômico do Norte Fluminense. Foi criador e primeiro presidente da Ong Cidade 21 entre 2000 e 2006. É articulista desde 1999, tendo escrito mais de 250 artigos neste período para diversos jornais de Campos, Itaperuna, São João da Barra e Rio de Janeiro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>103</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7206151972020243577</id><published>2008-02-17T23:30:00.001-03:00</published><updated>2008-02-17T23:34:04.654-03:00</updated><title type='text'>A aula da vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; defasagem do calendário letivo do Cefet, por conta de paralisações pretéritas de servidores, permitiu ao professor, já conhecendo os alunos, conversar mais detalhadamente sobre o recesso em torno do Carnaval, antes de retomar os conteúdos programáticos. Neste processo, este articulista trouxe para o leitor, dois casos que demonstram, como a educação se mistura com a vida e, como é possível, despertar o aprendizado, a partir da realidade de vida do aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois das boas vindas, um texto para engrenar os estudos. A aula era de gestão da produção. O artigo tratava da implantação de políticas chamadas de colaboracionistas e participativas, no aperfeiçoamento de gestão no setor público ou privado, na indústria ou na área de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Um tempo para leitura e ainda antes do espaço para o debate, um papo sobre a vida nos dias de recesso.&lt;/em&gt; A Alice perguntei como tinha sido a viagem com o marido peruano ao país dele. Instantes interessantes de exclamação e indagação de colegas e até do professor, sobre a realidade atual de um país latino. Costumes, cultura, emprego, universidade, um rápido passeio que abriu espaços para discutir como, o “&lt;em&gt;modus vivendi&lt;/em&gt;” de determinadas populações são influenciadas pela mídia, pelo estímulo ao consumo e pela idéia preponderante do ter, ao invés do ser. Uma ponte com o texto que citava o livro “Construindo uma sociedade onde todos ganhem”, da Hazel Handerson que aborda a possibilidade de se mudar a concepção do consumir mais, para produzir mais, gerar mais emprego, &lt;em&gt;como se não houvesse limites&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando às experiências do recesso letivo, Sidimar, que trabalha numa empresa de embarcação contratada da Petrobras, relatou a trágica experiência, vivida na véspera, de um assalto à mão armada, ao voltar para casa, no Parque São Mateus, numa kombi “pirata” à beira da BR-101.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto da análise da violência na região, o fato de ter ficado descalço por decisão dos assaltantes que quiseram seu tênis, junto de um estimado cordão, acabou levando a aula de volta ao tema da cultura do ter e não do ser. Assim, o tema da colaboração em ambientes de trabalho, previsto no conteúdo programático, pôde ser trabalhado num contexto real. Conclusões são pouco importantes num ambiente de sala de aula, onde, na maioria das vezes, o papel do professor é o de provocar, &lt;em&gt;instigar&lt;/em&gt; e fazer pensar. Bom ano letivo a alunos e professores!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 15 de fevereiro de 2008. As palavras ou frases em itálico completam o artigo publicado no jornal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7206151972020243577?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7206151972020243577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7206151972020243577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7206151972020243577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7206151972020243577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/02/aula-da-vida.html' title='A aula da vida'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-3095999841391851621</id><published>2008-02-08T17:00:00.000-02:00</published><updated>2008-02-08T17:03:30.378-02:00</updated><title type='text'>O preto no branco das Cinzas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; comum que as Cinzas permitam que a gente possa ver melhor. Algo assim como o preto sobre o branco da realidade. Nossas cidades mudaram. Não são mais os inocentes territórios interioranos de até três décadas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que de progresso e deterioração temos assistidos ao longo destes anos? O meio ambiente está cada vez mais dilapidado. A violência campeando, leva homens, mulheres e jovens, tanto em acidentes bárbaros e desnecessários nas vias urbanas e estradas, quanto nos homicídios bestas, originados em discussões sem nexo de bares e quiosques, nas áreas centrais ou periféricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O emprego público não é mais a ocupação romântica que os caciques políticos arrumavam para os seus cabos eleitorais. Agora ele foi democraticamente ampliado como alternativa, tanto para soldados, quanto para doutores. Agora muito mais que antes, ele mantém os currais de votos que sustentam o poder político, não mais oriundos das moendas, mas dos royalties extraídos na plataforma do mar, que antes eram apenas balneários de veranistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos mais médicos, professores e advogados, mas agora se adoece mais, aprende-se menos e diverge-se mais com tudo e todos. Temos mais e carecemos de cada vez mais. Os limites dos valores como a ética se parecem com aqueles velhos elásticos puídos e esgarçados pela insistência em ultrapassar seus alcances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o saudosismo acaba sendo um legítimo e saudável exercício da quaresma que se pretenda renovadora. As caras novas tornam-se pálidas antes mesmo das assunções.&lt;br /&gt;Nem a boa notícia do crescimento vertiginoso dos espaços de estudos, nos diferentes graus de ensino parece produzir ensinamentos e disposição de transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se fala de pueris mudanças ou ingênuos sonhos de aperfeiçoamento das máquinas públicas, ou mesmo, dos empreendimentos que apesar de privados, cada vez mais se sustentam nas tetas gordas do dinheiro público que circulam em malas, malinhas e maletas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, que em nossos pensamentos e orações das cinzas da quaresma, limitadas no tempo marcado nos relógios modernos, &lt;em&gt;cravejados de diamantes dos doutores&lt;/em&gt;, nos dêem a fraternidade do perdão, mas especialmente, o desejo de que Deus nos livre e guarde de todo este mal.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 08 de fevereiro de 2008. As palavras em itálico no último parágrafo do artigo não saíram no jornal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-3095999841391851621?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3095999841391851621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=3095999841391851621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3095999841391851621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3095999841391851621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/02/o-preto-no-branco-das-cinzas.html' title='O preto no branco das Cinzas'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-6106809799760631805</id><published>2008-02-02T11:12:00.000-02:00</published><updated>2008-02-02T11:17:51.282-02:00</updated><title type='text'>Carnaval, violência e estatísticas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; simples fato de tentar mostrar relação entre as três já pode ser coisa de Momo, mas vamos em frente. No Rio, o Cordão do Bola Preta foi despejado de sua sede e, ainda assim, saiu na semana passada e voltará a sair amanhã. Reclamou a ajuda do poder público para quitar dívida que evitaria a liquidação de sua sede, mas mesmo sem, não deixou seus adeptos na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, em Campos foi o inverso. Faltando apenas quatro dias para o Momo, a prefeitura repassou o dinheiro às entidades carnavalescas. Questiono as entidades que dependem exclusivamente destes recursos para se manterem. Porém, o caso aqui é mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prefeitura informou na terça-feira, em seu próprio site, que uma das agremiações, a escola de samba "Os Independentes" apesar de ter recebido a verba de R$ 53.946,00 teria optado - pelo visto com a concordância do poder público - por não desfilar e assim utilizar o valor recebido na compra de uma sede própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo deve estar errado, ou então, o carnaval já começou e eu não sabia. A ajuda é para o desfile, porque se imagina que só pudesse receber ajuda as entidades já instituídas, mas não e... “me dá um dinheiro aí! Não vai dar? Não vai dar não? Você vai ver  a grande confusão...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu avisei que havia ligação entre carnaval, violência e estatística. Pois bem, estatística há para todo gosto e interesse. Tem gente que se apropria do PIB (Produto Ilusório Bruto) considerando que toda a riqueza do petróleo circula por aqui e não apenas a dos royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais nova estatística na área surge igual a dos torcedores que levam faixas escritas para serem filmadas pelas TVs nas arquibancadas: “Eu já sabia”. Divulgada na quarta, o “Mapa da violência nos municípios” mostrou que Campos entre as mais de cinco mil cidades brasileiras como o terceiro maior índice (proporcional à sua população) em óbitos no trânsito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Especialistas dizem que são grandes as chances de Campos subir, neste negativo ranking, com os números de 2007. Samba do crioulo doido nas estatísticas e no carnaval não é novidade para ninguém, a não ser para aqueles que duvidaram da falta de elo entre os temas do título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que as coisas vão além, pois carnaval e violência estão também no mau uso dos recursos públicos que nenhuma estatística consegue dar conta. Enfim, Paz e bom carnaval a todos e... me dá, me dá, me dá um dinheiro aí!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 01-02-08 sem o último parágrafo, eliminado por falta de espaço.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-6106809799760631805?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6106809799760631805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=6106809799760631805' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6106809799760631805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6106809799760631805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/02/carnaval-violncia-e-estatsticas.html' title='Carnaval, violência e estatísticas'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2500224304174945611</id><published>2008-01-25T15:29:00.000-02:00</published><updated>2008-01-25T15:31:48.824-02:00</updated><title type='text'>Complexos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; relativamente comum que pessoas de meia-idade, como este articulista, comecem a desenvolver certas manias. Uma delas é a de implicar com certas palavras. Assim, voltei ao hábito, salutar por sinal, de recorrer aos velhos e bons dicionários. Como se pode ver uma mania se liga a outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje minha implicância é com o termo complexo. Não falo da palavra quando relacionada à confusão ou complicação, ou algo que o valha explicado lá no Aurélio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha invocação é sobre o termo que os empreendedores passaram a adotar para os investimentos, segundo eles, de maior porte. Porém, maior é maior e, não necessariamente, complexo. Assim está surgindo o Complexo Petroquímico do estado do Rio de Janeiro (Comperj) que quase foi em Guriri e acabou em Itaboraí. Agora o Complexo Portuário do Açu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito o parêntese para pensar junto com você leitor: teria sido para a região, em termos de investimentos, uma boa, esta troca de complexos, ou melhor, de empreendimentos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo dirá. Porém, mais uma vez recorrendo à análise do tempo, que é aquilo que chamamos de história e que nos ajuda a imaginar o futuro, fico a analisar sobre a forma que nossa região está entrando na era da globalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época da cana o senhorzinho plantava, colhia, esmagava e cozinhava a cana em busca do açúcar produzido com a ajuda dos escravos e depois dos baixos assalariados. Desde lá, seus ganhos eram negociados pelo vil metal, nos distantes escritórios do Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O petróleo do litoral da nossa Baixada vai direto para os mercados globais, também negociados bem longe. Por aqui ficam somente os trocados sob a forma de royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tempos se modificaram junto com os complexos, mas a historinha continua na sua marcha. Complexos hoje são negociados, antes mesmo de serem construídos. Mudam as pessoas, mantém-se a história: ganham os mesmos que ganhavam antes, não importando se o mercado está aqui ou acolá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja mesmo um problema de complexo, não de inferioridade, mas de ideais: o de que os frutos do desenvolvimento fossem repartidos. Enfim, melhor ser menos complexo, embora permaneça a madura implicância com a palavra.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 25 de janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2500224304174945611?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2500224304174945611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2500224304174945611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2500224304174945611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2500224304174945611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/01/complexos.html' title='Complexos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-8267217505218731013</id><published>2008-01-18T12:24:00.000-02:00</published><updated>2008-01-18T12:25:59.206-02:00</updated><title type='text'>Postura e im-postura</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Uma cidade é algo mais que o somatório de seus habitantes, é uma unidade geradora de um excedente de bem estar e de facilidades que leva a maioria das pessoas a preferirem – independente de outras razões – viver em comunidade a viverem isoladas.”&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;CULLEN, Gordon, em Paisagem Urbana.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dicionário do Aurélio define postura(s) como sendo um “conjunto de preceitos municipais que obriga os munícipes a cumprirem certos deveres de ordem pública”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização e a ocupação do solo das cidades é atribuição dos representantes políticos que por delegação popular ocupam os cargos executivos e legislativos, cabendo a estes últimos, as responsabilidades de criar leis e normas que possam garantir e assegurar, a plena realização das funções sociais e econômicas de um município garantindo assim, o exercício do direito de cidadania e de bem-estar a seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da gestão urbana ser de responsabilidade dos três níveis de governo: união, estados e municípios, é sobre este último que recai as maiores competências que asseguram o “bem estar e a vida em comunidade”, aspiradas por Gordon e por todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primórdios da gestão urbana, o chamado Código de Posturas Municipal, agrupava documentos que reuniam o conjunto das normas municipais, em todas as áreas de atuação do poder público. Com a evolução da vida em sociedade, as atribuições do poder local passaram a ser regidas por leis específicas desdobradas do Plano Diretor. Assim, o Código de Posturas ficou restrito, às demais questões de interesse local, notadamente aquelas referentes, ao uso dos espaços públicos, ao funcionamento de estabelecimentos, à higiene e ao sossego público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, o desejo de ver uma cidade planejada, bem arrumada, cuidada, com espaços específicos destinados ao lazer e ao sossego de forma coletiva é um direito de todos, enquanto, o planejamento de projetos, programas e ações em prol da boa convivência é dever do gestor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta linha, não há que se falar em pretensões de punição e nem de perseguição. Deve haver sim, o dever de garantir o bem estar e as facilidades da maioria, para que a vida em comunidade seja, se não agradável, ao menos, suportável. Bom que em Campos, tenham se interessado em refazer o antigo código. Porém, ouso dizer, que nosso maior problema é sim, o interesse em aplicá-lo. O fisiologismo e o eleitoralismo não deixam. Não há quem tenha coragem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 18 de janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-8267217505218731013?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/8267217505218731013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=8267217505218731013' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/8267217505218731013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/8267217505218731013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/01/postura-e-im-postura.html' title='Postura e im-postura'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2653844950020665910</id><published>2008-01-11T19:40:00.000-02:00</published><updated>2008-01-11T19:40:49.270-02:00</updated><title type='text'>O cheiro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e todos os sentidos humanos guardo maior simpatia pelo olfato. Não quero com isso dizer que abriria mão, de algum dos outros, em prol do cheiro. Trata-se de simpatia mesmo, ou quem sabe, de personalidade. Através dele volto ao passado, revivo ambientes, pessoas e situações mais até mesmo, do que com a visão e a audição usados, por exemplo, para ver fotos e vídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já devem ter percebido que prefiro referir ao cheiro ao seu sinônimo: o olfato. É mais claro, direto e simples. Pois bem, o cheiro me transporta a momentos da infância, da adolescência, da juventude e a situações vivenciadas que qualquer um dos outros sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me peguei rindo sozinho, diversas vezes, ao passar por determinado local que me fizesse entrar neste túnel do tempo. Cheiro de Natal, cheiro de bolo na cozinha da infância. Cheiro de bola de couro nova. Cheiro de figurinhas. De pão assado direto na boca do fogão. O aroma (outro apelido sofisticado do cheiro) de pipoca na praça, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem gente que associa cheiro apenas às comidas. Verdade que muita gente usa o olfato para escolher comidas. Algumas até são mais saborosas no cheiro do que no sabor. O melão campista talvez seja o exemplo mais evidente. Também já me peguei relembrando a juventude com cheiro de flores presentes no jardim da casa dos meus pais no Turfe. Cheiro de terra no início da tempestade. Cheiro da madrugada e dos primeiros minutos da manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca invejou o cheiro de churrasco feito pelo vizinho? Por falar em inveja lamentei por um amigo quando ele comentou, durante um almoço, ter perdido quase que completamente seu olfato numa cirurgia para correção dos problemas de uma sinusite crônica. Cheiro de dinheiro novo, de carro novo, de roupa velha, etc. levam aos questionamentos sobre a riqueza e a miséria... Cheiro do ralo, do sexo, do neném são buscas que ficam cada vez mais longe do que se procura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro tem esta outra virtude. A maioria deles é difícil de ser buscada ou comprada como um perfume. Eles aparecem sem serem chamados ou desejados. Surgem numa esquina, num almoço, durante uma aula ou uma pregação religiosa e aí se instalam como trailers de filmes já protagonizados. Quase sempre são segredos que cada um de nós guarda com certa vergonha de expor. Fora os bons odores, não há como deixar de registrar o crescente mau cheiro exalado em torno dos royalties na nossa cidade. Xô, catinga!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 11 de janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2653844950020665910?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2653844950020665910/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2653844950020665910' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2653844950020665910'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2653844950020665910'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/01/o-cheiro.html' title='O cheiro'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-3430138523052834087</id><published>2008-01-07T01:35:00.000-02:00</published><updated>2008-01-07T01:36:09.193-02:00</updated><title type='text'>Oportunidades e ameaças pairam sobre o Açu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos                                      &lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á um frisson sobre a repercussão que o Complexo Portuário do Açu poderá trazer para a nossa região. Os lançamentos de novos empreendimentos imobiliários, assim como os valores dos aluguéis na região estão ainda mais caros, do que já estava há seis meses atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvidas de que há gente interessada, na repercussão do que será efetivamente montado, na retroárea de 6,9 mil hectares que o grupo MMX conseguiu que a prefeitura de São João da Barra considerasse como área, de um distrito industrial no novo Plano Diretor do município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que para o desenvolvimento regional, o porto é um investimento com capacidade de se sustentar na era pós-royalties. Além disso, um porto, na sociedade internacionalizada em que vivemos, com negócios intercontinentais crescentes, é uma janela para o mundo que permite levar e trazer oportunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda, se à sua logística, for efetivamente estruturada, o eixo modal unindo o transporte marítimo, ferroviário, rodoviário e o aeroviário. Este último, quase ao lado do porto, terá o aeroporto que a Petrobras começará a construir neste início de ano. Com pista com capacidade de receber grandes aviões, ele substituirá o vizinho e já congestionado heliporto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo preferindo investimentos de pequenos e médios portes, por ver neles, maior capacidade de geração de emprego e especialmente, menor impacto ambiental e maior aproveitamento da sociedade local, lembro, que nem de longe, um empreendimento de grande porte como este, tem capacidade de substituir, as receitas atuais dos royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade também, que este investimento de vulto trará para cá, milhares de pessoas, algumas inclusive aqui já estão trabalhando nas máquinas de terraplanagem e muitos outras virão demandando habitação, saneamento, educação e saúde que será disputada, com quem aqui já está excluído das oportunidades, seja por inépcia, falta de qualificação e/ou tutela eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existir vontade de conciliar vantagens, aproveitar oportunidades, neutralizar ameaças e compensar impactos, os gestores públicos locais deveriam se integrar e traçar um plano de ação com metas, obrigações e responsabilidades. Fazer isso em meio à disputa eleitoral que se avizinha é um desafio a ser vencido. Fora disto teremos o desfecho conhecido: ganham os que sempre ganharam e perdem os que sempre perderam!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado em 4 de janeiro de 2008 na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-3430138523052834087?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3430138523052834087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=3430138523052834087' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3430138523052834087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3430138523052834087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2008/01/oportunidades-e-ameaas-pairam-sobre-o.html' title='Oportunidades e ameaças pairam sobre o Açu'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-9103409846801933621</id><published>2007-12-31T00:36:00.000-02:00</published><updated>2007-12-31T00:41:04.365-02:00</updated><title type='text'>Pedidos para o Ano Novo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Professor do Cefet Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Email: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão há quem não pense alguns minutos, pelo menos, nos saltos dados e nas quedas sofridas a cada ano que se encerra. É normal olhar para trás, ao mesmo tempo em que se vislumbra o novo ano, com desejos de novos e otimistas saltos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom renovar as esperanças com as quais vivemos e sem as quais a morte é certa. Elas não são orientadas pelo calendário, mas isto pouco importa nesta época de festas e comemorações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando nesta direção, este articulista não será original ao escrever ficticiamente ao novo ano com uma lista de desejos:&lt;br /&gt;1)      Melhor uso dos recursos públicos em políticas de inclusão e ascensão social; 2) Mais solidariedade e menos hipocrisia; 3) Menos consumo e mais repartição; 4) Mais empregos e menos agressão ao meio ambiente; 5) Menos empreguismo e mais planejamento; 6) Mais cultura e educação e menos doenças; 7) Menos dependência dos poderes constituídos; 8) Mais capacidade de discernimento; 9) Mais força e determinação nas lutas, mesmo diante da repetição das causas; 10) Menos imposições, mais debates e democracia; 11) Um tribunal de contas que faça prova dos nove e não conta de somar; 12) Mais vergonha na cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderíamos prosseguir, mas é bom ficar por aqui. Na falta da dúzia de desejos listados, que, pelo menos, o último da lista possa se transformar, mesmo que parcialmente, em realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, já não somos mais inocentes para acreditar em promessas. Talvez aceitemos compromissos, mas mesmo estes precisam ter interlocutores confiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ditado popular afiança: Ano Novo. Vida Nova! Realmente, uma pena que não sejamos mais crianças, onde os ditados da minha querida e saudosa avó Maroca, no almoço ou no bate-papo do café, tinham mais valor do que até as chamadas cláusulas pétreas da Constituição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maturidade, quando muito, ajuda a discernir melhor os ganhos e as perdas valorizando-as pela qualidade e não pela quantidade. Tem gente que diz que isso é conversa de quem teve mais quedas que saltos nesta contabilidade de final de ano. Pois eu lhe garanto: esse não foi o caso deste articulista. Mesmo assim, melhor planejar e pedir que o novo ano nos dê saúde, fé e disposição. E de lambuja, se não for pedir demais, pequenas escadas para saltar sobre as quedas que fazem parte da vida e tornam os saltos mais saborosos. Feliz 2008!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 28 de dezembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-9103409846801933621?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/9103409846801933621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=9103409846801933621' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/9103409846801933621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/9103409846801933621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/12/pedidos-para-o-ano-novo.html' title='Pedidos para o Ano Novo'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-886028434902939124</id><published>2007-12-22T11:46:00.000-02:00</published><updated>2007-12-22T11:47:44.639-02:00</updated><title type='text'>Saudade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos                 &lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;inda não saiu da minha cabeça a expressão dita por Chico Anísio, numa entrevista não sei onde e nem quando, em que o comediante afirmou que a saudade era uma coisa que não servia para nada e, sendo assim, ele a dispensava. Não me recordo de ter lido o resto, ou a explicação para esta sua conclusão ou desilusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num contraponto, desde daquele instante, também me impregnou o pensamento a expressão pós-morte, do professor Clóvis Tavares referindo-se a saudade como o metro do amor. Paradoxais ou pontuais, os conceitos podem reproduzir visões do mundo do qual deixaremos saudades ou esquecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre imaginei que, independente da percepção que cada um de nós tem dos mistérios da vida e do natural fim dela, que é a morte, que a trajetória ou o rastro que cada um de nós deixa, é a marca que pode fazer com que a noção de valores e de ética possam ser práticas que valham à pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exercício tem gente que consegue a proeza de sentir saudade do que ainda não ocorreu. Vêem os filhos grandes, enxergam netos, família e amigos em situações que desejam que logo cheguem, para aplacar a saudade futura - também confundida com ansiedade (que talvez seja irmã e antônima da saudade) – também guardam os receios de que o tempo de hoje será saudade amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade boa e saudade ruim. Quanto mais próxima do passado que se sente saudoso, mais dolorida é a saudade. Qual a química que faz a saudade temperada com o molho das horas, dos dias e dos anos, deixar de ser preta e branco, para se transformar na cor suave da saudade colorida, mesmo que em tons, ainda pastéis, mas certamente mais leves e agradáveis? Quem inventou isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem consegue sentir saudade de um tempo que ainda não chegou é o otimista que todos admiramos e desejaríamos ser. Poucos sentem saudades dos pessimistas ou dos realistas que enxergam o futuro com olhos diferentes com que vêem o passado. Pessimistas apreciem o passado mais que o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade é dor ou é alimento? Quando a sentimos normalmente reformatamos a visão de futuro e nos aplumamos na condução do presente. Saudade, melhor senti-la, do que desejá-la. Saudade melhor tê-la do que expulsá-la, porque assim, será ela sinônima de relações e rastros construtivos. Com ou sem saudades, Feliz Natal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 21 de dezembro de 2007.&lt;/span&gt;                                              &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-886028434902939124?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/886028434902939124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=886028434902939124' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/886028434902939124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/886028434902939124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/12/saudade.html' title='Saudade'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-1783402688384793601</id><published>2007-12-20T11:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-20T12:02:16.300-02:00</updated><title type='text'>Por quê “se calla?”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; expressão “por qué no se calla”, popularizada pelo rei da Espanha contra o polêmico Chávez, cabe ao inverso, como uma luva, à indagação a ser feita à direção local do PT em Campos.&lt;br /&gt;Como se sabe, o atual secretário de Saúde do município é o neo-petista, Rodrigo Quitete, que para o partido foi convidado, pelo ex-presidente, também médico e candidato da sigla nas eleições municipais de 2004, Mackoul Moussallém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos poderiam imaginar que o PT, ao aceitar fazer parte do atual governo municipal, mesmo crivado de denúncias de mau uso dos recursos públicos, com investigações de tribunais de contas e policiais, para lá fosse encaminhar propostas e linhas programáticas do partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo, que seria impertinente, a exigência do estabelecimento da maioria, das propostas do partido, mas não é concebível, que nenhuma das propostas sejam, sequer apresentadas e/ou consideradas, num acordo que, aos olhos daqueles que desejam ver, apenas produziu, meia dúzia de nomeações de aliados e parentes das correntes que defenderam esta espúria aliança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso da saúde é grave. O secretário é petista, por mais que isso seja difícil de crer. Portanto, os projetos, ações e problemas de sua pasta são problemas que o partido terá que explicar em praça pública. A crise é incompatível com o generoso orçamento de quase R$ 400 milhões anuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este articulista não vai discutir a questão dos chamados “extra-tetos” e dos repasses de verbas para pagamento dos serviços prestados pelos hospitais filantrópicos e privados, pela simples falta de informações e transparência sobre o uso destes recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato do município ainda não ser gestor-pleno na área de saúde, segundo informações, está também relacionado à falta de repasses de informações às instâncias superiores que gerem o SUS. Isso, na essência, seria a origem, da maioria dos questionamentos dos usuários, prestadores de serviços, médicos, enfim, de toda a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, e pela atenção especial que a área de saúde necessita ter dos seus gestores, aqueles que foram responsáveis, no PT de Campos, por entregar o partido, nos braços de um governo ineficiente e incompetente devem agora suspender o silêncio acorrentado a que se submeteram e que muitos avisaram e temeram. Enfim, todos queremos saber: PT de Campos, por quê “se calla?”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 14 de dezembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;                                          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-1783402688384793601?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1783402688384793601/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=1783402688384793601' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1783402688384793601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1783402688384793601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/12/por-qu-se-calla.html' title='Por quê “se calla?”'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-6688959200499730596</id><published>2007-12-08T09:56:00.000-02:00</published><updated>2007-12-08T09:57:20.549-02:00</updated><title type='text'>Joe, razão de ser do Cefet</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; recorde de 16.276 candidatos, este ano, aos cursos técnicos do Cefet mostra, a corrida ao diferencial na disputa do mercado de trabalho que se expande a nível nacional e regional. Projetos de infra-estrutura e industriais no interior do nosso estado estão levando, não só os jovens, mas também os adultos, novamente às salas de aula e laboratórios atrás de conhecimento e certificação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do ensino médio e técnico, o Cefet hoje tem mais de doze graduações ofertadas na sede ou nas Uneds de Macaé e Guarus, ou ainda nas unidades avançadas, de Arraial do Cabo, Quissamã e São João da Barra, enquanto as Uneds de Cabo Frio e Itaperuna são estruturadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cefet é hoje, na prática, em termos de concepção, um instituto com ofertas de formação não só tecnológica, como também humanística, nas licenciaturas e duas das quatro pós-graduações. O primeiro mestrado também inova com a interdisciplinaridade da engenharia ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verticalização da formação não se deu, apenas para cima. Com a educação de jovens e adultos, o Cefet também atua na alfabetização, na qualificação e re-qualificação profissional e ainda em cursos técnicos com estrutura exclusiva para este segmento. No todo mais de doze mil alunos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Institutos semelhantes existem funcionando em países com grande capacidade de investimentos, como o Canadá e a maioria dos países europeus. A inovação aqui é a capacidade de incluir segmentos da população que têm no estudo, a única possibilidade de ascensão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo é a história de José Antônio Pinheiro Lima, o nosso Joe. Há seis anos Joe saiu da região Imbé. Andava a pé, mais de dez quilômetros para, diariamente, pegar ônibus e vir aqui estudar. Depois encontrou apoio de alunos amigos para aqui ficar durante a semana. Foi bolsista, perdeu os pais, repetiu uma série e quase desistiu quando viu, que não poderia dar o orgulho de sua formação aos pais. Ralou seis anos seguidos, fez mais de um curso, aproveitou oportunidades de cursos extras e há duas semanas foi contratado com salário de R$ 5 mil, além de apoio para continuar seus estudos em nível superior. O orgulho que Joe não pôde dar aos pais, ele gosta de passar para outros alunos, que com dificuldades idênticas, ameaçam desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joe fez questão de me procurar e dizer: “professor, o Cefet me deu as oportunidades e eu lutei muito para aproveitá-las. Acreditei e segui em frente. Agora estou feliz e vou prosseguir”. Mais satisfeito que Joe, concluí que o Cefet cumpre seu papel exemplarmente quando Joe passa a ser, não apenas um profissional qualificado, mas um cidadão consciente de seu dever na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                              &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 7 de dezembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-6688959200499730596?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6688959200499730596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=6688959200499730596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6688959200499730596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6688959200499730596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/12/joe-razo-de-ser-do-cefet.html' title='Joe, razão de ser do Cefet'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-6636752383844777347</id><published>2007-11-30T11:52:00.000-02:00</published><updated>2007-11-30T11:52:06.553-02:00</updated><title type='text'>A dor do pesca-dor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;lguém já disse que não há dor maior que a da perda de um filho. A foto do Silésio Corrêa, neste jornal, na quarta-feira, também foi estampada nos demais jornais da cidade. Nas entrelinhas, o fato demonstra, que a cena imóvel e doída, deve ter permanecido estática um longo tempo, expondo a dor e a agonia do pai, o lavra-dor e pesca-dor de Barra do Furado, Magno Ribeiro da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em posição desolada, Magno com a cabeça emborcada lamentava a perda de seu filho, Michel Ribeiro de Souza, de 15 anos, o mais velho, de um total de cinco filhos. Magno enquanto vivia a dor, que deve doer como um punhal atravessado no peito, possivelmente repetia para si mesmo, o que todos os pais dizem nesta situação: por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magno ainda disse ao repórter: “mesmo diante dessa cena triste, tenho que ser forte para dar apoio à minha família”. Nesta ótica, a dureza da vida se torna dobrada, pois além do sentimento de perda, terá a obrigação de tocar o barco, em meio à tormenta que lhe trouxe a dor ainda não lavrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena me fez lembrar a imagem do pai abraçado, ao corpo da filha, morta, num outro desastre automobilístico, ano passado, em que cinco jovens perderam a vida, na pista da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Gabriel F. Padilla, pai de Ana Clara lançou recentemente o livro “Relato de um amor” que vem fazendo sucesso entre os adolescentes e jovens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O relato de Padilla, que é um publicitário, talvez ajude a fazer os jovens pensarem no que todos, quando temos aquela idade, irresponsavelmente fazemos, correndo o risco de marcar irremediavelmente, com a mais doída das dores, os pais que tanto amamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magno sofre agora, tanto quanto o Gabriel Padilla, que disse em seu livro que “nossos filhos são como água nas mãos em forma de concha. Uma hora nos escorrem por entre os dedos”. A sua dor pescada fora d’água, numa beira da estrada, não mostra uma juvenil irresponsabilidade, mas a madura, dura e irresponsável realidade da violência do trânsito em nossa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso material e econômico sonhado por muitos, ainda não chegou para esta região, mas a violência, em suas mais variadas formas, está sendo pescada por muitos, que com dor e lamento, vivem a vida que nossa região lhes proporciona.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 30 de novembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-6636752383844777347?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6636752383844777347/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=6636752383844777347' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6636752383844777347'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6636752383844777347'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/11/dor-do-pesca-dor.html' title='A dor do pesca-dor'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2540380800639223702</id><published>2007-11-25T21:08:00.001-02:00</published><updated>2007-11-25T21:11:48.418-02:00</updated><title type='text'>Até os sheiks árabes já acordaram!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ostumava ilustrar as palestras, em que sou convidado para falar sobre desenvolvimento regional, royalties, gestão e coisas do gênero, usando a figura, que todos nós já vimos na televisão, ou lemos nos jornais, sobre os grandes sheiks árabes que esbanjam os petrodólares, deitados em banheira de ouro, camas de diamantes, etc., gastando como se não houvesse amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha ignorância com o que está acontecendo naquela região obriga-me agora, a pedir penitências por acusações tão infames e injustas contra os árabes. Eu reclamava de que nossos gestores locais gastavam, tal qual, estes sheiks. Pois então, tenho que me redimir dizendo que uma boa parte deles, já mudou sua forma de tratar o dinheiro e olhar o futuro na era pós-petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho me interessado mais pelo assunto, desde que um conterrâneo-amigo, Jorge Luiz, o Cebolinha, ex-jogador do Goytacaz e atual treinador de goleiros, para lá foi trabalhar no futebol, mais uma vez, compondo a comissão técnica do comandante Tite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso dos Emirados Árabes Unidos é o que mais chama a atenção, especialmente depois que no início de outubro foi implantada, uma linha regular de vôo pela Emirates Airlines, entre Dubai, um dos sete Emirados Árabes Unidos e a cidade de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, o caderno de turismo do jornal &lt;em&gt;O Globo&lt;/em&gt; mostrou as maravilhas daquela região que decidiu investir no turismo, como forma de se sustentar, após o fim do petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes apenas uma tribo no deserto à beira-mar, hoje os Emirados já se constituem num importante centro de comércio de todo o Oriente Médio que tem Dubai, como sede do maior destino turístico da região que hoje, já recebe nove milhões de turistas por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá uma única família Maktoum controla o poder desde a vida tribal até os dias atuais. Aqui a derivação talvez seja, apenas, um pouco maior. A mania de grandeza não foi de toda abandonada. Para chamar a atenção inventaram o mais alto prédio do mundo com quase um quilômetro de altura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vencida a ignorância, terei que mudar o discurso, do mau exemplo, no uso do dinheiro dos royalties do petróleo, mantendo a pressão para que nossos sheiks, assim como os árabes, também acordem do sono do dinheiro farto e infinito.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                              &lt;br /&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 23 de novembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2540380800639223702?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2540380800639223702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2540380800639223702' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2540380800639223702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2540380800639223702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/11/at-os-sheiks-rabes-j-acordaram.html' title='Até os sheiks árabes já acordaram!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-1833203959370216318</id><published>2007-11-17T10:33:00.000-02:00</published><updated>2007-11-17T10:35:13.665-02:00</updated><title type='text'>Tupi e suas conseqüências na terra Goitacá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; compreensível a euforia que norteou o anúncio da ampliação das reservas nacionais de petróleo. Analistas estrangeiros gabaritados chegaram a falar, em mudança do papel geopolítico do nosso país até com ingresso no G-8, o grupo das nações mais desenvolvidas. Enquanto as notícias para o país são alvissareiras, para a nossa região o momento é de barbas de molho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece incrível, mas nossa região parece viver sempre na contramão do país. Boas notícias lá, problemas por aqui e vice-versa. Hoje, guerra no mundo árabe e crise energética é motivo de comemoração, porque preço maior do barril de petróleo significa mais royalties. Agora a descoberta e o anúncio de um novo campo de petróleo e gás, ao invés de euforia gera novas preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No plano nacional, a ANP já fala abertamente na mudança da Lei do Petróleo que é de 1997. Ela é a origem dos atuais critérios de repartição dos royalties. Hoje há adversários e inimigos ferrenhos à atual forma de distribuição dos royalties que acabam ajudados pela má utilização destes recursos. O fato de a atual regra permitir, que um município tenha orçamento igual ao de um estado, pode ser apenas um sinal do que chamam discrepância ou aberração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo, que o mínimo que exigirão será que a extração desta nova área, não engorde ainda mais, a já gorda fatia dos royalties dos municípios chamados de produtores. Gente de bom senso que enxerga longe, já defende que a Ompetro assuma posição de abrir mão de novas fatias, que viriam com o petróleo e o gás da área de Tupi, garantindo assim o que se tem, do que crescer o olho sobre tudo que pode virar nada. Diz o dito popular: mais vale um pássaro na mão que dois voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena que esta organização dos municípios produtores, não tenha conseguido, ir além da mobilização de defesa das parcelas dos royalties, com a elaboração de um projeto regional de desenvolvimento econômico e social para nossa região. Câmaras setoriais, fundo regional de investimento, políticas integradas para avanços na área de saúde, educação e infra-estrutura serviriam agora como exemplo de políticas públicas eficientes e integradas regionalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nunca é tarde para se rever equívocos e mudar o passo. O petróleo tem tradição mundial de ser dizimador ou pelo menos, inibidor - pela pujança e grandeza de suas demandas - de outras iniciativas de desenvolvimento econômico, o que só faz aumentar a preocupação com o tempo que virá depois. Que as almas dos nossos guerreiros Goitacás nos orientem e protejam!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 16 de novembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-1833203959370216318?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1833203959370216318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=1833203959370216318' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1833203959370216318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1833203959370216318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/11/tupi-e-suas-conseqncias-na-terra-goitac.html' title='Tupi e suas conseqüências na terra Goitacá'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-6633171897268687856</id><published>2007-11-10T11:50:00.000-02:00</published><updated>2007-11-10T11:49:32.863-02:00</updated><title type='text'>Estágio: uma importante etapa!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Congresso Nacional está votando um projeto de lei enviado pelo Poder Executivo, que regulamenta, o estágio de estudantes de instituições de educação superior, de educação profissional, de ensino médio, de educação especial e da educação de jovens e adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não conheço atividade mais interessante para a formação profissional que o estágio nas empresas e instituições públicas. O aprendizado e o estudo na escola ou na universidade ou mesmo, por conta própria, ganha maio significado, quando o estudante pode ver, sentir e até contrapor na prática, com o saber dos livros e dos professores, mesmo que vivenciado em debates de sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fiz meu curso técnico no final da década de 70, a demanda por estes profissionais era tão grande, que não era raro ser admitido, como foi o meu caso, pela empresa, sem esta etapa. No governo FHC foi abolida sua obrigatoriedade para a conclusão do curso técnico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No nível superior, o estágio sempre foi uma possibilidade e não uma obrigação. Neste grau, tive uma excelente experiência na condição de estagiário, mesmo já tendo vivido a situação de empregado com carteira assinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre insisti muito com meus alunos, para que eles, independentes da obrigação curricular, vivam esta experiência, que pode ser menos importante, para aqueles que já trabalham, mesmo em área diferente da sua formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço e brigo com as empresas que usam do expediente de abrirem espaço para estágios, como forma de terem acesso à mão-de-obra barata. As empresas precisam compreender, de forma coletiva, que têm responsabilidade com a complementação da formação que o estágio propicia e que jamais poderá ser vivenciado, nos bancos acadêmicos. É até possível simular experiências e técnicas de trabalho, por mais específicos que elas sejam, na escola ou na universidade, mas jamais será possível, viver uma relação de trabalho entre patrão e empregado ou entre estes, sem que isto seja feito diretamente no ambiente de trabalho ou no processo de produção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A empresa sempre ganha quando recruta profissionais que tenham passado por experiências de estágio. O desenvolvimento de programas de estágio que permitam um rodízio pelos diversos setores da empresa, ao longo de um determinado período de tempo fará todos ganharem: o estagiário, a empresa e a sociedade que terá, não só melhores profissionais, como bons cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                              &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; do dia 9 de novembro de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;PS.: O projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional sobre estágios fixa:&lt;br /&gt;1) Em um máximo de seis horas diárias e 30 horas semanais, o trabalho para estudantes de nível superior e, pela metade, para os do ensino médio. Atualmente, a lei determina apenas que jornada seja compatível com o horário escolar;&lt;br /&gt;2) A duração máxima do estágio na mesma empresa será de dois anos (exceto para estagiário com deficiência) e, nos estágios com duração igual ou superior a um ano, é garantido recesso de 30 dias;&lt;br /&gt;3) Ainda de acordo com o projeto, o estágio poderá ser ou não obrigatório, mas continua não criando vínculo empregatício;&lt;br /&gt;4) A empresa deverá oferecer seguro contra acidentes pessoais ao estagiário, que será obrigado a apresentar relatórios semestrais dessa atividade. Além de órgãos públicos e empresas privadas, poderão contratar estagiários profissionais liberais de nível superior registrados no respectivo conselho profissional.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-6633171897268687856?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6633171897268687856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=6633171897268687856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6633171897268687856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6633171897268687856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/11/estgio-uma-importante-etapa.html' title='Estágio: uma importante etapa!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2577403813010319338</id><published>2007-11-02T23:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-02T23:16:04.920-02:00</updated><title type='text'>Era uma vez...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ssim nossos avós e os ficcionistas começavam a contar suas histórias. Hoje, a maioria deles, já rebuscou os textos e a contação de causos. Os políticos rejeitam esta expressão de apoio para contar suas peripécias, mas igualmente a usam. Fazem isto, mas raramente conseguem avaliar e discernir seus momentos de baixa de popularidade diante dos eleitores. Sonham com inexistentes fórmulas novas e mágicas para tentarem se manter no apogeu da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A representação política é um encargo na vida do cidadão. Alguns não a consideram enquanto possibilidade pelo simples fato, de preferirem cuidar das suas vidas pessoais. Não se importa com os outros e considera a política, um mal não necessário. Por outro lado, há aqueles, que dando razão aos primeiros, vêem nela, a possibilidade de se locupletarem. Nem um nem outro têm razão, mesmo que a maioria de ambos, ou de apenas um, siga este caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o político começa a contar certa vez... seu apogeu já vai longe. Difícil de achar aqueles que entendem que o seu tempo está passando ou mesmo, já passou. O tempo passa mais rapidamente para uns que para outros. Os que começaram garotinho, ainda mais com apoio desta alcunha, mais cedo poderá encerrar seu período de prestígio, sem que seja necessário novo registro nominal no cartório eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez, em minha cidade um jovem radialista e poeta, que obcecado pelo público já fiel em seus programas matinais sonhou voar alto, no desejo de se tornar um destes representantes. A obstinação e a ousadia tornaram seu objetivo mais próximo. A descoberta do pragmatismo, na já poderosa máquina pública, viabilizou acessos e postos talvez, antes inimaginados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na caminhada não se fez de rogado quando sentiu necessidade de jogar para o acostamento, tantos quanto lhe questionassem práticas, formas e principalmente, o desejo de vôos autônomos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou longe, mas rapidamente retornou. Ainda não enxerga o fim, mas continua a colecionar ex-colaboradores e adeptos. Sabe que dois lados na política é prática tão velha quanto vento sul. Só não esperava perder a máquina, hoje engordada pelos royalties para com ela retomar, o sonho enterrado da presidência, entre diversos outros motivos, por uma greve de fome de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspira novamente o  mais alto posto na representação popular do estado. Não repetirá, cem anos depois, o conterrâneo Nilo Peçanha, mas já pensa nos netos e nas histórias... era uma vez!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 02-11-07.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2577403813010319338?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2577403813010319338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2577403813010319338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2577403813010319338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2577403813010319338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/11/era-uma-vez.html' title='Era uma vez...'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-4285689517165065498</id><published>2007-10-27T11:06:00.000-02:00</published><updated>2007-10-27T11:08:42.228-02:00</updated><title type='text'>Olhando ao redor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m bom exercício para analisar as administrações municipais é observar que outras cidades estão fazendo. Verdade que a história de cada uma delas desperta vocações e interesses variados. Também não é possível comparar coisas e situações muito diferentes. Algumas vezes exercito a observação diretamente, em outras analisando dados, indicadores e outras informações à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste exercício de comparação de Campos com outros municípios de porte médio surgiu Sorocaba.Criado pouco depois da nossa capitania de São Tomé em 586 mil habitantes, 36% a mais que Campos. Possui 164 mil imóveis cadastrados, numa área de 546 Km², contra, cerca de 120 mil imóveis que em Campos estão distribuídos, numa área oito vezes maior que o município paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008 a cidade paulista terá um orçamento de R$ 1,1 bilhão contra R$ 1,45 bilhão aqui em Campos. Mais moradores significa mais gastos, exatamente, com as duas áreas mais dispendiosas na gestão pública: educação e saúde. Resumindo: Campos tem 30% a mais de dinheiro para cuidar de 160 mil pessoas a menos, embora espalhados numa área oito vezes maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, há outras diferenças gritantes entre as gestões públicas das duas cidades. Por lá, as compras são on-line através do portal “Acess@compras” que é um espaço virtual para pregões e leilões on-line. A cidade assumiu o slogan da capital da solidariedade criando dentro da estrutura municipal uma secretaria (de Parcerias) não para fazer assistencialismo, mas para interligar gente interessada em ajudar e instituições necessitadas de gente, projetos e recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o município mantém prestação de contas divulgando balancetes de receitas e despesas, no máximo três meses após sua execução. Criou um plano cicloviário com meta de viabilização de 77 quilômetros de ciclovias interligadas que visa melhorar a qualidade de vida e a mobilidade urbana, garantindo segurança aos ciclistas, ao mesmo tempo em que estimula o lazer, a prática de atividades físicas, além de oferecer uma opção econômica de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorocaba tem um portal na internet para emitir certidões negativas e um projeto inovador de desburocratização que reduziu de 120 para, dez dias, o tempo necessário para se abrir uma empresa. Outras diferenças de gestão poderiam ser listadas, mas basta lembrar uma última e fundamental distinção: Sorocaba não corre o risco de ver sua receita orçamentária cair com o fim do petróleo!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                              &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 26 de outubro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-4285689517165065498?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4285689517165065498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=4285689517165065498' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4285689517165065498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4285689517165065498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/10/olhando-ao-redor.html' title='Olhando ao redor'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-6547253761824594056</id><published>2007-10-20T01:20:00.000-02:00</published><updated>2007-10-20T00:22:19.177-02:00</updated><title type='text'>A vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje preciso abordar um tema diferente. Peço licença aos que vieram aqui ver uma opinião sobre política, administração ou de sugestão sobre temas afins. A vida leva-me hoje a pensar mais sobre o interior do que sobre estas circunstâncias que nos cercam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já me considerando desculpado atenho-me, a um dos muitos &lt;em&gt;e-mails&lt;/em&gt; com mensagens que a companheira de rede, Cristina Lima, costuma nos brindar. Confesso hoje, que alguns eu leio integralmente, outros em parte e outros ainda acabam ficando para depois, depois e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse, porém, bateu no âmago da angústia atual sobre o significado da vida e o quê efetivamente vale à pena. Ela propositalmente chamou a atenção para a observação cotidiana, mas profunda do John Lenon: “A vida é aquilo que acontece enquanto planejamos o futuro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos pensando no futuro e na ilusão de que a vida é para sempre. Sabemos que não é assim que as coisas funcionam, mas rejeitamos pensar no fim que pode ser um novo começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li e nunca mais esqueci, no livro “O fio da vida” do Drauzio Varella que “a morte é a ausência definitiva”. Independente dos nossos credos e da esperança que podemos sentir ou intuir em algo que não é concreto, a frase não poderia ser mais chocante, além de insuficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, eu lhe indago: o ontem, assim como a pedra lançada, não são também ausências definitivas? Não vou pela auto-ajuda, mas não me importo pelos que avançam nestas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo nas reflexões e sem querer ser piegas, mas sem preocupar-me em publicamente sê-lo, pergunto-me em voz alta: por quê complicamos nossas vidas? Por quê vivemos de menos, o tempo presente que, como alguém já disse, é o único que existe, na medida em que os demais, ou são memórias ou são possibilidades que podem ou não se concretizar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A onda sobe, desce e esparrama na areia. Nunca uma onda será como a outra, da mesma forma que nenhum momento será igual ao que passou ou ao que virá. Que saibamos aprender as lições postas em nossos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Mas e a vida? Ela é maravilha ou é sofrimento? Ela é alegria ou lamento? O que é, o que é, meu irmão? Há quem fale que a vida da gente é um nada no mundo. É uma gota é um tempo que nem dá um segundo. Há quem fale que é um divino mistério profundo. É o sopro do criador. Numa atitude repleta de amor. Você diz que é luta e prazer. Ele diz que a vida é viver&lt;/em&gt;...” Que Deus nos ajude!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 19 de outubro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-6547253761824594056?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6547253761824594056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=6547253761824594056' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6547253761824594056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6547253761824594056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/10/vida.html' title='A vida'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7840512276697552699</id><published>2007-10-12T23:25:00.000-03:00</published><updated>2007-10-12T23:34:24.740-03:00</updated><title type='text'>Apenas um apetite invulgar sobre os R$ 7 bilhões</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;vitei tratar do tema na sexta-feira passada, quando se encerrava o prazo do troca-troca absurdo de partidos para as eleições do ano que vem. Passada a data-limite, enquanto cidadão há que se exigir um debate sério, sem “toma-lá-dá-cá” para a melhoria dos nossos problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um orçamento de 1,5 bilhão em 2008 permite estimar, que o próximo prefeito terá mais de R$ 7 bilhões, para num mandato de quatro anos, melhorar nossas condições de vida, embora se saiba, que aqueles que mais necessitam das ações do poder público, ainda não lêem jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é demais exigir um plano de metas. Um plano claro, sucinto, exeqüível. Nada de promessas mirabolantes. Falo de ações que melhorem nosso trânsito, o transporte urbano, a saúde, etc. A saúde, que hoje detém cerca de R$ 400 milhões do nosso orçamento, ainda não deixou visível ou perceptível, melhorias proporcionais, ao quase ½ bilhão que recebe anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso superar a pobreza do debate, ou da falta dele, na disputa política que se avizinha. As baixarias, o troca-troca de legendas, favores e barganhas que assistimos todos os dias, já não fazem corar, nem aqueles que antes se diziam espantados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível que se reproduza em 2008 a mesmice de 2004, repetida em 2006, que agora deixa visível a mediocridade de resultados apresentados pelos eleitos e de outro lado, a falta de alternativas sérias apresentadas pelos que se opõem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, a sociedade não está cansada e nem somente desiludida. Ela quer e espera alternativas sérias. Mudanças de rumo. Ação. Coragem. Amor à terra natal ou que lhe hospedou. Talvez, esta seja a principal ausência que se percebe nos gestores que vêm nos representando, nestes últimos vinte anos. Amor à nossa terra. Não falo de amor de palanque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade exige amor de quem se entristece com a criança maltrapilha e mal alimentada. Amor que chora a falta de amparo ao velho doente. Amor que lamenta pelo tempo de espera do cidadão que, sem dinheiro para adquirir um carro e sem coragem para circular de bicicleta, em meio ao nosso violento trânsito, é obrigado a usar, o cada vez mais decadente, transporte público local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade que anda meio adormecida, não está surda e nem cega. Por isso exige que se tenha uma eleição que debata verdadeiramente propostas. Ninguém é mais inocente para deixar de admitir, que o enfrentamento político para a escolha de quem vai ser nossos próximos representantes políticos, seja um convívio de bons modos, mas cá para nós: não dá mais para, apenas ver o apetite invulgar pelos R$ 7 bilhões!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 12 de outubro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7840512276697552699?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7840512276697552699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7840512276697552699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7840512276697552699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7840512276697552699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/10/apenas-um-apetite-invulgar-sobre-os-r-7.html' title='Apenas um apetite invulgar sobre os R$ 7 bilhões'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2124330273115308611</id><published>2007-10-07T00:34:00.000-03:00</published><updated>2007-10-07T10:11:14.602-03:00</updated><title type='text'>Cuidado, a próxima vítima pode ser você!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; verdade que a vida tem valido cada vez menos. Porém, este articulista confessa que ainda está impactado, com os números absurdos que teve acesso recentemente que mostram o tamanho da violência no trânsito, em Campos e no Brasil como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, vale dar os parabéns, ao Dr. José Manuel Moreira, presidente da Fundação João Barcelos Martins, por ter provocado uma discussão, que infelizmente não pude participar, para discutir, o gravíssimo aumento de 360%, nos atendimentos hospitalares decorrentes dos acidentes de trânsito, causados na área urbana e nas estradas que circundam nosso município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O leitor pode perceber o fato simplesmente folheando o jornal e identificando, que só os acidentes com mais de uma vítima fatal têm hoje, espaço para divulgação. A banalização das ocorrências vai suprimindo os demais. Estão morrendo jovens e adultos que as famílias e o país tanto investiram e esperavam. Não desejo que eles sejam vistos pelos olhos das frias estatísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, os números do estudo do professor Paulo Fleury, da UFRJ são estarrecedores. Os mais graves são aqueles que mostram o índice de mortes por acidentes, sabendo, que em nosso país, “só se registra como morte por acidente na estrada, a que realmente ocorre no local do acidente. Se o ferido for levado ao hospital e lá morrer, o caso fará parte de outra estatística”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil o índice de mortes por mil quilômetros de estrada é superior a 100, enquanto no Canadá é de 3,3, no Reino Unido de 9,8, nos EUA 6,5 e na Itália, 10. Outro número absurdo: no Brasil tem-se, 909 óbitos para cada dez mil acidentes, contra 65 nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo crescimento dos atendimentos feitos no Hospital Ferreira Machado, referência no atendimento das vítimas de acidentes em nossa região, não seria demasiado estimar, que os números locais devem estar, acima da média nacional. O problema do trânsito tem responsabilidades nos três níveis de governo, mas, é a prefeitura que detém poder maior, mais rápido e eficiente, para tomar medidas capazes de mudar este quadro, ou pelo menos, reduzir suas conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouso dizer, infelizmente, que hoje, é quase inexistente, a família que não tenha sofrido, a subtração de entes queridos, vítimas de acidentes automobilísticos. Urge a necessidade de se passar da constatação à ação. Algumas medidas amargas talvez tenham que ser tomadas, como a do aumento no rigor nas punições às infrações. Por outro lado, é imperativa uma ampla e bem feita campanha, de educação no trânsito, porque além de melhorar a infra-estrutura e a logística do trânsito, há que se acabar com o mau comportamento e a imprudência de muitos motoristas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho será árduo e demorado, mas, precisa ser empreendido com planejamento, ações e metas gestadas junto com a sociedade. Fora disso, continuaremos a chorar pelos filhos vitimados.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 05 de outubro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2124330273115308611?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2124330273115308611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2124330273115308611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2124330273115308611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2124330273115308611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/10/cuidado-prxima-vtima-pode-ser-voc.html' title='Cuidado, a próxima vítima pode ser você!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-4705224981400988573</id><published>2007-09-30T21:08:00.000-03:00</published><updated>2007-09-30T21:17:47.164-03:00</updated><title type='text'>A verba de Azevedo Cruz teria hoje outros significados?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;enho uma certa implicância com algumas partes do nosso tão glorificado hino “Amantia Verba” de Azevedo Cruz. Há algum tempo saí do desconhecimento da sua existência, para o espanto com a exuberância do seu formalismo. Neste processo surgiu o aprendizado de que o título dos versos, que forjaram nosso hino, traduzido do latim, significava “palavras amantes ou amáveis”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não vi amabilidade ao ler que “os teus vassalos vêm beijar-te os pés”. Ao invés de lisonja ao território, senti uma tentativa de preponderância de um povo em relação aos demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbuído desta reflexão em momento que relia outros escritos, este articulista descobriu, que apenas, no direito penal moderno, a individualização das penas, substituiu a idéia da antiga legislação que previa o castigo dos descendentes, pelos erros de seus percussores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste processo, surgiu de forma quase natural, a idéia de que no presente momento, pode-se de forma involuntária, estar retomando, o direito penal de épocas passadas, ao condenar as gerações futuras, a viverem com as sobras da abastança atual que resulta da generosa receita dos royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo dos idos da idade média, estaria a geração atual condenando seus herdeiros, a pagarem pelo mal hoje praticado, mesmo que inadvertidamente, pela eleição de representantes que desdenham a vontade daqueles que os elegem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria explicação para o fato na lei dos homens, ou mesmo, na legislação divina que pudesse explicar os motivos desta geração, ter direitos que nem os do passado e nem aqueles do futuro terão como usufruir?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os técnicos mais refinados têm considerado o petróleo como uma riqueza que deveria prever, para uma verdadeira justiça do seu usufruto, uma perspectiva semelhante a do tempo de sua criação. Na ânsia de se promover a justiça – se é que é possível exigi-la em meio ao emaranhado de confusões que se vive – não seria mais correto buscar uma utilização, à semelhança da produção desta riqueza, com uma concepção inter-geracional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por quê, você que lê este articulista, teria o direito de utilizar, neste período que pode oscilar entre 20 a 30 anos, um bem, que por milhares de anos esteve lá nas profundezas de um mar e que sequer foi lembrado por Azevedo Cruz, quando em 1901 escreveu o nosso Amantia Verba? Cruz falou da Campos Formosa no plaino goitacás, na terra feita de luz e madrigais e morreu, sem poder usufruir de uma riqueza que sequer sabia que ainda estava sendo gerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Marias e os Joões que acabam de nascer não terão acesso aos regalos do presente e, tomara Deus, que não tenham que se sujeitar como vassalos, a beijar os pés daqueles que souberam viver nos dias atuais, com menos recursos, energia, corrupção e mais dignidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 28 de setembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-4705224981400988573?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4705224981400988573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=4705224981400988573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4705224981400988573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4705224981400988573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/verba-de-azevedo-cruz-teria-hoje-outros.html' title='A verba de Azevedo Cruz teria hoje outros significados?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7228880275378799412</id><published>2007-09-21T19:27:00.000-03:00</published><updated>2007-09-21T19:28:21.205-03:00</updated><title type='text'>Citação infeliz em conversa de vendedor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; presidente Lula, no seu elogiável trabalho de mascate vendendo mundo afora nossas potencialidades, agora, especialmente, o etanol e os bio-combustíveis, acabou pisando na bola no quando na Espanha, ao rebater as críticas sobre as condições de trabalho no setor canavieiro, disse: “Será que o corte de cana-de-açúcar é mais penoso do que trabalhar numa mina de carvão? E por quantas décadas, ou por quantos séculos, o carvão determinou a economia do mundo?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá para justificar uma coisa com outra. É inaceitável que condições de trabalho, quase escravocratas de séculos atrás, sejam reproduzidas hoje, em qualquer situação. Ano passado pelo menos quinze trabalhadores morreram, apenas em São Paulo, por causas não determinadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisadores-médicos do Hospital das Clínicas estão investigando a suspeita de que a causa principal tenha sido, a exaustão causada pelo exagerado esforço físico no corte de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, ainda há inúmeros casos de canavieiros trabalhando de forma clandestina, sem carteira assinada, sem segurança, sem o uso de EPIs, etc. Correto e bom que queiramos vender nosso etanol lá fora. Que briguemos para reduzir as taxas de importação hoje cobradas pelos países desenvolvidos, mas não podemos deixar de exigir, a melhoria das condições de trabalho do canavieiro, que ainda são precaríssimas, na maioria das regiões produtoras do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É inaceitável que a remuneração seja também tão baixa, em torno de 1/3 de R$ 0,01 por golpe de facão. Até uma década atrás, o bóia-fria cortava entre 4 a 6 toneladas de cana por dia. Hoje, este número, considerado mínimo, oscila em torno de doze toneladas cortadas diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente é bem intencionado quando quer vender nosso país lá fora. É também compreensível, que ele queira fugir das artimanhas que o mercado global arruma, para impor barreiras alfandegárias, sanitárias e até de uma falsa preocupação com o meio ambiente e com a saúde do nosso trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, em troca de ganhos de capital para nossos produtores e industriais, não se pode deixar que condições de trabalho e de ganho dos trabalhadores sejam equivalentes àquelas vivenciadas há mais de um século por mineiros. Isto não pode ser considerado natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avancemos sim, no plantio controlado ambientalmente da cana, no comércio internacional do etanol e dos bio-combustíveis, mas, não deixemos, os trabalhadores sofrerem as conseqüências de uma produção barata e exploradora como faz a China. Tenho certeza que com a origem de vida do nosso presidente, sua fala não deve ter sido, nada além, de uma conversa de vendedor.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 21 de setembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7228880275378799412?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7228880275378799412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7228880275378799412' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7228880275378799412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7228880275378799412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/citao-infeliz-em-conversa-de-vendedor.html' title='Citação infeliz em conversa de vendedor'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-5514380511954460468</id><published>2007-09-14T12:59:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T13:02:06.256-03:00</updated><title type='text'>Golpe ou blefe de mestre?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;inguém em sã consciência e responsabilidade poderá afirmar tratar-se de um ou outro. Porém, ninguém pode negar que o governador Sérgio Cabral, quando aqui esteve para uma nova solenidade de inauguração da ponte estadual acabou saindo das cordas e indo para o meio do ringue, na luta contra a aliança entre Garotinho e César Maia, ao afirmar que renuncia ao mandato de governador para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro, se tal aliança vingar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Golpe ou blefe ninguém ainda poderá dizer, mas a jogada é de mestre. É possível apostar, que nem mesmo o soberbo alcaide carioca poderia esperar, por resposta tão ágil e em estilo xeque-mate como esta. Cabral apenas com este anúncio sinaliza para o presidente Lula, que em nome da boa relação e da lealdade ao presidente está disposto, a qualquer sacrifício, até largar o certo pelo duvidoso, com pouco mais de um ano de governo que teria, em abril do ano que vem, quando terá que renunciar, se pretender levar à cabo a idéia de tentar transformar o blefe em golpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O melhor da história é que, na verdade, ele não teria nenhum concorrente forte nesta disputa, o que tornaria o duvidoso, menos duvidoso, embora eleição, seja sempre eleição. Outro ponto positivo que teria neste “sacrifício” é que para muitos analistas é sempre melhor e mais fácil, ser prefeito da cidade maravilhosa, sem as incumbências incômodas da segurança das balas perdidas, do caveirão, etc. e de um orçamento estadual inadequado às demandas dos 92 municípios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um problema para Cabral é saber se conseguiria ter maioria no diretório municipal do PMDB, que lhe faltou  na votação de segunda-feira, quando o diretório estadual, sob o comando de Garotinho, Picciani e companhia aprovou o acordo com César Maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, o diretório estadual se pretender intervir no municipal, poderá receber o troco do diretório nacional, que parece disposto a manter a aliança com o PT e sonhar em indicar o candidato da aliança nacional com o PT à presidente da República. Sem trocadilho, quem deve estar rindo de orelha a orelha é o Pezão, o atual vice-governador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o alcaide e o ex-governador nisso? As regras do jogo da política ensina que o político deve a todo custo evitar, que o controle da situação saia das suas mãos para as do adversário. Num primeiro cenário, este parece ser, o atual quadro. A bola foi roubada no meio de campo por Cabral, enquanto Maia e Garotinho correm para a defesa. Há risco de gol? Só o tempo e o desenrolar da jogada poderão responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partida ainda está no primeiro tempo, mas há gente comemorando na arquibancada. Para os torcedores que se espantaram com a virilidade da jogadas saibam que tudo isto será “café pequeno”, diante do que aponta o cenário das disputas pelas prefeituras da região.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 14 de setembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-5514380511954460468?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5514380511954460468/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=5514380511954460468' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/5514380511954460468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/5514380511954460468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/golpe-ou-blefe-de-mestre.html' title='Golpe ou blefe de mestre?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-9032191242026604363</id><published>2007-09-07T23:02:00.000-03:00</published><updated>2007-09-07T23:04:30.105-03:00</updated><title type='text'>População e problemas de mais e de menos na região</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; IBGE divulgou no início desta semana, os resultados preliminares da Contagem Populacional realizada este ano, junto com o Censo Agropecuário. Esta contagem difere do Censo porque não foi feita em todas as cidades, apenas naquelas de população inferior a 170 mil habitantes, segundo o censo de 2000. No norte fluminense, só Campos ficou de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dados confirmaram estimativas já conhecidas. Os municípios pequenos que não recebem royalties como produtores tiveram suas populações estabilizadas com ligeiro crescimento ou declínio. Dois deles perderam população: Cardoso Moreira com menos 422 habitantes teve sua população reduzida de 12.579 em 2000, para 12.157 habitantes em 2007 e São Fidélis com menos 305 habitantes caiu de 36.774 em 2000, para 36.469 habitantes, agora em 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O êxodo nestas e noutras cidades da região é facilmente explicado, pela absorção de gente nas cidades litorâneas que têm gordas fatias de royalties. É possível até afirmar, a existência de fluxo populacional entre elas, devido à atração gerada, pelo emprego e melhores condições de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também chama atenção a situação de Rio das Ostras, que teve sua população aumentada em 90%, em apenas sete anos. Município vizinho de Macaé e ex-distrito de Casimiro de Abreu Rio das Ostras tinha 36.769 habitantes em 2000 e 70.095 em 2007. O segundo maior aumento percentual de população entre as cidades da Baixada Litorânea e do Norte Fluminense foi de Búzios com 27,6%: 18.179 habitantes em 2000 e 23.208 em 2007. Entre os municípios produtores de petróleo de nossa região, São João da Barra teve o menor crescimento populacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom também destacar que não há nada a ser comemorado pelos municípios que apresentam maior número de habitantes. Alguns prefeitos gostam de expor estes números como se fossem feitos de suas administrações, mas reclamam da quantidade de gente que vem lhe pedir emprego, casa, escola, hospital, etc. Esta contradição no fundo é política e cada um a explora conforme suas conveniências. A única vantagem é a elevação dos repasses governamentais baseados na população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, quanto mais gente, mais necessidade de leitos hospitalares, escolas, casas, saneamento, etc. O tamanho da população não pode ser visto, como às vezes aparece na mídia, como um campeonato, embora seja natural diagnosticar que o crescimento da população tem relação direta com o desenvolvimento econômico, porque onde há emprego há fluxos de pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, é possível diagnosticar que a cadeia produtiva do petróleo continua sendo a mola mestra do desenvolvimento econômico regional. Isto reforça a idéia repetida, e, talvez ainda não praticada, da necessidade de planejar o desenvolvimento para a era pós-petróleo. Neste aspecto, este articulista considera que nada há para comemorar e muito existe para se preocupar.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 07 de setembro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-9032191242026604363?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/9032191242026604363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=9032191242026604363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/9032191242026604363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/9032191242026604363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/09/populao-e-problemas-de-mais-e-de-menos.html' title='População e problemas de mais e de menos na região'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7919462475686342279</id><published>2007-08-31T23:31:00.000-03:00</published><updated>2007-08-31T23:34:18.493-03:00</updated><title type='text'>Cultura como ferramenta de promoção social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:Moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ou mais consumidor de cultura do que um conhecedor das suas diversas formas de manifestação. Não pretendo, até pela falta de base para isso, fazer uma análise das formas de produção e/ou conteúdo da cultura. Este espaço articulista quer apenas defender o uso e o incentivo da formação cultural, como elemento agregador, incentivador e de resgate de valores e auto-estima nos projetos desenvolvidos por instituições públicas e/ou organizações sociais de todos os tipos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falo de apêndices culturais a projetos maiores, sejam eles de gênese autêntica para geração autônoma de renda, ou, os paternalistas e assistencialistas. Aliás, estes últimos até pela compreensão que têm do mundo, ou pela visão utilitarista que normalmente fazem dele, não conseguem enxergar a cultura para além do lazer e do divertimento, embora, estes resultados não sejam problemas, mas partes das vivências que o exercício e o convívio cultural possibilitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos dias atuais, este articulista passou a ter uma visão melhor desta questão depois de ter participado diretamente de pelo menos, três projetos sociais/educacionais/geração de renda em Campos: a incubadora de cooperativas de trabalho no Cefet; o Informática Cidadã na comunidade da Aldeia e as Cooperativas de Alimentos e Brindes – Cooperdouro - na comunidade do Matadouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num diagnóstico sobre o desenvolvimento das três experiências evidenciam-se resultados positivos e outros nem tanto. A existência deles, por si só, já poderia ser considerado um ganho pelos resultados produzidos, para além, das metas imediatas de produção, pelos empregos gerados, pessoas treinadas, inserção no mundo do trabalho, ascensão social, contatos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nada disso permanecerá de forma mais ampla e significativa, se não forem articulados com uma visão de mundo que só a cultura pode oferecer. Não falo de cartilhas, formação política ou catequese. Falo de autonomia, de emancipação, no conceito que o sociólogo português Boaventura Santos chama de Emancipação em suas diversas e única nuance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos em que o reformismo pragmático tornou-se real, contra os sonhos utópicos das revoluções e seguindo a idéia de que a melhoria gradual é a tônica e o caminho, este articulista enxerga na cultura, o elemento chave de transformações sociais que embora, lenta e algumas vezes cíclicas, pode produzir, a favor daqueles que necessitam de apoio dos governos e da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresento assim, a sugestão aos gestores de que incorporem a idéia da exigência de uma atividade cultural permanente como  necessidade básica para apoio aos projetos sociais e de geração de renda. Os resultados da ampliação da cultura através da música, teatro, literatura, artes plásticas, dança, cinema, fotografia, etc. darão, densidade e qualidade, que a sociedade também espera dos projetos sociais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 31 de agosto de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7919462475686342279?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7919462475686342279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7919462475686342279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7919462475686342279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7919462475686342279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/cultura-como-ferramenta-de-promoo.html' title='Cultura como ferramenta de promoção social'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-4303262077284303616</id><published>2007-08-24T16:28:00.000-03:00</published><updated>2007-08-24T16:29:29.281-03:00</updated><title type='text'>Tá faltando o grito da arquibancada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;á algum tempo venho tentando observar as mudanças que o dinheiro dos royalties vem provocando em nossa sociedade. A abundância de recursos quase sempre é mau conselheira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem ao nosso presidente, que por aqui passou recentemente, este articulista lançará mão de uma metáfora para tentar explicar aquilo que o preocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As receitas dos royalties poderiam ser comparadas à carreira de um jogador de futebol. Antes que você despreze o texto e considere que este articulista enlouqueceu de vez, saiba que ele não fala de patrocínio para os nossos times de futebol. Isto não é novidade e nem exclusividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento é que há semelhanças enormes entre o apogeu do craque e as receitas gordas dos royalties, assim como o presente de abastança tende a um futuro, igualmente negro, como o ouro que se extrai do fundo da nossa plataforma continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tanto para um quanto para outro, as bases para o seu desenvolvimento aconteçam em tempos remotos, sempre aparecem lances que permitem a idéia de que são acidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boas exibições geram bons contratos, assim como boas negociações no Congresso produzem leis que obrigam o pagamento de quotas mensais e participações especiais trimestrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tamanho da carreira de ambas é curto e pode ser interrompido a qualquer momento, por um acidente ou uma mudança nas regras. A pressão de outros jogadores pode criar tetos de salários ou de repasses, na defesa da justiça que exige tratamento igualitário como o pagamento de bichos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bom marketing da carreira cria uma marca de qualidade, da mesma forma que o uso indevido das receitas recebidas geram uma imagem de desperdício e desmerecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo rico, em um ou outro caso, pode ser discreto e compenetrado investidor que pensa no futuro de fim de carreira e das reservas, ou gastador e esbanjador que vive o presente esquecendo o futuro. Neste caso, os shows, as festas, os carros caros, casas e apartamentos supervalorizados consomem o dinheiro que hoje abunda e amanhã faltará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fartura do presente gera amigos e empresários com idéias de investimentos e gastos mirabolantes que sumirão na mesma velocidade da chegada da escassez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente gera disputa de poder pelo controle da boca do cofre, da mesma forma que a disputa por entrar jogando no Maracanã. A única mudança que pode alterar o curso da carreira, tanto de um quanto de outro, é a manifestação da torcida na arquibancada. Sem estes gritos e pressões, nossos adversários continuarão a entrar com bola e tudo nas redes da mamata.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 24 de agosto de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-4303262077284303616?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4303262077284303616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=4303262077284303616' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4303262077284303616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4303262077284303616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/t-faltando-o-grito-da-arquibancada.html' title='Tá faltando o grito da arquibancada'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-9111608163447399635</id><published>2007-08-20T11:34:00.000-03:00</published><updated>2007-08-20T11:35:59.387-03:00</updated><title type='text'>Plantando bom exemplo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ais que alegre fiquei emocionado com o projeto do Instituto Terra, desenvolvido pelo premiadíssimo fotógrafo Sebastião Salgado e mostrado em matéria de O Globo no último domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato da matéria ter saído no dia dos Pais e ser sobre a cidade mineira de Aimorés poderia ser apenas uma simples coincidência. Explico: conheci Aimorés em 1985 quando trabalhava numa empresa especializada em manutenção de alarmes. Aimorés foi a cidade em que meu pai Joemio tomou posse no Banco de Brasil. Isto explica minha satisfação inicial com o projeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aimorés é uma cidade pequena, sem características especiais que acaba fazendo a gente pensar: como alguém pode gostar de morar naquele lugar? O nascimento das cidades não é algo programado. Algumas poucas são planejadas como Brasília, Goiânia e outras poucas que nascem ao redor de grandes empreendimentos. A maioria tem uma ou mais razões históricas e geográficas que determinam seu nascer e crescer. No caso específico Aimorés cresceu e foi mudada quando tiraram o curso do rio Doce de dentro da cidade para alimentar a barragem de uma hidrelétrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que me chamou mais a atenção foi a forma como o projeto está sendo desenvolvido com participação da sociedade e apoio de gente importante que o fotógrafo famoso carreou, como amigo e aliado nas andanças pelo mundo. Com investimentos de pouco mais de R$ 6 milhões recebidos das mais diferentes origens, eles já plantaram 1 milhão de árvores nativas, numa área equivalente a 334 campos de futebol e geraram 80 empregos diretos naquela parte da Mata Atlântica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por aqui, alguns dos financiamentos atendidos pelo Fundecam geraram até menos empregos. Verdade que os recursos investidos de lá são a fundo perdido, enquanto aqui retornam, embora sem juros e com baixa correção. Porém, por aqui, depois de quitadas as dívidas, o empreendedor faz o que quiser, inclusive, levanta acampamento e leva suas máquinas junto com os empregos, enquanto por lá se terá o ambiente recuperado e melhor qualidade de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que são situações diferentes. Projetos não devem ser copiados sem a observância das realidades de cada um dos lugares. Mas, me pergunto porque não estimular a formação de corredores de mata com estímulo à produção de mudas? Por lá formam também professores da rede pública, além de técnicos agrícolas ambientais que aprendem, a não espalhar pesticidas pela terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto tem ainda expectativas, quase sonho, de estar formando uma nova geração de secretários de meio ambiente para as cidades daquela região. Como sugestão, penso que o Fundecam poderia obrigar seus contemplados, a investir em semelhantes contrapartidas ambientais. Seria o troco a ser devolvido, por aquele empresário que na propaganda oficial dizia: “não há dinheiro mais barato que esse no mundo”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na Folha da Manhã em 17 de agosto de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-9111608163447399635?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/9111608163447399635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=9111608163447399635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/9111608163447399635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/9111608163447399635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/plantando-bom-exemplo.html' title='Plantando bom exemplo'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7739800156537748028</id><published>2007-08-14T23:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-14T23:57:50.836-03:00</updated><title type='text'>Enxugamento e qualidade nas empresas de ensino S.A.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ex-diretor geral do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; enxugamento de custos em universidades que possuem filiais em Campos tornou-se prática. Agora foi a vez da demissão dos coordenadores de curso. Este é o gestor mais próximo do professor e do aluno, na relação entre o cliente e o prestador deste tipo de serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coordenador é quem mais facilmente detecta e resolve os problemas, desde os mais simples, aos mais sofisticados, importantes e relativamente comuns, na relação ensino-apredizagem, que a despeito das inovações tecnológicas, ainda é desenvolvida entre humanos, mesmo que com a intermediação de máquinas. Fico imaginando que quem se importa, até com este tipo de custo, o que não deve fazer, ao avaliar o pedido de compra de livros para a biblioteca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto, a queixa maior é dos próprios, porque foram demitidos depois de realizarem o trabalho de distribuição de horários e turmas para o segundo semestre deste ano. Sendo assim, além de perderem as gratificações pelo trabalho de coordenação ficaram sem aulas para manterem, pelo menos parte, dos seus salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante observar, que os atos de dispensa não podem, sequer, serem considerados demissão, com direito a indenizações, porque há algum tempo, as atividades de coordenação nestas instituições, já vinham sendo feitas, através de contratos temporários de prestação de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem, que estas empresas de ensino ao fazerem estas chamadas “reestruturações produtivas” em suas gestões, estariam se preparando, para tentar entrar no mercado de ações (S.A.) onde o resultado esperado é sempre e exclusivamente, o financeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por parte dos alunos, um dos chamados “clientes” do prestador de serviço de ensino, pode ser que, só no médio prazo, eles venham a perceber, a redução da qualidade do serviço contratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, nem isto ocorra, se o objeto de seus desejos for, não uma formação de qualidade e sim, uma simples certificação ou diplomação. A identificação da má qualidade da formação só será detectada quando o egresso chegar, ao segundo “cliente” da universidade: o mercado de trabalho. Só que aí, a universidade S.A. já terá embolsado seu quinhão e usará parte dele, na mídia para manter sua marca em evidência, a despeito de reclamações individuais de um ou outro egresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação que tem como uma de suas atribuições, a regulação do setor com poder para autorizar, reconhecer e avaliar deveria acompanhar tudo isso mais de perto. Até porque, entre os itens de avaliação dos cursos universitários está a formação e a produção acadêmica de seus coordenadores. Bom também, que os futuros alunos destas empresas de ensino se informem mais a fundo sobre elas, antes de escolher, ou melhor, contratar seus serviços.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                          &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 10-08-07.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7739800156537748028?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7739800156537748028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7739800156537748028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7739800156537748028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7739800156537748028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/enxugamento-e-qualidade-nas-empresas-de.html' title='Enxugamento e qualidade nas empresas de ensino S.A.'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-4910185846754547050</id><published>2007-08-04T11:32:00.000-03:00</published><updated>2007-08-04T11:36:16.289-03:00</updated><title type='text'>Por quê e para quê escrever?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ltimamente venho pensando muito sobre a arte de escrever e sobre o poder das palavras. Muito antes da informática e da facilidade de comunicação que os tempos modernos trouxeram, a humanidade já tinha a ilusão de que o ato de escrever, de expor e tentar formar opiniões, convicções era uma forma de melhorar mundo. Qual o quê. Nem antes e nem agora isso ocorre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo muda para melhor ou para pior independente das idéias que são escritas e expostas à reflexão dos outros. No máximo o ato de escrever serve para deleite do próprio e de alguns poucos que lhe passam a acompanhar a variação de opiniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo um Rubem Braga que escrevia e era admirado por muitos, uma vez disse: “escrevi milhares de crônicas e não creio que tivessem qualquer influência na vida política do meu país”.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Sem querer me comparar ao Rubem, lembro que quando passei a escrever neste espaço, mesmo que involuntariamente, acreditei nesta antiga ilusão de que escrever e ser lido poderia, de alguma forma ajudar a melhorar minha região. Pura infantilidade e presunção. Hoje, volto mais uma vez a concordar, com Braga quando ele diz que “no Brasil escreve-se para os colegas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não sou escritor, acho, que nem para os “colegas” escrevo. Acho que escrevo apenas para aprender, para aprofundar, conhecer e guardar. Fernando Sabino disse a Clarisse Lispector em entrevista reproduzida no livro com este título da escritora que “a verdadeira inspiração é aquela que nos impele a escrever sobre o que não sabemos, justamente para ficar sabendo”. Perfeito para mim, porque explica que a ânsia de escrever deriva do esforço do eterno aprender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abandonei por completo, a idéia de melhorar as coisas e as pessoas através da escrita, mas hoje só vibro quando a escrita provoca reações, especialmente, as de discordâncias, pois assim, ela alimenta o debate, as discussões, a procriação de idéias e de críticas e mais que tudo: o antigo e eterno sonho que faz a gente insistir em ter um mundo que seja, ao menos, um pouco melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever pode ser relatar, mas também pode ser refletir em voz alta, pensar, propor e revisar, conceito e opiniões. Por isso, hoje vejo que este exercício serve menos aos “colegas” e mais para nós mesmos, porque através do que escrevemos conseguimos descobrir quem somos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;PS.: Como escrever tem também tem seus riscos, assumo o desconhecimento que me fez dizer, no artigo passado, que Campos não tinha nenhum atleta nos jogos do PAN. Os parabéns a Lara Teixeira pelo nado sincronizado, não invalidam, até pela inexistência da modalidade na cidade, os questionamentos e as propostas feitas para o desenvolvimento do esporte em nossa cidade.&lt;br /&gt;                                              &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; 4 de agosto de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-4910185846754547050?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4910185846754547050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=4910185846754547050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4910185846754547050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4910185846754547050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/08/por-qu-e-para-qu-escrever.html' title='Por quê e para quê escrever?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7775414892465694687</id><published>2007-07-27T21:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T21:02:09.131-03:00</updated><title type='text'>Ninguém no PAN. Por quê?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do CEFET Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ampos não tem nenhum atleta participando dos jogos Pan-Americanos. Seria um fato natural se não fosse o tamanho da nossa população e do nosso orçamento. Verdade que a maioria dos cinco mil municípios brasileiros também não têm, porém, nós, além de sermos um dos dez maiores orçamentos temos uma tradição esportiva reconhecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com alguns questionamentos sobre o tamanho dos investimentos nestes mega-eventos, ainda consigo ver neles retorno, especialmente naqueles que ficam para o nosso povo. Mais do qualquer um outro, o pessoal da área sabe que é da massificação dos esportes que você filtra os melhores para as competições nas equipes que são chamadas de altamente competitivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Campos em passado recente já gastou um bom dinheiro com estas equipes. Trouxe atletas já formados e até alguns consagrados em equipes de vôlei e basquete, masculino e feminino. A pergunta que você já deve estar fazendo é sobre o que restou deles, além de uma série de processos judiciais que o contribuinte está pagando até sem saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um projeto de longo prazo pode reverter este quadro. O primeiro passo é a massificação com a ampliação e organização da prática dos esportes nas escolas, nos bairros, nas praças, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção e melhoria dos espaços para a prática incluindo um centro de esportes, onde os destaques poderiam ser mais bem apoiados do que com as atuais, vergonhosas e muitas vezes insuficientes, apoio para viagens e competições que hoje se pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já existe hoje na cidade, uma massa crítica considerável de gente especializada nas mais diferentes modalidades esportivas. Há gente interessada em montar projetos sérios, de médio e longo prazo. Há estudantes adolescentes e jovens espalhados em nossas periferias sedentos de uma oportunidade para se dedicar a algo, que possa não só fazer crescer sua auto-estima, como projetá-lo no cenário desportivo do estado e do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção e a filtragem dos melhores e de maior potencial é tarefa natural que não exclui a preocupação com a formação cidadã do jovem que poderá seguir outros caminhos tendo o esporte, apenas como um apoio de sua saúde, de afirmação e de inclusão social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nesta área também precisamos de planejamento, organização, seriedade e determinação para um trabalho de longo prazo. Quem sabe assim no Pan de 2015, 2019 ou 2023 o quadro seja diferente. Até lá os royalties, já nos seus estertores, poderão retornar os acertos tomados nas políticas públicas desenvolvidas com seriedade e determinação. Oxalá!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                                        &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 27 de julho de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7775414892465694687?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7775414892465694687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7775414892465694687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7775414892465694687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7775414892465694687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/07/ningum-no-pan-por-qu.html' title='Ninguém no PAN. Por quê?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7971831804037543824</id><published>2007-07-20T15:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-20T15:51:44.709-03:00</updated><title type='text'>Lamentável, mas evitável!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; ocorrência de um acidente é sempre um momento triste. É compreensível que a maioria das pessoas queira mais, descobrir um culpado do que apurar suas causas. Seja no ambiente de trabalho, no lazer, nas rodovias, ou aeroportos, raramente, a ocorrência de um acidente tem uma única causa. O normal é a existência de uma seqüência de causas que leva ao acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre, a ocorrência de um acidente com graves conseqüências é precedida de pequenos incidentes, que se detectados e apurados poderiam levar à prevenção do acidente maior. Frank Bird, um estudioso das questões relativas à prevenção de acidentes mostrava numa pirâmide este processo. Na sua base ele situava os pequenos “incidentes” e no seu topo, os acidentes graves e de grandes proporções como o ocorrido com o avião da TAM em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta análise não tem nada a ver, com a apuração das responsabilidades civis e criminais decorrentes do acidente, onde não há como se deixar de identificar os erros com o indiciamento dos seus responsáveis. Porém, para se prevenir futuras ocorrências, o mais importante é o levantamento das causas desde as mais simples e distante, às mais complexas e próximas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repito: a ocorrência de acidente não é uma coisa natural. Ele é conseqüência de condições de insegurança presentes em equipamentos, processos ou pessoas que, se identificados em inspeções ou auditorias exigentes permitiriam a prevenção do ocorrido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aumento do fluxo de passageiros. Ampliação da quantidade de horas de vôos diárias das aeronaves. A pressão por aumento de escalas e passageiros por vôo ajudam a reduzir o custo por hora voada que justificam novas reduções de custos das passagens para criação de novas demandas, num ciclo que alguns chamam de virtuoso. Essas ações, de forma isolada ou complementar  podem, de alguma forma, contribuir mesmo que secundariamente, para o aumento dos acidentes aéreos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duplicidade de atribuições dos órgãos governamentais de regulação como ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), Infraero, Ministério da Aeronáutica pode ser somada às possíveis causas anteriores. Há algum tempo se fala dos problemas do aeroporto de Congonhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de problemas de projeto e do adensamento populacional do entorno do aeroporto, a qualidade dos treinamentos dos pilotos são peças do dominó, que tombadas uma a uma geram o infortúnio grave. Lamentável é sempre identificar que não há como voltar ao momento anterior ao acidente. Que as famílias das vítimas tenham forças, para suportar, o peso duplo da perda prematura das vidas, assim como, da pressão da publicidade ampliada por um acidente desta proporção.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 20 de julho de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7971831804037543824?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7971831804037543824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7971831804037543824' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7971831804037543824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7971831804037543824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/07/lamentvel-mas-evitvel.html' title='Lamentável, mas evitável!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-8917779634954007991</id><published>2007-07-13T14:40:00.000-03:00</published><updated>2007-07-13T14:41:07.817-03:00</updated><title type='text'>Moeda &amp; moenda</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:omoraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ncontrei o argumento-título deste artigo num texto religioso. Nele, o autor, ao invés de supor uma contraposição – fato comum à maioria das teses maniqueístas das religiões - tenta demonstrar que elas podem se complementar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Moeda é peça que representa dinheiro. Moenda é peça que mói alguma coisa. Moeda é força que valoriza. Moenda é força que transforma. Moeda é finança. Moenda é ação. Moeda é possibilidade. Moenda é suor. Moeda é recurso. Moenda é utensílio. A moeda apóia. A moenda depura. A moeda abona. A moenda prepara. Moeda parada é promessa estanque. Moenda inerte é instrumento inútil. Moeda mal dirigida traz sofrimento. Moenda mal governada gera desastre”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magistral, não? Mais interessante ainda ficará se transportarmos o argumento para a realidade de nossa região que hoje vive da moeda, como no passado viveu das moendas. Releia toda o parágrafo acima, vinculando, a moeda aos atuais royalties e a moenda, ao trabalho duro que produz a cana e seus derivados, desde o engenho, às atuais usinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de se complementarem vale para o texto acima do Hilário Silva, mas parece impossível na realidade em que vivemos, onde a “elite branca” que antes controlava a moenda, hoje segura a moeda. Segura, puxa e não quer largar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos um município em mutação, não apenas da moenda para a moeda, mas da roça para a área urbana, da rua do homem em pé, para a sala de espera do político no poder, que dono da moeda, hoje controla a moenda para espremer os que são contra a abastança dos gastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moenda que depende da moeda não apenas pelo “n” no meio, mas também pelo sufixo que faz a moeda chegar ao Fundeca-n-a. O etanol tal qual a moenda que tem o “n” no meio, também depende da moeda que se faz presente pelos royaltyes do mineral do fu-n-do do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orçamento que é moeda também tem “n” no meio como inde-n-ização, que como já é voz corrente é fi-n-ita, e como tal, não deve ser estanque e nem mal gerida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moenda lembra escravidão e o doce mel do açúcar no engenho da casa grande e da senzala. A moeda moderna lembra plataforma, perfuração e exploração. Como a moenda, ela extrai o ouro negro dos royalties com a moeda fácil das obras superfaturadas, das inexigibilidades de licitação e do fisiologismo que escraviza e tenta esconder as novas formas de senzala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a moeda não nos leve à moenda que tritura as facilidades da vida, afastando dos lábios, o doce recado que nos ensina a simples figura de linguagem destas duas mágicas palavras.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 13 de julho de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-8917779634954007991?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/8917779634954007991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=8917779634954007991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/8917779634954007991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/8917779634954007991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/07/moeda-moenda.html' title='Moeda &amp; moenda'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-5740753436319863572</id><published>2007-07-06T21:37:00.000-03:00</published><updated>2007-07-06T21:39:06.380-03:00</updated><title type='text'>José, a análise e o analista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;osé anda acabrunhado. Nem a cerveja que gosta de tomar tem saboreado mais. Na última conversa que teve no boteco com os amigos há dois meses, José disse que gostaria de ser sociólogo ou antropólogo, só para tentar compreender, o que vem se passando em nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José tem batido na tecla de que alguns valores ou, estão invertidos, ou ele está vendo coisas imaginárias. Às vezes acha que a lucidez - que ainda julga manter - possa ser reflexo do distanciamento do cotidiano que propositalmente tomou. José acha que esta distância pode estar permitindo ver coisas, que outros estariam fazendo questão de não enxergar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José segue na sua análise, mais apropriada a um botequim, que a um texto de jornal ou da academia: “o município nadando em dinheiro, obras e serviços públicos de qualidade cada vez mais duvidosas com preços estratosféricos, inexigibilidades e... o que antes era imoral hoje engorda.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta angústia José acabou se deparando com escritos do antropólogo Gilberto Velho e viu lá uma luz que poderia iluminar uma ponte que ligaria o nacional, ao regional e especialmente, ao local: “a sociedade vive um círculo vicioso que vincula a impunidade à corrupção e esta à violência.” José se entusiasmou ao ler outra observação de Velho: “vivemos um momento em que faltam ao homem público exemplos de ética e honestidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de concordar sobre a necessidade de exemplos, José (embora, meio perdido, ele só acha as coisas) acha que mesmo sendo verdade o fato, de que exemplos de ética e honestidade estejam longe daqui, ainda assim, não seria o caso de buscar governos paternalistas e populistas que a procura de gente de exemplos pode levar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José, quando analisa menos e propõe mais, diz acreditar mais, na organização da sociedade para exigir mais transparência e controle das políticas públicas, do que em discursos ou pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o cotidiano José não tem entendido o por quê da Câmara Municipal ter adotado como regra de procedimento, reuniões sigilosas com autoridades, cujas ações tiveram questionamentos sobre lisuras. José fica nervoso com alguns destes assuntos e chega a discursar: “a administração é pública, os recursos são públicos, então que história é esta de conversa reservada? Se for para ser assim, porque a Casa do Povo precisaria de espaço mais amplo e garboso como o do Fórum? Para entregar títulos de cidadania, fazer homenagens e outros convescotes do gênero?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José tem se achado um cara estranho. Está procurando analista e uma bolsa “proba” que pague esta conta. Alega que há bolsas para tudo por quê não pra cabeça? José só faz questão de lembrar que depois não aceitará chantagem de quem queira lhe insinuar: “E agora José?”&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.:Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 06 de julho de 2007&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-5740753436319863572?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5740753436319863572/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=5740753436319863572' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/5740753436319863572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/5740753436319863572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/07/jos-anlise-e-o-analista.html' title='José, a análise e o analista'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-6592766909199818971</id><published>2007-06-22T16:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-22T16:57:46.509-03:00</updated><title type='text'>Luz amarela acesa: mais fatias no bolo dos royalties!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ste articulista já havia alertado, em artigo aqui neste espaço, que estava em ascensão o movimento de aumento de fatias sobre o bolo dos &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt; do petróleo produzido em nossa região. Também em meu &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; postei, em 16 de abril, uma nota sobre este “olho grande” (&lt;a href="http://robertomoraes.blogspot.com/2007/04/olho-grande-nos-royalties-continua.html"&gt;http://robertomoraes.blogspot.com/2007/04/olho-grande-nos-royalties-continua.html&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, nesta última quarta-feira, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu, que a partir do dia 20 de junho, o município de Angra dos Reis, pertence à zona de produção principal do estado do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O requerimento de inclusão de Angra dos Reis que redundou nesta da decisão da ANP foi formulado, no final do ano passado e partiu de um relatório técnico feito por especialistas da empresa “&lt;em&gt;Petrobonus Consulting&lt;/em&gt;”. Nele, o argumento apresentado a ANP foi a da “existência de três ou mais instalações relacionadas às atividades de apoio à exploração e à produção de petróleo e gás natural no município” que foi considerado definidor da decisão da agência reguladora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As instalações a que se refere o estudo são a dos estaleiros que executam projetos de montagem e reformas de plataformas usadas, na exploração de petróleo em nossa bacia. Argumento semelhante foi usado, em 2004 por Niterói e Rio de Janeiro que assim, também passaram, a ser considerados, municípios da área principal de produção de petróleo em nosso estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão traz diversas conseqüências diretas e indiretas, além da repartição em mais fatias do bolo entre os municípios produtores. Com ela, os municípios vizinhos de Angra dos Reis automaticamente, passam a ser considerados como limítrofes. Assim, Barra Mansa, Barra do Piraí, Pinheiral, Porto Real, Piraí, Quatis, Resende, Rio Claro e Valença agora vão dividir o bolo dos municípios limítrofes de nossa região como: São Fidélis, Cardoso Moreira, Conceição de Macabu, etc. Se nossos vizinhos receberão proporcionalmente menos, as pressões sob os municípios pólos como Campos e Macaé tenderão a crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, se a questão for avaliada também sob a ótica, de que os repasses dos chamados &lt;em&gt;royalties&lt;/em&gt;, incluindo as quotas mensais e participação especial que é trimestral  são calculados, sobre o preço, em dólar, do barril de petróleo no mercado internacional e que estes estão em declínio, pode-se concluir que a luz de atenção, que tem sido sinalizada por gente da sociedade civil, precisa produzir efeitos que leve ao uso planejado, criterioso e controlado destas receitas, sabidamente temporárias. Há informações de que a pressão pelo aumento, ainda maior, de fatias está a caminho.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                               &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Artigo publicado exclusivamente no &lt;em&gt;blog do Roberto Moraes&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-6592766909199818971?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/6592766909199818971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=6592766909199818971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6592766909199818971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/6592766909199818971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/06/luz-amarela-acesa-mais-fatias-no-bolo.html' title='Luz amarela acesa: mais fatias no bolo dos royalties!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-3614262847351483169</id><published>2007-06-15T13:47:00.000-03:00</published><updated>2007-06-15T13:48:42.710-03:00</updated><title type='text'>O pirata que não é do Caribe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;E-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;irata do olho de vidro e da perna de pau. Tem um olho tapado para não enxergar o que não interessa e o outro bem aberto para buscar “oportunidades”. Como caolho olha a cidade sem querer enxergá-la. Caminha pelas ruas com as pernas de pau que não sustentam meio jogo de capoeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem o tapa-olhos talvez visse e comunicasse melhor atendendo assim, as exigências legais e morais que dá ao cidadão, o direito de saber para onde está indo o seu, o meu, o nosso dinheirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez o pirata não saiba, o dinheiro público é de todos. Não sendo só dele está impedido de depositar no Banco Cédula, apostar no bicho e financiar campanha eleitoral de “amigos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero um investimento razoável o que é feito com as bolsas que antes eram pertenciam a um programa chamado de “Probo” e que agora teve a sua denominação trocada para ProCampos. Desculpe, se há algum trocadilho embutido nesta história. Não coloquem a culpa neste articulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também considero que o auxílio pago aos estudantes deveria exigir uma contrapartida de prestação de serviços agora ou no futuro, ou mesmo, um ressarcimento, mesmo que sem correção, especialmente, para aqueles, que conseguem com tal apoio galgar, vários degraus em suas carreiras profissionais. Sempre defendi que o paternalismo tem sido a madrasta, de algumas de nossas doenças mais crônicas e cruéis, com as quais somos obrigados a conviver em nossa comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, nunca imaginei, que nem mesmo um pirata pudesse exigir compromissos não-republicanos em troca deste investimento humano. Aliás, nossas instituições de ensino, que pesquisam, ao invés de viajar como os piratas, nunca misturaram estas bolsas, com pesquisas bancadas com recursos próprios ou de órgãos de fomento como: CNPQ, Capes, Faperj e outros&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, a qualidade e a quantidade dos resultados produzidos por estas pesquisas já são altamente auditados, fiscalizados e suas contas apuradas. Portanto, não há como se falar, sequer em pesquisas financiadas pela prefeitura local, que infelizmente, apesar da abundância de recursos, até hoje, nunca cogitou de ter uma política de ciência &amp; tecnologia que viesse aproveitar, fomentar e usufruir dessa magnífica massa científica existente em nosso município, sem querer tutelá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda, que o tema da execução orçamentária tenha sido levantada pelo pirata caolho. Imagino que com o olho tapado e a perna de pau tenha querido esconder o volume de R$ 16,8 milhões que tem para se comunicar. Talvez até tenha que voltar para o Caribe buscar um jeito de explicar aonde e com quem vem gastando esse dinheiro que é equivalente, ao que é pago anualmente, aos bolsistas universitários das nove instituições de ensino superior. Este pirata não é do Caribe. Se fosse você, eu pegava o ticket do cinema do shopping e assistia a um outro filme. Quer uma sugestão? “Um crime de mestre”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado em 15 de junho de 2007 na &lt;strong&gt;Folha da Manhã&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-3614262847351483169?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3614262847351483169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=3614262847351483169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3614262847351483169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3614262847351483169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/06/o-pirata-que-no-do-caribe.html' title='O pirata que não é do Caribe'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2309136015045935789</id><published>2007-06-08T18:44:00.000-03:00</published><updated>2007-06-08T18:48:47.992-03:00</updated><title type='text'>Contrapartidas ambientais</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;articularmente sou contra a confrontação burra entre desenvolvimentistas e ecologistas. Nesta questão fico com o mestre Celso Furtado que como desenvolvimentista já defendia que “o crescimento econômico não é uma necessidade inexorável, muito menos se observarmos os limites físicos do planeta”. É neste contexto que aclamo a alternativa das contrapartidas ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deputado licenciado e respeitado militante dos movimentos ecológicos, agora no cargo de secretário estadual de ambiente, Carlos Minc está sendo, ao contrário do que alguns imaginavam, bastante pragmático na gestão da sua pasta.  A agilidade, o senso de oportunidade, a clarividência e o diálogo que pautaram seus cinco mandatos na Alerj parecem estar, ainda mais realçados, nesta sua nova atribuição de secretário. Minc vem trocando uma série de burocracias dos licenciamentos ambientais para negociar, as já famosas, contrapartidas ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que Minc esteja partindo do pressuposto de que no final, a pressão política acaba liberando de qualquer forma os pedidos de licença e sendo assim, ele junto com sua equipe e especialistas das universidades, prefere, já de cara sentar e avaliar o tamanho do estrago e daí procura ver como compatibilizar este desgaste ambiental com ações e iniciativas de compensações que sejam significativas para a região afetada e também para o estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A secretaria de Ambiente (nome corretamente alterado) no momento negocia a construção de cinco estações de tratamento de esgoto na região de Resende como contrapartida da autorização para pavimentação de dezesseis quilômetros da serra da Mantiqueira na cidade de Mauá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semelhante medida foi adotada em acordo assinado com a termelétrica TermoRio que garantiu recursos da ordem de R$ 5,5 milhões para melhorias da infra-estrutura dos parques da Ilha Grande, dos Três Picos, na região serrana e da Reserva Ecológica de Guaxindiba, aqui no município de São Francisco do Itabapoana que vai receber R$ 800 mil deste total. Minc lembra ao tomar tal atitude, que a reserva de Guaxindiba é uma das últimas manchas verdes do Norte Fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes exigências estão sendo feitas, em termos de criação, ampliação e manutenção de Unidades de Conservação Ambiental, saneamento básico e outras melhorias na região de Itaboraí e São Gonçalo, como contrapartida ambiental para o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instrumento usado para estas negociações é a Câmara de Compensação composta por gestores públicos, representantes de ecologistas, universidades e do setor produtivo que discutem e fiscalizam, os critérios para as compensações ambientais a serem feitas pelos empreendedores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso mais polêmico com certeza trata-se, da retomada do interesse da Aracruz em instalar uma base na região noroeste fluminense, já fortemente devastada em sua cobertura verde. Merece discussão, o fato de que um projeto deste tipo, feito de forma controlada e com exigências de contra-partidas pesadas, poderia no fundo ser melhor, que deixá-la como está. Enfim, vale o debate!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 08 de junho de 2007.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2309136015045935789?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2309136015045935789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2309136015045935789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2309136015045935789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2309136015045935789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/06/contrapartidas-ambientais.html' title='Contrapartidas ambientais'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-4185655132417022709</id><published>2007-06-01T01:06:00.001-03:00</published><updated>2007-06-01T01:06:13.283-03:00</updated><title type='text'>O esforço do debate quase inútil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do CEFET Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;screvo antes do debate sobre Desenvolvimento Regional, que para você leitor, ocorreu ontem, no Trianon. Considero que minha participação só não é um desperdício de tempo, porque a esperança não pode findar, mesmo quando a inocência pueril ou o romantismo de um ex-revolucionário já não consegue ver, em horizonte próximo, sinal de mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos 10 anos, este é o terceiro esforço de aglutinação para reflexão sobre mudanças de rumo, em busca do desenvolvimento, tanto econômico, quanto social, embora este seja sempre lembrado depois e a inclusão, quando aparece, nada mais é que figura de retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro destes esforços se deu ao nível do município e chegou a ter câmaras técnicas, secretaria executiva, conselho diretor e até um conselho comunitário que chegou a agregar mais de 70 instituições da sociedade civil. O PEC (Planejamento Estratégico de Campos) enquanto se sustentou conseguiu debater, discutir, ouvir opiniões e arregimentar propostas entre 1996, até o final do ano de 1999.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um intervalo de quase dois anos, a Firjan retomou o movimento propondo um Fórum Regional e Permanente sobre Desenvolvimento. Lançado depois de reuniões ainda limitadas em termos de representação social trouxe, como contribuição mais significativa à sociedade, a idéia do Fundo de Desenvolvimento com recursos dos royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia considerada boa e viável foi para frente, com o surgimento do Fundecam, mas o fórum foi derrubado pela oposição sistemática do governo que resistia à participação e não tinha interesse em compartilhar decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este novo Fórum da Sociedade Civil é a terceira tentativa. A catástrofe da enchente serviu de estímulo à organização e desenvolvimento, que mais uma vez, passa a ser considerado como espaço de oposição, porque as pessoas dos governos tendem a sofrer da doença crônica do “sabe tudo” que os tornam avessos às críticas, mesmo quando estas se mostram construtivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao observar a execução do orçamento de Campos vê-se, que menos de 15% dos royalties têm como destino, os novos investimentos. Não precisa ser estudioso, para ver o que qualquer chefe de família já sabe: com o uso desta verba extra para custear o dia-a-dia, quando o caixa secar, a crise e o desespero estarão instalados. Pessimismo ou simplesmente razão? Para esclarecer, bom seria se debatêssemos o uso sustentado deste dinheiro. Desta forma prestaríamos um grande serviço ao nosso município, caso contrário serei obrigado a dizer: este filme eu já vi e sei muito bem quem morre no final!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 01 de junho de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-4185655132417022709?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/4185655132417022709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=4185655132417022709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4185655132417022709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/4185655132417022709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/06/o-esforo-do-debate-quase-intil.html' title='O esforço do debate quase inútil'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-2940048407351407705</id><published>2007-05-25T19:56:00.001-03:00</published><updated>2007-05-25T19:57:21.047-03:00</updated><title type='text'>Belém e Campos – veja o peso da nossa responsabilidade!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do CEFET Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belém, PA - Nesta cidade que se intitula a capital da Amazônia - numa disputa com a vizinha Manaus - participo de mais encontro da Anpur (Asssociação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional). Desta vez atendi a um convite feito também, ao professor Rodrigo Serra, para participar de um debate sobre as cidades que recebem royalties pelo petróleo, com aquelas que auferem contribuições semelhantes, pela extração de minério.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Neste evento que tem a participação de arquitetos, geógrafos, gestores públicos e diversos outros especialistas, o que não falta é tema sobre a gestão de cidades. Experiências bem e mal sucedidas de planos urbanísticos, saneamento, habitação, transportes e outros são apresentados e discutidos, numa tentativa de buscar intervenções mais eficientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professores, pesquisadores e alunos de graduação e pós-graduação do Cefet, Uff, Uenf Ucam-Campos, marcam uma significativa presença com a apresentação de trabalhos e participação em debates, o que caracteriza, uma potencialidade ainda pouquíssimo, explorada em nossa cidade, que há muito carece de uma política de ciência, tecnologia e inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o terceiro evento de planejamento urbano que participo. Cada vez mais aprendo sobre a gestão de cidades e regiões deste país gigante que faz a gente se sentir, como deveria ser sempre: pequeno e humilde, ao inverso do tamanho da nossa presunção de conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os aprendizados que venho perseguindo, uma das primeiras lições é o da necessidade de se ter cuidado, em fazer comparações e paralelos, para realidades, territórios e gente tão diferentes, não só no território, mas também no tempo e na vida em comunidades.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Mesmo diante desta reflexão, mais uma vez não resisto em tentar ver semelhanças e diferenças, entre a quase quatrocentona, Belém e a nossa querida Campos. Tanto uma como outra foram criadas a partir de magníficos rios, sem necessidade de mais comparações, especialmente, quando um deles corta a nossa maior floresta. Mais que uma cidade, Belém é na verdade uma região metropolitana onde vivem, mais de 2,3 milhões de pessoas que habitam as cidades de Ananindeua, Benevides, Marituba e Santa Bárbara do Pará  que se ligam à capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Belém com mais de 1,2 milhão de habitantes tem menos de 5% de rede coletora de esgoto e pelo menos, a metade da população ainda não recebe água tratada. Enfrenta seus problemas, que estão para além destes de saneamento, com um orçamento que este ano é de 1,158 bilhão, enquanto Campos dos Goytacazes está gastando em 2007, R$ 1,165 bilhão, para atender, a pouco mais de um terço da população de Belém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta quase coincidência de orçamentos me obrigou a aprofundar outras comparações: para a saúde, Belém reservou a quantia de R$ 374 milhões, enquanto Campos destinou R$ 367 milhões; na educação Belém destinou R$ 144 milhões e Campos R$ 125 bilhões; para saneamento, Belém dotou R$ 117 milhões e mais R$ 43 milhões para habitação. Enquanto a isso, a Emhab de Campos tem um orçamento de R$ 42 milhões para habitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabendo que educação, saúde, saneamento e habitação são demandas relacionadas diretamente à população, Campos teria, a obrigação de ter, no mínimo, três vezes melhor ensino, educação e saneamento do que Belém. Infelizmente não vou poder ficar, para avaliar esta qualidade, apesar do encanto com o centro cultural e gastronômico montado no espaço do histórico porto e do também históricos: mercado municipal e de peixes que tem o sugestivo nome de “Ver o Peso” que, aliás, serve para nos lembrar, o peso da nossa responsabilidade!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 25 de maio de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-2940048407351407705?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/2940048407351407705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=2940048407351407705' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2940048407351407705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/2940048407351407705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/05/belm-e-campos-veja-o-peso-da-nossa.html' title='Belém e Campos – veja o peso da nossa responsabilidade!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-3799964920588999811</id><published>2007-05-19T18:42:00.000-03:00</published><updated>2007-05-19T18:45:25.496-03:00</updated><title type='text'>Educação em Campos – hora de superar oportunidades perdidas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ex-diretor geral do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; motivação para este artigo não são índices ou estatísticas, mas a identificação da perda de oportunidades. A priori, concordo com a posição da secretária municipal, professora Elizabeth Landim, quando ela diz, que o diagnóstico dos problemas da educação de Campos, evidenciado em pesquisa recentemente divulgada, tem origem anterior à sua gestão, embora, eu tenha visto em todas as campanhas eleitorais recentes, o argumento da continuidade, como força motriz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta desta breve análise da educação em nosso município, recordei-me, que no ano de 2001, 23 entidades da sociedade civil de Campos, na primeira audiência pública que discutiu o orçamento do município incluíram várias emendas ao orçamento de 2002 e também dos anos seguintes destinadas ao setor. Do total de R$ 40 milhões propostos em emendas, depois se negociou a aprovação de R$ 9,5 milhões. Infelizmente, a maioria das emendas acabou abandonada e não executada. Na época, este articulista, como presidente da ong Cidade 21 chegou até a ser  saudado, pela iniciativa, através da secretária de Educação que ocupava o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trago para o leitor algumas destas emendas: implantação de laboratórios de ciências em 50 escolas - emenda  de R$ 3,59 milhões e aprovação de R$ 1,5 milhão; aquisição de livros e montagem de bibliotecas - emenda de R$ 3,15 milhão, aprovação de R$ 1,15 milhão; implantação de 4 bibliotecas volantes para as pequenas escolas - emenda de R$ 1 milhão, aprovado R$ 500 mil; capacitação de professores - emenda aprovada de R$ 1,5 milhão; implantação de 120 laboratórios - emenda aprovada de R$ 2 milhões; implantação de internet nas escolas - emenda aprovada de R$ 1 milhão; emenda proposta e aprovada de R$ 1 milhão para construção de 10 creches ao invés de três; entre outras foi negada, a ampliação dos núcleos de Educação de Jovens e Adultos (EJA).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a pergunta natural: desta quantia, qual o valor efetivamente, investido na Educação? Todos nós sabemos, que nesta mesma época, o município teve uma média de mais de 3 mil shows contratados por ano, alguns, a peso de ouro. Se naquela oportunidade, as ações propostas, negociadas e aprovadas tivessem sido implementadas, o quadro atual certamente seria outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente, identifico ações interessantes sendo, atualmente desenvolvidas na secretaria. Entre elas, cito a implementação e ampliação das bibliotecas e seus acervos mais, os laboratórios de ciências. Há ainda, a capacitação dos docentes e técnico-administrativos, que começa a ter avanços, embora ainda necessite de aperfeiçoamento e maiores recursos. Interessante observar, que estas ações tenham sido pensadas e planejadas, até orçamentariamente, em 2001.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova sugestão: a adoção de ações e metas a serem sugeridas, em um plano estratégico para a educação municipal, elaborado de forma conjunta e participativa com diretores e representantes dos profissionais da educação. Entre estas, por exemplo, o aumento da escolaridade média da nossa população, em pelo menos, dois anos, na próxima década. A divulgação destas metas pode possibilitar um esforço conjunto da sociedade para ajudar no seu cumprimento. Não se pode esquecer da avaliação das escolas, dos docentes e dos alunos, enfim do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho dúvidas, que o melhor investimento que se pode fazer com o dinheiro dos royalties é na área de educação, especialmente na básica, um dever do município. A expansão do ensino médio público, embora dever do governo estadual é um outro desafio que pode ser adotado e assumido. Imagine, daqui a vinte anos, o município, sem os royalties, mas com uma das maiores escolaridades médias entre as cidades brasileiras. Tenho certeza, que o retorno econômico com este índice seria maior até do que, o atualmente previsto, com os empréstimos concedidos pelo Fundecam, para abertura de empresas e campos de trabalho. Façamos o debate e mãos à obra!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                             &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 16 de maio de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-3799964920588999811?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3799964920588999811/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=3799964920588999811' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3799964920588999811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3799964920588999811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/05/educao-em-campos-hora-de-superar.html' title='Educação em Campos – hora de superar oportunidades perdidas!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-496074024121216650</id><published>2007-05-12T10:15:00.000-03:00</published><updated>2007-05-12T10:18:13.187-03:00</updated><title type='text'>Emut - hora de abrir caminhos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ex-diretor geral do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;inguém pode negar que Ronaldo Linhares, presidente da Emut (Empresa Municipal de Transportes de Campos) é um técnico empolgado com sua cidade. Sempre teve desejo de ser o projetista de todas as obras públicas de Campos, não só na área de trânsito. Realizou algumas de suas idéias. Outras ficaram à margem, como propostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na função desde o início do segundo governo Garotinho em 1996. Toda a cidade sabe que ele se interessa e atua com determinação nos planos viários. Estes têm pontos positivos e negativos. Ele acertou quando estimulou as perimetrais que agora começam a sair do papel e se equivocou, quando concordou, que ruas de pedestres voltassem a ser aberta a carros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdadeiramente, o presidente da Emut, nunca se interessou e nem teve autonomia, para atuar na área de transportes públicos coletivos que está nas mãos, do teoricamente subordinado diretor técnico, Jonas Mendes. Todos que fizeram e ainda fazem, questionamentos sobre esta área sempre ouviram de Linhares, que ali a questão era política. Jonas Mendes tem sido candidato a vereador em todas as eleições desde 1992 com votações medianas para ajudar a aumentar a bancada dos prefeitos eleitos. Com este cacife vem se mantendo onde está com uma autonomia inadmissível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante do caos que se instalou na cidade com a queda, reforma e construção de pontes, o trânsito teve a sua velocidade de deterioração aumentada. O transporte público antes da invasão do chamado, transporte alternativo, inicialmente com as vans e hoje, com qualquer tipo de veículo, que já era crítico, ficou caótico. O aumento significativo do número de veículos licenciados na cidade e o uso do gás em veículos com maior tempo de uso, que antes só circulavam nos finais de semana, ampliaram o problema já enorme, pela péssima oferta de transporte público coletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tal quadro, inovações e intervenções ousadas tornaram-se necessárias e vê-se que, mesmo com a boa vontade de Ronaldo, a estrutura deste setor municipal precisa ser mexida e alterada. Sou de opinião que, gestores de setores públicos, sejam elas, secretarias, empresas públicas ou mesmo diretorias, departamentos e setores precisam ser renovados de tempos em tempos. Onze anos é um período muito grande. Os desafios vão se tornando menores e a rotina vai corroendo a vontade de transformar, sentimento fundamental para quem opera a máquina pública, que por natureza, tende a ser lenta e pouco avessa às transformações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver a questão não é de incompetência, talvez, até seja de incompatibilidade com a área. Linhares gosta de projetos e o setor de trânsito e transporte coletivo precisa disto, mas, especialmente hoje, necessita também de ação de operação e gestão corajosa e firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que após uma boa conversa com o prefeito, Ronaldo Linhares, possa ser aproveitado em outra área da gestão municipal. A partir daí, abre-se possibilidade de se fazer uma mudança total e completa no tráfego, plano viário e transportes públicos coletivos em Campos com a contratação de técnicos e consultorias especializadas para apresentar propostas de mudanças reais e substantivas que venham atender ao momento atual de emergência e contingência, mas também e especialmente, ao futuro a médio e longo prazos. Não há como melhorar o trânsito sem a existência de um transporte coletivo eficiente. Com este objetivo deve ser avaliada, a hipótese de municipalização temporária do setor, que após organização e normatização retornaria às empresas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O prefeito precisa agir. A cidade não suporta mais acomodações politiqueiras. Dinheiro não falta. Conhecimento e saber estão circulando pelas universidades e precisam chegar ao poder público. É preciso parar de ficar pensando apenas em eleição e agir com determinação e velocidade.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                             &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 11 de maio de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-496074024121216650?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/496074024121216650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=496074024121216650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/496074024121216650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/496074024121216650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/05/emut-hora-de-abrir-caminhos.html' title='Emut - hora de abrir caminhos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-3763882346114742924</id><published>2007-04-13T16:26:00.001-03:00</published><updated>2007-04-13T16:26:56.004-03:00</updated><title type='text'>O que significa ter que viver sem os royalties?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;esmo tendo passado o primeiro susto sobre a implantação de uma nova forma de rateio dos royalties é bom imaginar o cenário e planejar mudanças quando do seu fim. No caso de Campos, que é o município com a maior receita de royalties e participação especial, significaria perder este ano, uma quantia da ordem de R$ 900 milhões de um orçamento total de R$ 1,3 bilhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O argumento aqui exposto trata-se de um simples exercício do drama que poderemos viver num futuro mais próximo, ou mais longínquo, num cenário, que na melhor das hipóteses, se estima para daqui a 20 ou 25 anos. Dizer que o petróleo é uma riqueza finita virou voz corrente. O problema é saltar desta afirmação para uma aplicabilidade que venha amenizar as conseqüências futuras. Já afirmei neste espaço e repito, que não há fórmula mágica que possa gerar no futuro recursos iguais, aos dos atuais royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo, os investimentos produtivos como o Fundecam ou Fundecana, multiplicado em cem vezes, têm poder de gerar receita, no plano municipal, equivalente à dos royalties. Não há ISS, IPTU, ITBI e outros impostos, somados a taxas municipais, que possam fazer caixa equivalente para os cofres municipais. Sendo assim, os royalties devem ser encarados, como uma receita finita, possivelmente até mesmo, antes do fim da exploração de petróleo em nossos campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao exercício: sem os royalties teríamos que viver com R$ 300 milhões. Espera lá: antes é bom lembrar que os repasses estaduais devem também sofrer redução com a suspensão da receita dos royalties ao nível do governo estadual. Para não ser muito drástico, pode-se considerar, que com a soma das receitas próprias e das transferências governamentais é possível chegar a R$ 500 milhões, isso se as empresas bancadas pelo Fundecam, ainda permanecerem aqui no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: como sustentar a cidade e as demandas por ela gerada, se hoje com pessoal e com o custeio da máquina, já se tem, gastos superiores a R$ 800 milhões? Assim, não haverá dinheiro, para construir uma nova sala de aula, um leito hospitalar sequer e ainda faltarão R$ 300 milhões, para bancar o custeio, a cada dia ampliado por casas e mais casas compradas para hospedar setores governamentais, na sua maioria usados em atividades-meio, sem maior retorno para o cidadão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação seria grave. Como ficariam as faculdades, sem ter as prefeituras para sustentar as mais de dez mil bolsas? Como ficarão os hospitais filantrópicos hoje, cada vez mais dependentes do socorro público? Como ficarão os clubes de futebol e esportivos? Como se sustentarão os proprietários de imóveis diante da redução da demanda de aluguéis? Como ficará o comércio no dia que os quase trinta mil servidores municipais, não puderem ser mantidos nos quadros do governo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais: com a redução das atividades das instituições de ensino e de saúde, os empregos nesta área certamente serão reduzidos e conseqüentemente, as compras no comércio local, que por sua vez, também terá que conter custos e reduzir empregos. O patrimônio de quem conseguiu juntar, também perderá valor com a redução do seu valor de uso. Imóveis de R$ 200 mil cairão para R$ 100 mil ou menos. Os de R$ 1 milhão, cairão mais e talvez cheguem a R$ 150 ou R$ 200 mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quadro seria caótico. Tem gente que diante de cenários, mesmo, que talvez um pouco exagerado, porém possível, prefere apenas dizer: vira sua boca para lá. É um direito seu. Porém, os gestores públicos, não têm este direito e sim o dever, de planejar para transformar o futuro. Desejaria ter argumentos para ver o futuro de uma outra maneira, porque, como já foi afirmei no primeiro parágrafo, hoje existe consenso de que a única dúvida que há é sobre o tempo em que este futuro chegará. Pare o mundo que eu vou descer. Saio de férias e só retorno no dia 11 de maio.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                          &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 11 de Abril de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-3763882346114742924?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3763882346114742924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=3763882346114742924' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3763882346114742924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3763882346114742924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/04/o-que-significa-ter-que-viver-sem-os.html' title='O que significa ter que viver sem os royalties?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-1648621038893153856</id><published>2007-04-06T22:51:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T22:52:32.695-03:00</updated><title type='text'>Depois não adianta querer malhar o Judas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; data não é propícia para tratar do assunto. Se bem que o dia, religiosamente falando, propõe reflexões, de natureza íntima ou pessoal. A que eu trago é interna, mas de âmbito coletivo e está na ordem do dia e como tal merece análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto é antigo, mas sempre atual. Insisto naquilo que já escrevi aqui neste espaço: não há na história da República do nosso país, nenhum registro, em qualquer dos três níveis de governo, de um município com igual crescimento de receita, em tão curto espaço de tempo, como o nosso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é fato, a dificuldade financeira da maioria dos 5 mil municípios brasileiros. Mais de 80% vivem dos recursos das transferências governamentais, para sustentar as demandas das suas comunidades. Não precisamos ir longe para comparar. Basta ver os orçamentos de Cardoso Moreira e Conceição de Macabu que têm orçamentos per capita em torno, de apenas, R$ 1 mil por ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os royalties são uma verba indenizatória e compensatória, teoricamente oriunda, dos impactos ambiental e social gerados nas comunidades em que a riqueza é extraída. Eles são devidos pela extração de ouro, minério, petróleo e também das áreas inundadas por barragens de usinas hidrelétricas. Portanto, não há que se falar em repartição, sem critérios, destes valores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os royalties não são inovação brasileira. Eles são devidos em diferentes valores e critérios de repartição noutros países, da mesma forma, que são diversas as limitações de uso pelos governos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos royalties do petróleo no Brasil, aqueles que acompanham mais de perto a forma, os critérios e os valores que vêm sendo repassados, desde a regulamentação legal pós- Constituição de 1988, também sabem, que sua implantação derivou de uma negociação política, com as lideranças paulistas que admitiram os royalties, com a garantia da não tributação do petróleo, quando de sua extração nos poços dos campos, tanto no mar, quanto no continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante destas questões, não há que se ter surpresas com as injunções e pressões políticas de cobiça sobre os as significativas receitas, que os municípios produtores vêem recendo. Assim como os rios correm para o mar, os necessitados de recursos voam para onde há disponibilidade deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste caso, o embate político há que ser feito de argumentos, tanto de natureza política, quanto técnica. O futebol há muito já nos ensinou, que a melhor defesa é o ataque. Para isso, há que se fazer lançamentos e conclusões precisas para garantir a dianteira no placar, desta fabulosa e importante receita, que seria de fundamental importância para diminuir as nossas mazelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pueril ficar repetindo o argumento, de que se trata de um governo de paz e que a amizade com os governantes superiores é suficiente para resolver nossos problemas. Sustentar que a indenização dos royalties serve para amainar os danos ambientais é risível, não só pela distância dos campos petrolíferos, como pelos parcos recursos que vêem sendo investidos na área ambiental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu juízo, os argumentos que podem ter sustentação política e técnica devem ser baseados em dois critérios fundamentais: transparência e eficiência. O primeiro deveria ser mais do que a divulgação de dados aleatórios sobre realizações governamentais e subentender, fundamentalmente, a participação da população na formulação,  gestão e controle dos gastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo deve-se pautar na busca da qualidade e da redução dos custos dos programas públicos. Imagino que sem prestar contas e aumentando cada vez mais, os custos das suas políticas públicas, os municípios terão imensa dificuldade em sustentar, algum tipo de argumento, diante das pressões atuais e futuras. E depois, não adianta querer malhar o Judas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;* Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 06 de Abril de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-1648621038893153856?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1648621038893153856/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=1648621038893153856' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1648621038893153856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1648621038893153856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/04/depois-no-adianta-querer-malhar-o-judas.html' title='Depois não adianta querer malhar o Judas'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-7571941326283475800</id><published>2007-03-30T00:49:00.000-03:00</published><updated>2007-03-30T00:50:37.879-03:00</updated><title type='text'>A história dos nossos Campos – para lembrar e esquecer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;proveitando a oportunidade da data, este articulista há um mês já disponibiliza em seu blog, uma série de fotos com o título de “Campos de outrora”. Depois de mais de setenta fotos disponibilizadas venho recebendo inúmeras mensagens de gente que vem saudando e arquivando estes registros. Da mesma forma, que recebi de forma gratuita e gentil o blog vem repassando e democratizando, o acesso às nossas memórias, mesmo que como me ensinou o professor Leonardo Vasconcelos, estas sejam imagens e não fotografias, no seu entendimento de que se tratam de registros, alguns até inéditos, mas sem definição de datas, autores e até localizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A definição sobre a data mais apropriada para comemorar os 172, 373, 353 ou 329 anos de nossa planície também serve de estímulo para um mergulho em nossa história. Já havia folheado o histórico livro “Subsídios para a história dos Campos dos Goytacazes” do Julio Feudit, mas confesso, que ainda não havia me aprofundado no texto publicado pela primeira vez, em 1900, ainda antes, do autor ser prefeito de nossa cidade, entre 1908 e 1910. A edição mais conhecida é a que foi lançada em 1979 como homenagem e comemoração dos festejos do Santíssimo Salvador de 1979,  que foi preparada, atualizada e ilustrada pela filha do autor: Hylze Peixoto Diniz Junqueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem vive tentando entender os motivos dos nossos problemas contemporâneos, nada melhor do que observar, estudar e analisar o passado, para nele, buscar inspiração que ajude a intuir um diagnóstico e até terapias, que possam corrigir erros copiados deste passado, tão generoso quanto o presente, mas de forma similar, também cruel, como o que se vive na atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi compartilhar com o leitor alguns fragmentos destes registros que merecem destaque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E fácil de se compreender que um município onde um frade qualquer dispunha de terra, pela qual cobrava foros e tinha, por esta razão, influência política (que dispunha de votos dos foreiros, que votavam obrigados pelo receio de serem expulsos das terras que ocupavam), não podia haver liberdade de voto!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em Campos, deu-se o fato vergonhoso que não temos receio de ver contestado: do mesmo chefe de partido ter sido presidente da Câmara, advogado do Mosteiro e depois testemunha contra a Câmara na questão que se debatia sobre foros cobrados pelo Mosteiro, na meia légua de terras em quadra do Patrimônio Municipal!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Todo o povo tem o governo que merece.” Esta máxima não é aplicável aos campistas. Sempre pelas lições da história vimos este povo reagindo contra todas as prepotências, arbítrios e violências.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quanta energia e vitalidade não tem este povo desenvolvido, para, sendo governado e espoliado por tantos tratantes, ter elevado o Município pelo seu comércio, indústria, ilustração e riqueza ao primeiro entre todos os do Estado do Rio de Janeiro?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dissemos que o Mosteiro sempre primou por ter em Campos, administradores trapaceiros. Aquele que vai ser apresentado como protagonista... não era só trapaceiro; era um frade que se servia do hábito como o ladrão do punhal. Era o mesmo frade que marcava gados alheios... Era o célebre frei Plácido Batista.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cento e sete e dois anos depois, quando já não somos mais, o primeiro do estado, imagino que ainda seja tempo, de eliminar males presentes desde outrora, reerguendo nossas potencialidades e dignidades arreadas. Acordemos e cantemos os parabéns, para a nossa Campos dos Goytacazes!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                             &lt;br /&gt;* Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 30 de Março de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-7571941326283475800?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/7571941326283475800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=7571941326283475800' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7571941326283475800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/7571941326283475800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/03/histria-dos-nossos-campos-para-lembrar.html' title='A história dos nossos Campos – para lembrar e esquecer'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-1957433017230194381</id><published>2007-03-23T18:38:00.000-03:00</published><updated>2007-03-23T18:40:10.401-03:00</updated><title type='text'>Posses, danos e soluções</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ocê pode não saber, mas já há apartamentos de luxo em Campos sendo comercializados a valores próximos de R$ 1 milhão. Isto mesmo R$ 1 milhão. Da onde advém esta riqueza? Quem seriam seus proprietários? No passado as grandes posses estavam nas mãos da igreja. Depois passaram a grandes proprietários rurais e usineiros que também faziam parte da primeira categoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de um tempo, alguns comerciantes viraram os homens do dinheiro na planície e há pouco mais de uma década, o quadro se modificou. Os adquirentes destes imóveis verdadeiramente milionários têm sido, os políticos, médicos e empreiteiros. Não necessariamente nesta ordem e sem precisar fazer parte apenas de uma das categorias. Alguns são polivalentes nestas carreiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos médicos, cuja origem dos recursos pode estar, quando comparado aos outros dois, mais ligados ao trabalho árduo e honesto tem um adicional. Nunca na história do município, esta classe teve uma representação política tão expressiva: cinco de dezessete vereadores (30%), mais o prefeito, um deputado estadual e um federal. Aparentemente não há mal no fato, apenas faço uma constatação. A análise sobre ela, este articulista deixa para o competente e astuto leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era este o assunto, mas talvez o ato falho me tenha trazido por estes caminhos. Na verdade, a abordagem era sobre a necessidade da sociedade ampliar as exigências de preservação ambiental. O ato falho se explica com a tese de que há que se cobrar mais, de quem tem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tem mais consome mais. Quem consome mais, estraga mais, polui mais. Quem tem mais é mais informado e por isso deveria ter mais consciência e servir de exemplo. Vamos ao caso: quem tem R$ 1 milhão para comprar um apartamento, não se incomodaria, e, talvez, até sentisse um certo alívio na consciência, se exigissem do projetista e do construtor, medidas que paulatinamente passassem também a ser cobradas, de todos os imóveis novos e de porte que fossem construídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que deveria ser obrigação nestes projetos? Aquecimento de água feito obrigatoriamente por aquecedores solares. Aproveitamento de água da chuva a partir do telhado do prédio. Projeto de reutilização de água das torneiras e pias, nos sanitários. Projeto e espaço físico destinado à coleta seletiva de lixo desde os apartamentos. Projeto de iluminação com luminárias refletoras de baixo consumo de energia. Medição de consumo individual de água para cada unidade habitacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras medidas poderiam ser agregadas a estas iniciais e seria um mínimo de contribuição a ser dada, por quem tem condições de bancar mais facilmente, mudanças na forma de viver e de consumir, que paulatinamente pudessem se espalhar pela população como um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exigências similares deveriam também estar presente nos, também milionários, projetos de habitação popular desenvolvidos pela prefeitura. A questão ambiental não pode ser deixada para amanhã precisa ser enfrentada hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira consciência não pode advir daquele que é primeiramente atingido, porque por esta lógica, o aquecimento global que já nos atinge, primeiro aquece o corpo dos que moram na periferia do que nos moradores dos apartamentos citados, que vivem refrigerados tal qual seus escritórios e carros. O que for interpretação, para além da preocupação ambiental neste artigo, não passa de complemento o que, não significa  que não valha também, a sua reflexão!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;* Publicado na Folha da Manhã em 23 de Março de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-1957433017230194381?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1957433017230194381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=1957433017230194381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1957433017230194381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1957433017230194381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/03/posses-danos-e-solues.html' title='Posses, danos e soluções'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-335458002856451126</id><published>2007-03-17T00:19:00.000-03:00</published><updated>2007-03-17T00:22:38.715-03:00</updated><title type='text'>As contradições da tecnologia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uem não se encanta em poder pagar uma conta no dia que está vencendo, de sua própria casa, quando faltam alguns minutos para o encerramento do expediente bancário? Quem não se encanta com o fato de você poder ver, direto na tela do computador, instalado na sua mesa de trabalho a matéria que saiu no dia anterior, no jornal das oito na televisão e até gravar para ser usada depois como exposição, na sua próxima aula na faculdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se apaixona quando vê alguém com um pequeno notebook conectado ao celular conseguir fazer contato e acessar um jornal online na internet em balneário distante, num momento em que nem luz existia, no lugar onde você estava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não fica de queixo caído, quando sabe, que através do e-mail consegue conversar melhor com seu professor, do que na própria sala de aula? Mais: quando descobre, que o professor pode lhe explicar algumas dúvidas, sem que você precise, se expor diante da turma, por considerar simples demais sua questão? E ainda como aluno, alegra-se quando recebe, deste mesmo professor material complementar ao usado em sala de aula, que lhe descortina um novo horizonte?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se entusiasma quando vê que através do computador marca passagens, compra mercadorias, recontacta amigos de infância que seguiram outros rumos? Vê filmes, fotografias de amigos, parentes, lugares conhecidos e esquecidos e territórios e cultura que anseia visitar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não se espanta, quando descobre que a empresa onde trabalha resolveu colocar nos seus dois mil carros um aparelhinho de apenas três siglas: GPS? Que se sentiu invadido quando ouviu falar que por satélite, o tal GPS diz instantaneamente, o lugar em que você está, por quanto tempo ficou e que em movimento informa até a velocidade do carro? Que dois meses depois de instalado, a empresa conseguiu reduzir em 30% as equipes de trabalho na rua, com o aumento de produtividade obtida pelo controle total deste novo chefe (GPS) ausente, mais presente que já teve?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não fica enfurecido quando descobre que, embora você faça hoje, o trabalho que antes um bancário fazia, você cada vez paga mais tarifas? Pior: quando você não consegue resolver um dos problemas com seu banco “online” e tem que enfrentar uma fila, muito maior do que a de antes? Eles não consideram os gastos dos seus equipamentos, não agradecem pela impressão dos recibos e ainda ostentam e humilham, passando em sua cara, os lucros absurdos obtidos a cada ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No poder público não é diferente. Aos poucos vão tomando conta da sua vida. Fazem cadastros, sabem quantos filhos tem, onde trabalhou, onde morou, etc. Do alto das imagens dos satélites vê, que seu rebanho cresceu, uma árvore foi derrubada, duas plantadas e até que um puxadinho foi feito, para dar lugar ao neto mais novo da família. Em compensação, você não vê facilidade para pagar o IPTU e a professora do neto, ainda não sabe usar o computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso serve para nos lembrar que a tecnologia não é neutra. Ela não é fruto do acaso ou do “progresso natural”. Ela não atende a todos igualmente. O celular teve espaço e mercado sem igual no Brasil, não pelo simples fascínio pela tecnologia, mas pela dificuldade de acesso à telefonia convencional e pela invenção de mercado do pré-pago, onde a existência de um telefone gera demanda de uso e de lucros. Cada vez mais recursos tecnológicos chegam enquanto muitos continuam a passar fome e viver mal por ausência de tecnologias simples, baratas e não usadas. Pensemos nisto ao imaginar uma cidade ou um país moderno. Moderno pode ser, o direito a três refeições diárias e uma casinha para morar, sem ser importunado, ou não?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;* Publicado na Folha da Manhã em 16 de Março de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-335458002856451126?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/335458002856451126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=335458002856451126' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/335458002856451126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/335458002856451126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/03/as-contradies-da-tecnologia.html' title='As contradições da tecnologia'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-1987825479772691994</id><published>2007-03-10T16:54:00.000-03:00</published><updated>2007-03-10T16:55:06.169-03:00</updated><title type='text'>E os nossos empregos?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt; baseado neste tema que a maioria dos discursos políticos e, especialmente os eleitorais, são construídos em todo o país. Em Campos não é diferente, portanto é um indicador que merece permanente análise de um bom gestor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2002 e 2005, o município acompanhou a onda nacional até com uma performance um pouco melhor, saindo do patamar de 49 mil, para 60 mil empregos. No entanto no período de dezembro de 2005 a dezembro de 2006, os empregos praticamente empacaram: 60.328 x 60.421. Os dados são oficiais do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho) e fazem parte do 16º Boletim do Observatório Socioeconômico do Norte Fluminense, que deverá ser lançado no início da semana que vem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor Romeu e Silva Neto, coordenador do Observatório e dos Boletins sobre os índices do emprego que são publicados desde 2001 disse, em entrevista para o meu blog, que esta estagnação se deve “à falta de uma política pública de desenvolvimento que privilegie as micros e pequenas empresas (MPE) dos setores de serviços, indústria e agropecuária e à falta de incentivo à criação de novas empresas MPEs inovadoras e de base tecnológica”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É quase certo, que os R$ 203 milhões injetados nos 50 projetos financiados pelo Fundecam desde 2002, tenham gerado menos, que os 4 mil empregos anunciados pela comunicação oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra observação a ser feita é a respeito do peso do emprego público sobre o total dos empregos no município. Com 29 mil servidores, a prefeitura de Campos tem o equivalente, à metade de todos os empregados na atividade privada. Este fato deveria aumentar a preocupação, sobre o dia seguinte ao encerramento, ou mesmo, da diminuição da receita dos royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esta preocupação cresce na mesma proporção da constatação do crescimento, do número absoluto, dos empregos do comércio varejista no município. Com 14.614 empregos e um aumento de 30% no período entre 2000 a 2004, o setor continua influenciado diretamente pelos recursos que circulam a partir, dos salários dos servidores municipais. Num cenário futuro, ambos: royalties e empregos públicos devem sofrer reduções com impactos ainda maiores na comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os municípios vizinhos têm índices reduzidíssimos de empregos privados, sem mudanças significativas nos últimos dez anos, mesmo naqueles contemplados com as gordas fatias dos royalties. Este dado é a comprovação na prática, de que os recursos dos royalties, não têm propiciado um arrasto sobre a economia circulante destas cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única exceção é Macaé, que em dezembro de 2006 tinha registrado, o magnífico número de 72.237 empregos formais. É o maior percentual de empregos em relação à população total entre todos os municípios brasileiros já vista no país. Maior até mesmo que sua PEA (População Economicamente Ativa), fato que se explica pelo número significativo de trabalhadores fichados no município, mas moradores de diferentes pontos do país e até do exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cabe sobre estes números de Macaé nenhuma outra comparação. Merece apenas a observação de que para Macaé e até para a região seria melhor, que parte destes empregos pudesse ser repartido com os municípios vizinhos espalhando a economia e diminuindo, a pressão que a “Princesinha do Atlântico” vive com conseqüências graves, na segurança pública e no quadro de favelização. Veja mais informações, comente e debata o assunto em meu blog no endereço: &lt;a href="http://robertomoraes.blogspot.com/"&gt;http://robertomoraes.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 09-07-2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-1987825479772691994?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1987825479772691994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=1987825479772691994' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1987825479772691994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1987825479772691994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/03/e-os-nossos-empregos.html' title='E os nossos empregos?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-1767797830677647591</id><published>2007-03-02T23:05:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T23:06:40.823-03:00</updated><title type='text'>Do  prazer em ver o outro feliz!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ste talvez seja um dos sentimentos mais nobres da espécie humana: ver o outro feliz! Há gente que unicamente quer ser feliz. Estes se bastam em sua felicidade, mesmo que solitária. Há outros que gostam de parecer feliz. São os que se preocupam mais com o que os outros pensam deles, do que com o que efetivamente sentem e há infelizes com a felicidade dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espécie humana é complexa ao extremo. Há gente feliz sem nada e gente infeliz com quase tudo, que vive procurando a felicidade, em lugares e situações, sempre diferentes de onde está e de onde vive e convive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer ver o outro feliz é nobre, porque significa ter prazer com a felicidade dos outros. É ser mais que solidário. Solidário, quase sempre na prática, significa tentar dar ao outro, algo que já possui. No caso da felicidade, não necessariamente. A nobreza do gesto atinge seu patamar máximo, quando o ato de fazer o outro feliz prescinde de compartilhamento, com o destinatário do gesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisem e vejam se conseguem encontrar, ao seu redor, alguém com este sentimento ou maneira de ser. Se não for o caso, não há porque reclamar, a vida não contempla a todos da mesma forma. Talvez, você tenha alguém próximo com este jeito de ser e você nunca se deu conta, ou talvez, nunca tenha parado para pensar ou analisar a questão. Isto também é comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maturidade nos faz perder muitas coisas, mas como em quase tudo na vida, há compensações. Com a experiência e com a capacidade de análise um pouco mais aguçada, a gente consegue ver coisas, pessoas e gestos, que antes, talvez fosse impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Insisto na nobreza do gesto de ver o outro feliz, porque há nele mais que bondade, há cessão, há renúncia, há amizade verdadeira. É o tipo de coisa que vem da alma, não vem do saber e nem da lógica. A lógica seria outra e não é do mundo de agora, ela vem de tempos imemoriais: aproveitar o que for possível de outros, em detrimento de quem quer que seja, para eu ser feliz. O caso que me refiro trata-se exatamente do inverso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer um de nós vive topando com gente de todo tipo e espécie. Aproveitadores, recalcados, invejosos, maldosos, violentos e também gente neutra, daquele tipo, que parece ser diferente de tudo e todos. Há ainda aqueles que se mostram bons, mas são do tipo oportunista, não pode ver uma chance e aí, não resistem para se aproveitar, tal como um goleador do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, nós mortais sejamos um pouco de cada um destes tipos. Este artigo é uma homenagem a uma destas poucas pessoas que vivem alegres em poder dar alegria, mesmo que simples e sem necessariamente raciocinar, sobre o seu gesto, que na verdade eu considero que seja, da personalidade e do jeito de ser e não propriamente de um ato isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicito o tema ao público, no desejo que o leitor reflita sobre ele, neste período de quaresma, que para os religiosos é momento de reflexão da alma e do nosso jeito de ser. Faça a sua busca de como você pode, sem ser o mestre que admitiu ser levado à cruz em nosso favor, identificar pessoas e oportunidades em que você sentirá o prazer em ver o outro feliz, sem precisar compartilhar desta alegria.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;PS.: Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 2 de março de 2007.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-1767797830677647591?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/1767797830677647591/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=1767797830677647591' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1767797830677647591'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/1767797830677647591'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/03/do-prazer-em-ver-o-outro-feliz.html' title='Do  prazer em ver o outro feliz!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-5256436044407446086</id><published>2007-02-24T02:50:00.000-02:00</published><updated>2007-02-24T03:01:19.448-02:00</updated><title type='text'>Política pública não pode ser só marketing!</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;irou moda. Já vi projetos, alguns até interessantes, em que os gastos com publicidade, igualavam, ou mesmo superavam, o dinheiro público investido com retorno direto, para o cidadão-contribuinte. Com o tempo, as políticas públicas avançaram para a necessidade de serem avaliadas no quesito de sustentabilidade. Nesta avaliação passou a ser levada em conta, desde a observação da sua repercussão ambiental, como a social e mais raramente, até, a necessidade dos projetos, se sustentarem, sem o financiamento permanente e muitas vezes, paternalista do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem projeto que custa pouco e produz muito em resultados; como há também o inverso: projetos que são caros, mas imprescindíveis, no tempo, no espaço e nas comunidades, onde são implantados. Não sou contra o gestor usar, os instrumentos de mídia, para informar aos cidadãos contribuintes ou, apenas recebedores (ou assistidos pelo poder público), o que anda fazendo com o seu dinheiro e com a representação, delegada pelo voto do cidadão. O que se questiona é o valor despendido em campanhas, que às vezes, além de muito ruins, são também, pouco esclarecedoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante ver, que em nosso país, quem estudou administração pública, raramente tem oportunidade de aplicá-la na prática, enquanto na prática se vê, muitos – talvez, a grande maioria - que poderia ter o auxílio de pequenas informações e capacitação em gestão, para tornar mais eficiente a máquina pública e não o fazem. Não sou adepto da tecnocracia e valorizo, ao extremo, a participação do cidadão-simples, na formulação, gestão e também, na avaliação das políticas públicas implementadas pelos que detém, o poder de fazer, em nome de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à teoria, com ela aprendi, quase que a partir de uma demanda real, que as políticas públicas, se estruturam em programas, depois se desdobram em projetos e finalmente se transformam em ações, mesmo que seus planejadores e executores não saibam disto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, muitos gestores passaram a adotar a gestão de projetos em áreas, chamadas de horizontais, ou que envolvem duas, ou mais setores da administração pública, num modelo que é mais matricial e menos hierárquico, mais democrático e menos autoritário, com resultados bastante interessantes, mas ainda há muitos resistentes a tudo que abale, um pouco que seja, a estrutura de poder de pequenos tecnocratas, ou mesmo de medíocres representantes políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso separar o joio do trigo. Infelizmente, hoje, a maioria dos gestores públicos ignora estas questões e usa (usam) única e exclusivamente, a questão eleitoral como definidores das suas prioridades e aí perde (perdem) a oportunidade de avançar na gestão da coisa pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros tecnocratas olham a gestão pública, como ineficientes por natureza e aí partem para as terceirizações desenfreadas, as privatizações, as concessões e mais recentemente, as chamadas PPPs (Parcerias Público Privada). O argumento, quase sempre é a da falta de recursos para atendimento de determinadas demandas, que os setores privados, que se sustentam como tal, pelo direito ao seu lucro, se dispõem fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez deixo claro, que não sou em si, contra a idéia, mas insisto na tese, que estas concessões precisam ser reguladas e administradas transparentemente, por conselhos e/ou agências reguladoras. Falo de regulação e não de arrecadação. É bom e oportuno, que isto fique claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todo este blá-blá-blá, volto ao primeiro tema, apenas no desejo de que o cidadão esteja mais atento e preparado para entender, que política pública não é marketing e que os resultados precisam ser reais e não artificiais.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;PS.: Nos sexto parágrafo, está entre parênteses, os erros de concordância corrigidos da versão original impressa, que publicada na Folha da Manhã em 23-02-07.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-5256436044407446086?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/5256436044407446086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=5256436044407446086' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/5256436044407446086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/5256436044407446086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/02/poltica-pblica-no-pode-ser-s-marketing.html' title='Política pública não pode ser só marketing!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-798646340552041276</id><published>2007-02-16T21:10:00.000-02:00</published><updated>2007-02-16T21:24:04.048-02:00</updated><title type='text'>Angela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:Moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;onheci Angela através de Cristina, sua irmã e minha colega de trabalho no Cefet. Elas eram parecidas. Sempre estavam agitadas como que, a esperar ou buscar uma novidade. Angela agia assim por profissão, Cristina por fé. Pensando nestas duas simpatias com quem tive a sorte de conviver em amizade acabo descobrindo, que é exatamente a profissão e a fé que unia ainda mais, estas duas criaturas que nesta vida vieram se ajudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Angela como jornalista, antes ainda de ser também colunista. Dona de um texto objetivo sabia separar a verdadeira notícia, dos detalhes. Assim se transformou na excelente colunista de faro apurado. Angela era amiga dos amigos e profissional com os demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vibrava com as boas notícias. Recordo-me do dia que lhe falei em primeira mão, da oficialização pelo Ministério da Educação, da transformação da então, Escola Técnica Federal, em Cefet. Sua vibração misturava a novidade da notícia, com a satisfação de ver algo de Campos crescendo e fazendo sucesso. Reclamava quando a gente demorava a ligar para conversar. Aprendi com ela a me comunicar, repassar e receber informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha uma outra especificidade: fazia coluna social moderna, indo a poucos eventos, especialmente, os noturnos. Dizia que depois das dez horas, ela virava abóbora e já estava dormindo. Substituía os contatos destes eventos com uma capacidade sem igual, em usar o telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angela era eclética nas suas relações profissionais e pessoais indo do rico, passando pelo remediado até ao pobre, sem perder a autenticidade e sem ser superficial. Era profissional no jornalismo sem esconder as suas preferências no campo das idéias e até da política, algo quase impossível para a categoria dos colunistas, que é hoje, a coqueluche dos jornais. Reagia a outras mídias, gostava da palavra impressa. Gostava de um bom texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando comentava sobre os meus. Eu sempre considerei coisa de amiga, até quando ela me ligou, para dizer, no dia seguinte a da final desta última Copa do Mundo, que tinha chegado à redação da Folha da Manhã disposta, a desabonar o Zidane pela sua cabeçada, mas que havia mudado completamente sua opinião, depois de ler um artigo extemporâneo meu, sobre o assunto. Fez questão de dizer isso sabendo, que esta é a glória de quem escreve alguma coisa: refazer opiniões, coisa que ela fazia diariamente na sua coluna, ao propor o repensar de questões sob uma ótica diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mais que tudo isso, Angela era forte. Assimilou com coragem a partida da irmã e depois do sobrinho, na consciência, de que nossa trajetória por aqui tem caminhos traçados em planos difíceis de serem entendidos, mas fáceis de compreensão, pelas pessoas de boa e corajosa fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angela, apesar de achar, como eu, que o mundo vive meio de contra-cabeça acreditava sempre. Deve estar agora ouvindo sua irmã Cristina, junto do Guilherme, contar as novidades do que tem feito. Não duvido muito que tenha pedido papel e caneta e dentro em breve nos mande as notícias. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como apreciadora das músicas deve estar agora cantarolando “Nada será como antes” do Chico Buarque: &lt;a name="nada4"&gt;Que notícias me dão dos amigos / Que notícias me dão de você / Sei que nada será como está / Amanhã ou depois de amanhã... &lt;/a&gt;Ou ainda, do mais moderno do Jota Quest, “Qualquer dia destes”: Quando esse dia chegar, enfim / Cê vai lembrar da gente / E eu vou tá bem longe daqui / Mas até lá / Eu vou ficar aqui, yeah!... Fique com Deus Angela, e, até qualquer hora!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na Folha da Manhã em 16 de Fevereiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-798646340552041276?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/798646340552041276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=798646340552041276' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/798646340552041276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/798646340552041276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/02/angela.html' title='Angela'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-3371476037685241514</id><published>2007-02-09T16:29:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T09:26:39.816-02:00</updated><title type='text'>Parem de falar mal da política!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;enho evitado palestras, seminários, audiências, reuniões, etc. Já disse, tirando o blog e as aulas que sou obrigado pelo ganha-pão e pela, satisfação que ainda sinto, tudo o mais, estou dispensando. Mesmo com proposta de viagem. Para estas coisas estou de licença sabática. Não sabe o que é? Procure no Google. Deve ser isto mesmo que está por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, então, em setembro do ano passado fui convidado pela amiga e professora, Tânia Vasconcelos, para falar para umas turmas numa escola de EJA, na rua Formosa (melhor nome que o oficial). Sabe o que é? Não vou mandar você procurar no Google, porque, senão, eu é que sei, onde vou parar. EJA significa: Educação para Jovens e Adultos. Algo parecido, porém, mais elaborado, do que aquilo que antes era chamado de Supletivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clientela básica, pessoal da periferia, misturando como identifica o nome: jovens e adultos, alguns até bastante maduros. Antes de começar, ao ver aqueles rostos, fiquei a imaginar seus anseios, suas expectativas mais remotas. O tema era cidadania. Menos de uma semana antes da eleição, não podia, deixar de misturar os canais, que por natureza, já são misturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei. Uma mistura, como estamos vendo acontecer em toda a sociedade de crentes e descrentes no futuro e uma maioria desacreditada da política em todo e qualquer nível. Tentei falar sobre a relação entre o esforço individual de cada um de nós, para ascender socialmente e a necessidade de atuarmos coletivamente em pequenos e grandes grupos, em associações, clubes, igrejas, partido, etc. para encaminharmos propostas, fazer reivindicações e pressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei do complemento que isto deve ter, em relação ao nosso papel de escolher, vigiar, e pressionar também os representantes escolhidos para os três níveis de poder. Aí a descrença é geral. Muitos não acreditam que isso seja possível, embora citem exemplos diversos, de soluções conquistadas a fórceps em e para, suas áreas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante ver o descrédito da política partidária mesmo com a proposta da fiscalização, do controle e da pressão. A maioria não consegue ainda identificar que a política é muito mais importante para as classes mais baixas, do que para as elites, embora ambas, desdenhem os políticos, com uma exceção: na área dos royalties. Aqui riqueza tem sido sinônima de política e vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que poucos - não falo, do público do bate-papo, mas no geral – enxergam o prejuízo que se está trazendo à nação, só falando mal da política. Por tudo isso, plagiando o nome de uma peça da excepcional, Elisa Lucinda, que diz: parem de falar mal da rotina, eu digo: parem de falar mal da política! Mas, por favor, não deixem os políticos à vontade. Vigiem, gritem, proponham, forcem a barra e acreditem: as coisas podem ser melhores!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                            &lt;br /&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 09-02-07&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-3371476037685241514?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/3371476037685241514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=3371476037685241514' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3371476037685241514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/3371476037685241514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/02/parem-de-falar-mal-da-poltica.html' title='Parem de falar mal da política!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-568376019514792003</id><published>2007-02-02T09:23:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T09:26:39.947-02:00</updated><title type='text'>O caldo de pedra</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;m frade andava no peditório; chegou à porta um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair com fome, e disse:&lt;br /&gt;- Vou ver se faço um caldinho de pedra.&lt;br /&gt;E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terá e pôs-se a olhar para ela para ver se era boa para fazer um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:&lt;br /&gt;- Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.&lt;br /&gt;Responderam-lhe:&lt;br /&gt;- Sempre queremos ver isso.&lt;br /&gt;Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, disse:&lt;br /&gt;- Se me emprestarem aí um pouquinho.&lt;br /&gt;Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de  água e deitou-lhe a pedra dentro:&lt;br /&gt;- Agora se me deixassem estar a panelinha aí ao pé das brasas.&lt;br /&gt;Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:&lt;br /&gt;- Com um bocadinho de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada para o que via. Diz o frade, provando o caldo:&lt;br /&gt;- Está um bocadinho insosso; bem precisa de uma pedrinha de sal.&lt;br /&gt;Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e disse:&lt;br /&gt;- Agora é que com uns olhinhos de couve ficava que os anjos o comeriam.&lt;br /&gt;A dona da casa foi à horta e trouxe-lhe duas couves tenras. O frade limpou-as e ripou-as com os dedos, deitando as folhas na panela.&lt;br /&gt;Quando os olhos já estavam aferventados, disse o frade:&lt;br /&gt;- Aí, um naquinho de chouriço é que lhe dava uma graça...&lt;br /&gt;Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço; ele botou-o à panela, e enquanto se cozia tirou do alforje pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que ra um regado. Comeu e lambeu o beiço; depois de despejada a panela, ficou com a pedra no fundo; a gente da casa, que estava com olhos nele, perguntou-lhe:&lt;br /&gt;- Ó senhor frade, então a pedra?&lt;br /&gt;Respondeu o frade:&lt;br /&gt;- A pedra lavo-a e levo-a comigo outra vez.&lt;br /&gt;E assim comeu onde não lhe queriam dar nada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O texto acima é um conto popular português e faz parte do interessante livro editado pela Ediouro: “Os Grandes Contos Populares do Mundo” organizado pelo escritor Flávio Moreira da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de poder parecer contraditório, julgo-o apropriado, para aqueles que vivem na abastança, onde comida e royalties não faltam. Dizem que é na fartura que se deve pensar na carência. Vivemos um período momentâneo de dificuldades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pessoas que há quase um mês estão fora de suas singelas moradias, enquanto há outras, que choram pela produção devorada pela força das águas. Meu parceiro Nelson Bagueira que mantém distância relativa das coisas religiosas, não aceita a idéia de um Deus castigador que os igrejeiros tanto gostam de anunciar. Tendo a ficar com a sua visão. Talvez sejamos nós mesmos aqueles, que ainda farão muitos a apreciarem o caldo de pedra. Pense nisto, cate sua pedra e que Deus no livre e guarde!   &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 2 de Fevereiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-568376019514792003?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/568376019514792003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=568376019514792003' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/568376019514792003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/568376019514792003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/02/o-caldo-de-pedra.html' title='O caldo de pedra'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-117007782213230456</id><published>2007-01-29T11:35:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T11:37:02.146-02:00</updated><title type='text'>Gestão de pessoas na PMCG: hora de arrumar a casa!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;axina pode ser mais arrumação que limpeza. Sem entrar no mérito da decisão judicial que determinou a suspensão da forma de contrato temporário que a prefeitura de Campos vinha utilizando, aproveito a oportunidade para analisar outras questões relacionadas ao fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro quero dizer, que mesmo sendo uma pessoa razoavelmente informada e interessada nas coisas relativas à gestão pública municipal, jamais poderia sequer imaginar, que o número de funcionários públicos em nossa cidade beirasse a casa dos 30 mil servidores. Esta quantia aponta para a existência de um servidor para cada quatorze habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouso dizer que esta proibição é o maior desafio que o prefeito Mocaiber tem ou terá durante todo o seu mandato. Nem mesmo a enchente, a queda das pontes terá repercussão tão grande entre os seus munícipes. Não é exagero afirmar, que hoje é difícil encontrar no seio de alguma família, algum de seus membros que não seja um destes contratados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade também que o problema não foi produzido por ele enquanto prefeito, mas como secretário de Saúde ajudou prefeitos passados a construírem este significativo contingente de trabalhadores. A decisão judicial não nega a necessidade deles, mas rejeita a forma que faz com que o contratado seja um eterno dependente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já é conhecida a afirmação que é da crise que se constrói soluções. Pois então está na hora de se arrumar a casa na questão da administração de pessoal na prefeitura. Neste caso, a solução e o exemplo devem começar de cima. É insustentável o número exagerado de secretarias, gerentes, presidentes de empresas e assessores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, é esclarecedora a foto de Walmir de Oliveira publicada na quarta-feira pela Folha da Manhã. A fotografia mostrou uma reunião do prefeito Alexandre Mocaiber com seu secretariado. Tamanha era a quantidade de gente, que ele precisava de um auditório para se reunir com seus assessores diretos. Seu plano não era igual, ele falava de um palco e precisava usar microfone para falar com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não considero que mesmo, com toda a complexidade que se reveste a administração municipal nos dias de hoje, se careça de tanto. Além do mais, uma estrutura de técnicos eficientes e livres de apadrinhamento, será muito mais útil ao município, do que uma legião de cabos eleitorais que ano sim, ano não, dão as cartas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soluções-tampão estão sendo encaminhadas como as terceirizações feitas através de convênios com fundações. Elas, no entanto, não podem ser feitas e acredito que a justiça não acatará, na proporção das atuais contratações. Elas cabem em atividades complementares às atribuições do poder público e não em áreas fins, onde a melhor solução é o concurso público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que muita gente vai aproveitar para fazer política em cima de quem sobrar no desejo de colocar os seus. Porém, o momento é de coragem em arrumar o município para os seus grandes desafios, entre os quais o de consertar os estragos da enchente no presente e o de planejar um futuro melhor, quando teremos que viver sem a fartura dos royalties. Serenidade, firmeza e visão de futuro é o que se pode desejar, num momento como este, para um gestor responsável.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 26 de janeiro de 2007.&lt;/span&gt;                              &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-117007782213230456?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/117007782213230456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=117007782213230456' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/117007782213230456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/117007782213230456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/01/gesto-de-pessoas-na-pmcg-hora-de.html' title='Gestão de pessoas na PMCG: hora de arrumar a casa!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116929930931746476</id><published>2007-01-20T11:19:00.000-02:00</published><updated>2007-01-20T11:21:49.336-02:00</updated><title type='text'>O tamanho do buraco entre o público e o privado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;hega de falar de pontes, embora, elas também sirvam de exemplo no assunto que vou atirar hoje a esmo, tal qual tiro ao alvo. Antes de falar das relações entre público e privado, vou citar um caso que deveria servir de exemplo, para os gestores colocarem as suas barbas de molho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é do ex-prefeito da cidade mineira de Cambuquira, Rubens Barros Santos que perdeu seus direitos políticos por 20 anos, por ter sido condenado por improbidade administrativa ambiental pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tribunal considerou que o ex-prefeito atuou erradamente ou se omitiu em ações do tipo: poluição causada por falta de tratamento do lixo; dano de área de preservação permanente e unidades de conservação ambiental; construção de ruas em margens de córrego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-prefeito está recorrendo da decisão ao STF. Nela, além da perda dos direitos políticos, ele também foi proibido de firmar contratos com o poder público ou receber incentivos fiscais num período de 12 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao assunto das relações entre os setores público e privado lembrando que desde o império, ou melhor, muito antes, o rio que liga estas duas margens tem pontes generosas. O Barão de Mauá cuja história me encantou, tanto na sua biografia escrita por Jorge Caldeira, quanto no filme, já deu demonstrações de como uma mão lava a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do império aos dias atuais, vê-se que o caso da construção da estação Pinheiro do Metrô de São Paulo envolvendo, obras públicas, consórcios, pressa e política tal como antes. A constituição de consórcios para a execução de grandes obras públicas virou moda espalhada pelo país afora. Acaba a concorrência e divide-se o lucro. O pior é que de porteira fechada, sem direito sequer a controles, apesar de ser obra em setor de concessão pública, como o da área de transportes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas destas grandes empresas são também conhecidas por aqui, onde já andam sentindo o cheirinho dos royalties: Queiroz Galvão, Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e OAS. A segunda, inclusive já viveu problemas semelhantes de aceleração de obras para cumprimento de prazos eleitorais que provocaram acidentes e mortes por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro caso mais recente da promiscuidade nestas relações é o caso do Instituto FHC. O ex-presidente é político e líder partidário. Pronuncia-se, age e fala como tal. Articula segundo estes interesses. Fala de ética no quintal alheio, mas não se recusa de receber gorda verba da empresa pública de saneamento de São Paulo (Sabesp, a Cedae paulista) para patrocinar a instituição que visa propagar suas idéias e também colorir sua biografia de ex-presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é o tamanho do ½ milhão que a Sabesp entregou, que não é pouco o que vale para análise é a promiscuidade entre o público e o privado. O caso é pior do que o das Ongs que fazem convênios para executar serviços e projetos, que na maioria das vezes, caberia ao poder público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso da mineradora Rio Pomba Cataguases também serve como ponta de novelo, se houver interesse, em analisar a informação da Folha da Manhã de que a empresa é propriedade do poderoso Antônio Ermínio de Morais que rota de competente e grande investidor privado, depois de se fartar de generosas verbas com baixos juros dos bancos oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A relação entre o público e o privado fecha o seu ciclo com o patrocínio eleitoral feito bienalmente. Só há uma saída para tal situação: o aperfeiçoamento do controle a ser feito pela sociedade, isso se ela não acabar cooptada!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 19 de janeiro de 2006.&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116929930931746476?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116929930931746476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116929930931746476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116929930931746476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116929930931746476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/01/o-tamanho-do-buraco-entre-o-pblico-e-o.html' title='O tamanho do buraco entre o público e o privado'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116909019293587753</id><published>2007-01-18T01:12:00.000-02:00</published><updated>2007-01-18T01:16:32.986-02:00</updated><title type='text'>Ponte Gal. Dutra: crônica de uma queda anunciada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;á uma máxima em prevenção e planejamento que diz: acidentes não acontecem, eles são causados! Hoje já se sabe, que ela vale, até mesmo para os acidentes chamados de naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o ano 2000 participo de um movimento que questiona as limitações deste trecho da BR-101. As condições desta rodovia vêm, mesmo antes disto, deteriorando-se muito rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por diversas vezes chamamos a atenção para a necessidade de se reformar este traçado projetado, para um fluxo de veículos, quase dez vezes menor que a demanda atual, sem resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade de ampliar a capacidade da BR-101 vai da construção de terceiras faixas, mudanças de traçado, reformas das pontes até à duplicação de toda a rodovia que poderiam estar evitando transtornos como o que agora estamos vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento da sociedade civil, desde lá vem mostrando o absurdo número de vítimas desta estrada assassina e também, os prejuízos econômicos, que uma estrada em péssimas condições estavam gerando. As advertências com manifestações técnicas, pacíficas e mesmo outras mais ousadas se mostraram insuficientes para produzir ações ou reações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos seminários e reuniões com o Ministério Público, TCU, Ministérios dos Transportes, Dnit, etc. o movimento alertou cabal e claramente sobre os riscos de interrupção do tráfego entre o nordeste e o sudeste pela BR-101 caso, se mantivesse as condições da ponte General Dutra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, a falta de sensibilidade das autoridades não foi acompanhada pela natureza. Lamentável que o crescimento vertiginoso, do nível das águas, de seis metros para quase doze metros, com vazão e velocidade furiosas, tenha produzido, o que não pretendíamos, mas imaginávamos ser possível. Só não brado o jargão, de que não foi por falta de aviso, em respeito aos que sofrem, na pele ainda mais violentamente, as conseqüências diretas da enchente.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Pena, que os que mais vão sofrer com esta situação, sejam nossos conterrâneos, que hoje moram, quase que meio a meio, entre uma e outra margem do Paraíba do Sul. Dizem que em política, não se deve abrir mão de cacifes, que as circunstâncias, vez por outra, nos concede diante de determinadas negociações. Sendo assim, está na hora de se aproveitar a ocasião para, definitivamente termos o trânsito da BR-101 fora da nossa área urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enchente de 1966 produziu as intervenções urbanas de proteção contra enchentes do Cais da Lapa e do dique, ao longo do rio Paraíba. Agora temos que sair desta catástrofe, com a execução deste projeto de mais de trinta anos, que prevê na BR-101, a ligação por trás do morro do Itaóca com Santa Cruz, cruza o rio Paraíba do Sul com nova ponte e sai próximo ao distrito de Travessão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os problemas gerados pela queda da ponte atingem à nossa população, mas atinge também e fortemente, outros setores da economia que têm interesse igual ou até maior, nesta solução. É preciso, portanto, habilidade para articular a solução que diminui, pelo menos, o impacto e o sofrimento da população. A suspensão temporária da concessão da BR-101, anunciada agora pelo governo federal abre novamente, brechas para intervenção e parcerias que o novo governo estadual pode e deve investir. Nesta linha, não deve haver pulverização e confusão de proposições de construções de outras pontes, além desta, que é a que agora interessa: o novo contorno de Campos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã de 12 de janeiro de 2007.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116909019293587753?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116909019293587753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116909019293587753' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116909019293587753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116909019293587753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/01/ponte-gal-dutra-crnica-de-uma-queda.html' title='Ponte Gal. Dutra: crônica de uma queda anunciada'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116831561994817402</id><published>2007-01-09T02:04:00.000-02:00</published><updated>2007-01-09T02:06:59.973-02:00</updated><title type='text'>O primeiro dos oito anos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do CEFET Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;onsiderando que atualmente no Brasil, o mandato do executivo nos três níveis de governo é de oito anos, com um plebiscito no meio avalio que Cabral iniciou bem sua trajetória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior das suas perspicácias foi a de dizer, que não tem ambição maior do que a de querer governar bem o seu estado. Na prática ele faz o mesmo que seu companheiro, o governador mineiro, Aécio Neves, que sempre diz que a aspiração de todo o político tem valor até a disputa do cargo de governador e que, daí em diante, depende mais, das circunstâncias do momento, do que propriamente de uma vontade e um sonho desmedido que pode mais frustrar o pretendente do que ajudá-lo, na concretização de vôos mais altos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabral ao agir assim, se contrapõe diretamente, sem precisar citar, ao casal antecessor no cargo que hoje ocupa. Assume tendo como maior desafio, o mesmo que não foi vencido pelos seus ex: a violência e a insegurança no estado. A insegurança aumentou de fato e de sensação, embora nem sempre seja visível, nas estatísticas elaboradas em metodologias criadas ao gosto do freguês. Para nós no interior é desnecessária qualquer comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, o interior é outro grande desafio para Cabral. Minha análise que se não é isenta, pela impossibilidade de alguém sê-lo, não me permite dizer que, apesar de se esperar muito mais de quem, aqui se fez para o cenário nacional, fez mais - não muito - que seu antecessor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minas e São Paulo, outros dois estados grandes da região sudeste, os governadores têm conseguido ser menos, um segundo prefeito da capital e têm tratado, especialmente, das cidades pólos do interior. Na minha opinião, o crescimento do interior, tem tido, mais a ver com fatores extras, políticas do governo estadual e ainda com o fato de nosso estado ser, entre os maiores da região sudeste, onde o interior ficou, quase que parado no tempo e no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, por aqui havia e ainda há, até por inércia, mais espaço para este crescimento que acabou sendo ajudado, pela presença do petróleo em nossa bacia, pela exploração turística da região da costa do sol (ex-região dos lagos) possibilitada e incrementada por infra-estruturas bancada pela receita dos royalties e também, pelo alavancar industrial, das cidades da região sul, estas, já potencialmente viáveis, pela localização no eixo, ao redor da via Dutra entre as cidades e os estados do Rio e o de São Paulo, do que propriamente, por políticas públicas estratégicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso estado para ser potencialmente forte com desenvolvimento social e econômico precisa crescer para além da região metropolitana, já adensada em termos de população. Nosso estado, também ao contrário de São Paulo e Minas, ainda tem índices enormes de êxodos em direção à capital e à região metropolitana. Por isso, entre outros motivos julguei equivocada para o país e para o estado, a escolha de Itaboraí para sede do Complexo Petroquímico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, desenvolver o estado de forma integral é o maior desafio e talvez a melhor, ou única, solução para os principais males do estado, entre eles a insegurança pública. Por fim, não se pode esquecer, que o fim do petróleo e dos royalties serão drásticos para os municípios, mas de forma mais especial e cruel, para nosso estado que hoje, abocanha gordas parcelas, que em 2006 alcançaram a extraordinária cifra de: R$ 4,36 bilhões. Esse dado entre outros, aumenta a necessidade e a responsabilidade de também se projetar o estado, para a era pós-petróleo. Assim, é bom começar a aproveitar, não só o primeiro, mas todos os demais anos de mandato.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã de 5 de janeiro de 2007.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116831561994817402?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116831561994817402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116831561994817402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116831561994817402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116831561994817402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2007/01/o-primeiro-dos-oito-anos.html' title='O primeiro dos oito anos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116743477068969141</id><published>2006-12-29T21:22:00.000-02:00</published><updated>2006-12-29T21:38:38.066-02:00</updated><title type='text'>Coronel Ponciano pede juízo no novo ano</title><content type='html'>&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Professor do CEFET Campos &lt;/span&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 0cm;"&gt;e-mail: &lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;            &lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;C&lt;/span&gt;omo homem de arrojo e de correr na frente dos progressos, mas sempre demoroso em decisões, apelo por juízo no novo ano. Nada de invencionices e armação de convescotes. Originário da nossa Baixada, ainda desconjuro, toda vez que vejo informações dos preços das obras bancadas pela, mais que nunca, teúda e manteúda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Antes de tomar assento em novo ano, bom seria uma reza em Santo Amaro pro Cabral. Este não descobriu o Brasil e nem, talqualmente seus antecessores, escreveu livro sobre segurança, mas se amontoou com os governantes dos demais estados da região, para acabar com sem-vergonhice e despautério de gente graúda ganhando para prender e soltar pardavascos que surrupiavam tostõeszinhos, de gente minha, em maquininhas dos infernos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Nunca vi e não posso aceitar, homem de patente com espinha embodocada por conta de óculos, lupa ou coisa que o valha de gente que há muito, lançou âncoras com a moralidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Homem de patente precisa se livrar destes carrapatos de paletó que adoram o poder para armar arapucas e depois cascar fora mais feliz que cambaxirra. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Como sou cachaça de outros alambiques e menino educado em tabuada de frades vou escamotear histórias que rolam por aqui, sobre desplantes desta gente desbriada, que aprendeu rápido, com o cacau passado, os negócios de atacado da nossa manteúda cheia deste tal de róitis. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Vosmecê me conhece e sabe que não sou homem de estudos e nunca fui demandista de preocupação demasiada com futuros, mas acho que não vai precisar de gênio vingancista, para cobrar lá na esquina, as escaramuças e traquinadas dos demônios que andam aprontando por aí. Desconjuro! Mangalô três vezes, não quero ser urubu de malquerenças. Não sou homem de redemominho de desventuras. Por aqui faço devoção de descarrego, mas imploro, juízo a vosmecês. Fico roído de mágoa e contraído de um nó de choro que sufoca minha garganta, quando ouço previsões sobre nossa terra querida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Peço desculpas pela minha falta de freios nos dentes. Avô Simeão diz que sempre fui linguarudo com sintoma de povo e também da política. Talvez isto explique as preocupações que trago em toda carta, ainda mais depois que soube que elas estavam saindo nas folhas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Desconjuro mais uma vez! Por aqui Janjão Caramujo anda feliz com festança que estão armando para passagem de ano, sem invencionices de trio, shows e fogos em nossa festinha que ainda assim, garanto, será animada que as suas. Os comes e bebes serão os mesmos de sempre, leitoinha com farofa regada a guaraná champagne e água que passarinho não bebe. Avô Simeão já disse para segurar Janjão e Juju Bezerra que são os que gostam de farra e libertinagem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoBodyTextIndent2" style="text-indent: 35.45pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Ando desassossegado de saudades da casa avarandada da rua da Jaca, das fruteiras de sua chácara e da época que batia os calcanhares e curava meu sentimento, em perna de moça de encantos escondidos. Abraço animoso a todos que perguntarem por mim. A esses diga que ando alegre e rindo de estourar as braguilhas. Lembrem que o mundo é um saco de pecados e que cada um arrasta sua penitência. Peço juízo e desejo ótimo 2007!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;Publicado na Folha da Manhã em 29 de dezembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116743477068969141?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116743477068969141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116743477068969141' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116743477068969141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116743477068969141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/12/coronel-ponciano-pede-juzo-no-novo-ano.html' title='Coronel Ponciano pede juízo no novo ano'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116683165409960202</id><published>2006-12-22T21:50:00.000-02:00</published><updated>2006-12-22T21:54:14.123-02:00</updated><title type='text'>Natal e final de ano – época de contradições!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ascimento e morte a maior das contradições. Comemora-se o nascimento de Cristo e a morte do ano que se vai. Celebram-se as compras e o aumento do seu índice, como um bom indicador da economia, ao mesmo tempo em que se deseja um consumo, menos irresponsável com quinquilharias que servem mais para poluir e encher os lixões, que satisfazer necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonha-se com um ano pródigo em boas notícias sabendo que a vida é feita de luta, onde vitórias e derrotas são meras conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariedade aparece nos sentimentos, mas a disputa por maiores vendas, luxo e poder continuam a repartir os espaços, porque ninguém muda o seu jeito de ser, pelo simples fato de ser Natal. A hipocrisia talvez aumente, mas não em proporção diferente à gorjeta que de forma indiferente deixamos para o lixeiro ou entregamos aos porteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nesta época, ou só nela, procura-se a miséria e os miseráveis para dardes de comer e de vestir, quando há outros tantos dias aguardando benevolência semelhante? A contradição não está na procura e sim na exclusividade da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que nos reunimos, se o que muitas vezes o que desejamos é nos aproximar de quem, pelo menos fisicamente, já não se faz presente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não são poucos os que reclamam da ansiedade com que certas pessoas vão às ruas sem saber por quê e nem para quê e que acabam por repetir, de forma quase autômata, gesto idêntico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que procuramos a miséria longe, quando perto, ela lhe acena sem que você se aperceba? Miséria vista nas suas mais diferentes formas, desde a mais conhecida e evidenciada nesta época, como a da falta de pão ou, sob sintomas menos identificável como a da falta de carinho e consideração, quase sempre escondidos no fundo d’alma, escamoteadas nas compras e nos preparos das comidas e bebidas para a farta ceia vazia de significados e sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época gosto do significado do balanço, sem a simples interpretação dos saldos, mas dos ganhos e perdas em todos os sentidos. O que efetivamente teve sentido no ano prestes a passar? Sentido amplo de resultados que ficam, que reproduzem, que fazem bem e não àqueles que aumentam as poupanças nas mesmas proporções das preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui mais um paradoxo: se o que vale a pena, não cabe numa simples operação aritmética, porque não vivemos a somar significados, a multiplicar apoios, a diminuir as vaidades e as superficialidades e a dividir o pão nosso de cada dia? A contradição se amplia quando se verifica, que mais uma vez, só nos fazemos estas perguntas nesta época do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é simples e seu significado complexo. Descobrimos isso, ao ver que os verdadeiros religiosos são ateus ou agnósticos, que não vivem a comprar, um lugar no céu porque não acreditam nele, e só fazem o que fazem, pelo simples e significativo gesto de amor à humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que por conta destas coisas, o poeta pediu, que parassem o mundo para ele descer. Não sou poeta, mas também guardo este desejo. Porém, se já percebemos que não é possível parar o mundo, que paremos a nós mesmos, para pensar e lembrar que a Vida é simples e assim devíamos vivê-la. Peço desculpas, se eventualmente atrapalho o seu sentimento de festa, porque na verdade, aqui escrevo para você, como se comigo conversasse como amigo. Feliz Natal!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 22 de dezembro de 2006.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116683165409960202?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116683165409960202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116683165409960202' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116683165409960202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116683165409960202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/12/natal-e-final-de-ano-poca-de.html' title='Natal e final de ano – época de contradições!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116644913667157430</id><published>2006-12-18T11:35:00.000-02:00</published><updated>2006-12-18T11:38:56.686-02:00</updated><title type='text'>“Produto Ilusório Bruto”</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u imagino que o leitor já deve estar cansado de ouvir falar de royalties, milhões para lá, bilhão para cá, opa... também para lá, mau uso destes recursos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom ou ruim, melhor que seja assim. Antes não se falava disto e as receitas entravam e saiam desfilando pelas avenidas, sem questionamentos. Depois de 2001 passamos a ter audiência pública que hoje finge discutir e até propor bons usos para o orçamento. Nesta linha, a Ucam junto com o Cefet instituíram o InfoRoyalties, uma importante ferramenta para acompanhar estas receitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor será no dia que este instrumento puder apurar, com o mesmo rigor, a utilização destes finitos recursos. Até lá, o leitor vai continuar a ler e ouvir falar sobre este uso e principalmente, sobre a impossibilidade, de mesmo, com um eventual bom uso deles, se conseguir projetar a sua substituição no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preocupação, em buscar o bom uso temendo o cenário previsto acima, fica ampliada com a sensação, quase paranóica, de que cresce a cada dia, os esforços e as pressões que visam aumentar as fatias, sobre este maravilhoso bolo que são, as receitas dos royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dito e aqui repito, que a ótima – não basta a boa - utilização destes recursos é a única fórmula de mantê-la na proporção atual. A divulgação feita pelo IBGE que Campos, Macaé, Quissamã, Rio das Ostras e Carapebus estão entre os maiores PIBs (Produto Interno Bruto) total ou per capita, entre as mais de 5 mil cidades brasileiras, me faz compreender, que de forma voluntária ou não, estamos sendo empurrados para mudanças na forma atual de distribuição destes recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os questionamentos que podem ser feitos sobre a metodologia que o IBGE tem utilizado,  para o estudo que agora indicou Campos, como o sexto melhor PIB do país, não invalidam as indagações sobre a má utilização dos royalties. Com questionamentos semelhantes, no ano passado, o professor Rodrigo Serra já havia ironizado a troca da interpretação da sigla, PIB, de Produto Interno Bruto para Produto Ilusório Bruto que peguei emprestado para título deste artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consumir um terço das receitas em pessoal, outro tanto com o custeio da pesada máquina pública municipal deixando tão somente, ao terço restante, os investimentos que acabam sendo diminuídos em obras que depois de feitas, são refeitas e em prioridades, muitas vezes equivocadas é oferecer aos adversários, que a cada dia crescem seus olhos sobre nossos royalties, a possibilidade de ampliação dos espaços, para que novas legislações sobre esta distribuição sejam aprovadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou admirador da qualidade do trabalho do IBGE, especialmente os censos, mas vejo que o órgão presta um desserviço (repito: voluntário ou involuntário) quando atribui como nossa, a riqueza do petróleo, que sequer fisicamente, passa por aqui. Êpa me esqueci, de que este argumento, também não ajuda, porque ao usá-lo, acabo por reforçar a tese de que os royalties, não nos são devidos, já que a plataforma continental é da união e não, de nenhum município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que blá-blá-blá é tratarmos de usar bem estes recursos, invertendo a maioria das prioridades atuais, reduzir a máquina e atacar com investimentos que se reproduzam no futuro como os que são feitos em infra-estrutura e diretamente  sobre o nosso povo, antes que o ilusório deixe de ser nosso PIB e passe a ser a verba que um dia tivemos. Guarde este artigo e ria de mim no futuro!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                     &lt;br /&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 15 de dezembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116644913667157430?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116644913667157430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116644913667157430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116644913667157430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116644913667157430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/12/produto-ilusrio-bruto.html' title='“Produto Ilusório Bruto”'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116570511383274499</id><published>2006-12-09T20:53:00.000-02:00</published><updated>2006-12-09T20:58:33.850-02:00</updated><title type='text'>Pesquisa como instrumento de mudanças</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;enho insistido com a tese de que, o simples fato, de possuirmos um parque de instituições e vagas no ensino superior, não torna nosso município, obrigatoriamente, dotado da poderosa ferramenta do conhecimento. Fala-se e repete-se aos quatro cantos que o conhecimento, é o instrumento mais poderoso para transformar a economia de cidades, regiões, estados e até de países. Neste aspecto, há que se separar o que é saber, do que é conhecimento novo, além de estudo e graduação da pós-graduação e da pesquisa organizada e sistematizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste aspecto, julgo que de dois ou três anos para cá, está havendo uma verdadeira revolução por conta da produção de diferentes grupos de pesquisas espalhados nas instituições e, em alguns casos até melhor: entre instituições. Há trabalhos em diferentes campos do saber que têm elaborado diagnósticos profundos, tanto do passado, quanto contemporâneos, sobre nosso território (seja ele, o município ou, a região) e nosso povo, analisando fragilidades e potencialidades nos aspectos econômicos, de infra-estrutura e sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se lamentar apenas à pequena amplitude de repercussão destes estudos. Não me refiro apenas à divulgação ao público de uma maneira geral, mas também entre as próprias instituições e também pesquisadores. Nesta hora, mais uma vez sinto a falta que faz a existência de um organismo público local ou regional que pudesse ser o articulador, fomentador e divulgador dos grupos de pesquisas, dos seus conteúdos, assim como, de seus resultados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que estamos perdendo, ou, aproveitando muito pouco, as informações, diagnósticos e proposições que poderiam nos ajudar a entender a nossa realidade, assim como os cenários futuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta linha aproveito para destacar uma delas: a pesquisa da economista e mestra da Ucam-Campos, Denise Cunha Tavares Terra, cujo resumo foi objeto de um belo artigo no Boletim (online) número 13, Royalties, Petróleo e&amp; Região. O estudo que é tema de sua tese de doutorado, está sendo desenvolvido, no curso de Geografia da UFRJ e se refere, à utilização dos recursos dos royalties do petróleo, hoje equivalentes a 72% de todo o orçamento, no período compreendido entre 1993 e 2004 e seu significado, na redução das desigualdades socioespaciais em nosso município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua pesquisa faz uma análise detalhada dos investimentos em obras, dos últimos três períodos de governos municipais, nos mandatos de Sérgio Mendes (1993-1996) Garotinho-Arnaldo (1997/2000) e novamente Arnaldo Vianna entre 2001 e 2004.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pesquisadora identificou que “a abundância de recursos extras, não contribuiu até aqui, para a melhoria no quadro das desigualdades socioespaciais do município, ao contrário, aumentou, e que a riqueza do petróleo não tornou o poder público mais solidário com a sua população”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Muitas outras leituras são possíveis de serem tiradas, por gestores públicos, privados e ainda por outros pesquisadores sobre estes e outros problemas contemporâneos que temos vivido. O debate e a análise que pode e deveria ser feita, por estes diferentes segmentos, dará não só frutos que apontem para a solução dos mesmos, como também a absorção e o aprofundamento de conhecimentos, que outros municípios, dificilmente terão pela inexistência da base de pesquisa que aqui possuímos. Devemos saber aproveitar melhor este potencial. Bater palmas apenas por vagas no ensino superior é desconhecer o potencial que a pesquisa pode nos trazer de retorno.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 8 de dezembro de 2006.&lt;/span&gt;          &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116570511383274499?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116570511383274499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116570511383274499' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116570511383274499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116570511383274499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/12/pesquisa-como-instrumento-de-mudanas.html' title='Pesquisa como instrumento de mudanças'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116507575901573721</id><published>2006-12-02T14:05:00.000-02:00</published><updated>2006-12-04T12:06:42.696-02:00</updated><title type='text'>O jardineiro fiel</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão se trata do personagem daquele belo filme. O nosso jardineiro não exercia o ofício apenas nas horas vagas. Era profissional. Profissional, sem perder a ternura pelas plantas com quem diziam que conversava. Imagino que Deus faz festa quando chega no Céu um jardineiro. Deve ser por isso, que sempre chove nestes dias, como ocorreu ontem, quando levamos em sua partida, as flores que o Sr. Benedito dos Santos nos dava diariamente. Deve ter ido florir outros jardins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Seu Benedito mais de perto quando estive na direção do Cefet. Ao chegar de manhã, eu de longe apreciava a sua devotação ao trabalho. Era o tipo de pessoa que não precisava de chefia. Ele sabia qual era o seu trabalho e sempre fazia muito mais do que se podia imaginar, até mesmo, de um zeloso e dedicado trabalhador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era fácil identificar que vibrava com o que fazia. Por falar em vibração ele me garantia que as plantas vibravam com o “clima” e o astral do ambiente onde eram plantadas. No pequeno jardim, ao lado do gabinete, certa vez, ao acompanhar o seu trabalho lhe falei da minha admiração por este carinho e dedicação. Seu Benedito ouviu, mas era daquele tipo especial de pessoa que fazia o que fazia, por prazer, deixava perceptível ao interlocutor que não precisava e nem buscava os elogios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os recebia, rapidamente já estava falando do trabalho da gente e não do dele. Num destes nossos rápidos encontros, ele disse-me que plantara uns pés de espada de São Jorge neste pequeno jardim ao lado do gabinete. Disse que para espantar as vibrações negativas que ele sentia, de vez em quando sair daquele ambiente. Não falei, mas senti e agora confesso, que assim me senti protegido. Era impossível sentir bajulação em ato, cuja sinceridade se evidenciava na forma daquele simples e humilde homem, se pronunciar. Provavelmente, o método fosse herança do jeito de se relacionar com aqueles seres, com os quais lidava diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso último bate-papo ocorreu poucos dias antes do seu enfarte. Ele retirava as plantas de um canteiro que seria substituído por uma nova construção. Eu lamentava pela retirada daquelas flores e das belas folhagens. Ele não se importava. Disse que a vida era assim mesmo e que não havia problemas: “estou retirando-as e vou replantá-la nos fundos do ginásio de esportes, para que no final das obras, ela volte bonita para cá”.&lt;br /&gt;Tenho certeza que ninguém ordenou e nem lhe comunicou sobre as novas obras e sobre o serviço a ser executado. Como sempre, ele se antecedia aos pedidos. Enxergava longe apesar da idade já avançada. Costumava indagar-me sobre a necessidade de insistir na empreitada da política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordo-me de que algumas vezes, ao debater com nossa equipe gerencial e lamentar por alguns problemas costumeiros da gestão pública e buscar meios de estimular o trabalho dos nossos servidores, eu ter afirmado, que o meu sonho era que fossemos todos, um grupo de Beneditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, minha homenagem, a este homem que foi tão bem dito no nome quanto na sua conduta. Mais do que uma instituição bonita e de plantas bem cuidadas, ele trazia como todo bom e fiel jardineiro a aura do homem que ajudava a florir nossa conturbada existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a certeza de que aonde chegou foi recebido em festa e de que colherá aquilo que plantou, com prazer e alegria entre nós. Acho que Ele além de abraçá-lo pessoalmente, lhe proporá a troca do nome de Benedito para Benvindo! Que assim seja!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 1 de dezembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116507575901573721?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116507575901573721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116507575901573721' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116507575901573721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116507575901573721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/12/o-jardineiro-fiel.html' title='O jardineiro fiel'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116433572340114980</id><published>2006-11-24T00:33:00.000-02:00</published><updated>2006-11-24T00:35:23.416-02:00</updated><title type='text'>Paixão da cor do céu</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt; Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt; e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;oderia hoje falar dos R$ 10 milhões que o Itaú está repassando à PMCG pela manutenção das contas-salário do seus funcionários, enquanto Niterói com folha de pagamento equivalente à metade da nossa, estipulou em licitação, um valor mínimo de R$ 16 milhões, por este direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderia falar novamente do Plano Diretor. Talvez do Parque Ecológico da Cidade. Expor a nova carta do Coronel Ponciano, mas, vou voltar ao Goytacaz. Meus amigos têm dito, que ultimamente tenho sido quase monotemático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não poderia, deixar passar a oportunidade, para de forma antecipada, afiançar aos leitores que a sina, a qual referi-me em outro artigo, amanhã será desfeita, com o Goytacaz obtendo o seu passaporte, para a primeira divisão do futebol estadual. O time é um pouco melhor do que o dos últimos anos, mas a garra, na maioria dos jogos, é imensamente maior. Pode-se até falar da dúvida do biscoito: será a garra maior do time que tem empolgado a torcida ou será a torcida que com a sua habitual empolgação deu, mais garra ao time que honra este clube, quase centenário?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convicto de que não há uma única explicação para a paixão e pelo tamanho da torcida alvi-anil. Há vários fatores que somados levam, até aos torcedores adversários admitirem a raridade do carinho de uma torcida para com o seu time. A raça foi herdada dos índios que lhe emprestaram o nome junto de outros atributos, como a coragem e a fama de excelentes corredores e inteligentes articuladores. Se já não bastasse, Goytacaz, depois dos índios e ainda antes do time, que depois virou clube foi ainda, nome de um dos primeiros jornais impressos na cidade, lá pelos idos de 1831.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas que não me conheciam mais profundamente têm indagado, o motivo desta motivação pelo clube da rua do Gás, sem saber dos antecedentes. Em 1967, ainda com oito anos de idade, pela primeira vez, carregado pelas mãos do meu querido pai Joemio, assisti a um dos jogos mais importantes da vida do Goytacaz, que na ocasião disputava a Taça Brasil, pelo direito conquistado na condição de campeão do estado do Rio de Janeiro, antes da fusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela quarta-feira à noite, dia 13 de setembro de 1967, o Goytacaz jogou contra o Atlético Mineiro. Inebriado com a empolgação da torcida tive o pedido atendido, de assistir ao jogo, da social do clube. A subida naquela escada, que se assemelha ao acesso, por túnel, ao gramado de um grande estádio fixou-se na minha alma mexendo de forma definitiva, com o imaginário do garoto que assim, se tornava mais um apaixonado torcedor alvi-anil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passou, com ela vieram as lutas, conquistas e derrotas, tal qual o futebol do clube de coração. Porém, o tempo me fez reencontrar junto com tantos outros torcedores, o clube de coração, pelo qual gostava de me identificar como torcedor, seja no trabalho em Minas, no Rio ou mesmo nas andanças pelos ministérios em Brasília quando dirigente do Cefet.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quem nunca encheu a boca para dizer, que torce pelo time, que tem o nome dos índios que nos antecederam? O tempo passou, mas a exemplo das paixões mais arrebatadoras, ela um dia se reapresenta, como se novidade fosse. Melhor, porque revigorada pela presença de torcedores mais novos e de crianças que ajudam a explicar, o crescimento permanente da torcida, que em meio às adversidades, nunca perdeu as esperanças, de ver retomado, o caminho da vida, que como a camisa do time é azul, apesar das nuvens. Amanhã seremos uma única torcida: Dá-lhe Goyta!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã de 24 de novembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116433572340114980?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116433572340114980/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116433572340114980' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116433572340114980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116433572340114980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/11/paixo-da-cor-do-cu.html' title='Paixão da cor do céu'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116379538414821491</id><published>2006-11-17T18:26:00.000-02:00</published><updated>2006-11-17T18:29:44.193-02:00</updated><title type='text'>Centro de Convenções: sim, mas não a qualquer custo!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;u corroboro com a idéia da nossa cidade ter um Centro de Convenções à sua altura como foi solicitado por diversas entidades ao prefeito Mocaiber. Há dois meses, a imprensa informou sobre as negociações, que estariam sendo desenvolvidas, entre os proprietários do imóvel do ex-hipermercado na estrada do Contorno e secretários, técnicos e advogados da prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época, não se especulou sobre preços e sim, sobre a oportunidade do aproveitamento de um imóvel já construído, que assim teria que ser apenas adaptado. Falo apenas, mas ele pode e deve ser entendido também, como bastante reformado e ajustado, às novas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que no processo de desapropriação e de negociação, o interesse público, realmente se faça presente, a favor do desenvolvimento do município. Sendo assim, não se pode deixar de considerar, a conclusão do centro de convenções junto à Uenf, que tem previsão de conclusão, em fevereiro do ano que vem. Após, caso haja realmente, a necessidade de se ter mais um espaço para feiras, convenções e outros eventos, há que se avaliar o valor do total a ser desembolsado com o investimento, unindo os custos com a desapropriação e as obras de reformas e adaptações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É ponto pacífico a necessidade de um Centro de Convenções amplo e flexível para diferentes tipos de eventos, mas, se já esperamos até aqui, podemos esperar um pouco mais. Se for o caso, área vizinha ao estabelecimento em questão, não falta para ser desapropriada e construída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, insisto na avaliação do valor da aquisição e do custo da sua adaptação, pela municipalidade. Não se pode despender dinheiro para além do que seria razoável para um negócio que pode não ter, muitas outras, alternativas, de utilização e cujo custo possa ser coberto por outra solução. Além disso, o atual proprietário não terá, no curto prazo, solução de mercado razoável e com recursos à vista para superar a uma que seja feito pela prefeitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meu blog, no dia 31 de julho, eu já havia chamado a atenção, sobre os custos, que investimentos similares tiveram: Macaé construiu o seu espaço, em 2003, num tempo recorde de 128 dias, a um custo de R$ 20 milhões. O município do Rio está construindo um novo centro de convenções, como alternativa ao Riocentro, junto à sede da prefeitura, na presidente Vargas, no centro da cidade, com área de 42 mil m², dois pavimentos, dois mezaninos, garagem subterrânea com 370 vagas e um edifício tombado de três andares onde gastará a quantia de: R$ 28,7 milhões, de um custo total de RS 46,7 milhões, cuja diferença está sendo bancada por parceiros privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este artigo tem a simples pretensão de auxiliar, as autoridades e os representantes da sociedade, para uma tomada de decisão mais sustentável, sobre o uso dos recursos públicos, que como tal tem que ser entendido, como sendo de todos e não como sendo de alguém ou de ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Uma boa medida, a decisão pela criação do Parque Ecológico ou Parque da Cidade, em área do Queimado. Na 1ª e 2ª Conferências da cidade de Campos, em 2003 e 2005, tal proposta já havia sido aprovada, com a indicação inicial, pela área situada, atrás do ex-hipermercado, já citado. Porém, esta nova opção, também atende à demanda atual, tanto de atenuação do impacto sobre o ar atmosférico oriundo do adensamento populacional e da poluição gerada pelos automóveis, como de espaço para o lazer e para a contemplação na cidade. Também neste caso, há que se avaliar bem, o valor a ser pago, pela desapropriação da referida área. E que ao final, o bom-senso prevaleça!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                            &lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 17 de novembro de 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116379538414821491?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116379538414821491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116379538414821491' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116379538414821491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116379538414821491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/11/centro-de-convenes-sim-mas-no-qualquer.html' title='Centro de Convenções: sim, mas não a qualquer custo!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116318985949550900</id><published>2006-11-10T18:14:00.000-02:00</published><updated>2006-11-10T18:17:39.510-02:00</updated><title type='text'>E depois que os poços e as tetas secarem?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Ong Cidade 21 foi quem primeiro acionou o Ministério Público Estadual questionando a obrigatoriedade do legislativo e do executivo, baseado num dos artigos da Lei de Responsabilidade Fiscal, o direito de participação da sociedade civil, nas discussões sobre a elaboração do orçamento municipal. Aliás, na ocasião, também se questionou a obrigatoriedade, ainda não cumprida, da abertura das contas municipais, bimestralmente, para análise da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, desde 2001 assumimos este compromisso, porém, em dois ou três anos verificamos a ilusão com esta discussão que nunca foi para valer. De minha parte, sempre compreendi o chamado poder “discricionário” que o mandatário legitimamente eleito tem, de dar a palavra final, mas ainda hoje, não posso aceitar, que as poucas emendas acatadas e negociadas serem literalmente, abandonadas e não executadas. O fato, que se repetiu ano a ano fez-me abandonar, o interesse em fingir participação, quando se desejava apenas, a simples legitimação da falsa discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu e outros articulistas, já ocupamos diversas vezes este espaço, para chamar a atenção sobre a necessidade da existência de melhores critérios na distribuição orçamentária do município. É bom lembrar que em 1994, primeiro ano do Real, nosso orçamento era de apenas, R$ 37 milhões. O de 2007, mais uma vez está subestimado, será de R$ 1,16 bi. Em doze anos, 31 vezes mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há na história do país, nenhum município, ou estado, que tenha tido suas receitas multiplicadas tanto e em tão curto espaço de tempo. Tenho dito e aqui repetirei, que deveríamos considerá-las, como um prêmio de loteria, só que pago parcelado em 240, talvez 300 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante dele, vemos que a única coisa certa no futuro, é que é, impossível substituir tão generosas receitas. Impossível, mesmo que inventemos uma fórmula mágica para sua aplicação. Mesmo no Fundecam, que corrigidas as distorções é o que podemos considerar, como uma boa aplicação, não tem como gerar receitas municipais futuras, que possam substituir os royalties.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a partir deste diagnóstico, o planejamento do orçamento tem que considerar que no futuro, talvez num horizonte de 20 ou 25 anos, teremos que sobreviver, com um orçamento que na melhor das hipóteses, será equivalente, a pouco mais do que 50% do que é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocando isso em números para sua melhor compreensão: imagine ter que viver hoje, com metade dos R$ 1,16 bi ou R$ 582 milhões, quando, apenas com pessoal e despesas de custeio já se tem um gasto de aproximadamente R$ 800 milhões? O resultado disso é um déficit de R$ 218 milhões (equivalente a sete vezes o orçamento de Conceição de Macabu), apenas pagando as despesas e sem fazer nenhum investimento novo, nada, nenhuma sala de aula, posto de saúde, nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem querer ser dramático, há ainda que se considerar que o governo estadual terá situação parecida, porque também ele tem hoje, a sua principal receita calcada nos royalties do petróleo. Diante deste quadro, podemos até discutir melhor a distribuição do orçamento atual, um pouco mais aqui, na agricultura, menos lá, etc., mas o que se precisa é de uma decisão estratégica de médio e longo prazo. Como sobreviver? Os empreendimentos que para cá vieram de olho, apenas no gordo dinheiro dos royalties, sem cerimônia, irão trás de novos eldorados, como será o caso das faculdades que têm hoje, suas principais receitas calcadas nas bolsas municipais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fazer? Certamente, todos nós, temos mais dúvidas e perguntas do que respostas. Porém, é melhor que assim seja e tentemos buscar estas respostas, do que continuarmos iludidos ou pendurados nas gordas e generosas tetas municipais. As gerações futuras nos cobrarão esta conta.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 10 de novembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116318985949550900?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116318985949550900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116318985949550900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116318985949550900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116318985949550900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/11/e-depois-que-os-poos-e-as-tetas.html' title='E depois que os poços e as tetas secarem?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116258646179036608</id><published>2006-11-03T17:37:00.000-03:00</published><updated>2006-11-03T17:41:01.806-03:00</updated><title type='text'>Tombamento dos estádios do Goytacaz e do Americano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;U&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;m artigo, num dia espremido entre um feriado e o final de semana, não deve ser coisa muito séria. Pois bem, o assunto que trago não é exatamente leve, mas, próximo: uma sugestão que é, ao mesmo tempo, uma provocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou propondo, que o novo Plano Diretor do município defina pelo tombamento histórico dos estádios de futebol, Ari de Oliveira e Souza, do Goytacaz e do estádio Godofredo Cruz, do Americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justificativa é curta e objetiva: evitar que a história destes espaços seja substituída, por construções futuras, em projetos “mirabolantes” de eventuais diretorias. Mais do que nunca, hoje não há mais espaço para ilusões, especialmente em cidades de porte médio, como a nossa, que gere demandas por grandes estádios de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prejuízo financeiro que poderá ser alegado, por alguns dirigentes, pelo engessamento destes espaços, pode ser perfeitamente indenizado, pelo instrumento, que também deve constar do Plano Diretor: a “outorga onerosa do direito de construir” (solo criado). O espaço deste artigo, não permite explicar em detalhes sobre ele, mas, resumo, dizendo que este impedimento de venda para ocupações diferentes nestes espaços, pode ser compensado, financeiramente, com arrecadações obtidas junto a outros projetos, que só terão autorização com a preservação de espaços como estes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do mais, deve-se lembrar, que as áreas ao redor destes dois estádios, já são áreas urbanizadas com significativo adensamento populacional, especialmente, o caso do Goytacaz, que é circundado, por vias com capacidades limitadas, em termos de fluxo de veículos, que teriam imensos problemas, com um adensamento, conseqüente de uma eventual ocupação, residencial-vertical ou comercial. Há ainda que se considerar a importância, em termos culturais, da preservação da memória existente a partir das emoções usufruídas pelos nossos antepassados, diante de uma sociedade, atualmente tão pasteurizada e de passado quase apagado, a que estamos ameaçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, a mais importante justificativa é a da história e tradição destes dois clubes. No caso do Goytacaz, apesar do clube ter sido criado em 1912, somente em 9 de Janeiro de 1938, o atual estádio, na rua dos Goytacazes foi inaugurado. Hoje possui capacidade para 15 mil espectadores e tem como registro de maior público os 14.996 assistentes, do jogo em que o Goytacaz perdeu de um a zero, para o Flamengo, no dia 1 de Setembro de 1978.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estádio do Americano foi inaugurado em 24 de janeiro de 1954, curiosamente tendo como partida inaugural, o jogo do Bangu contra o Goytacaz. O estádio teria hoje uma capacidade de 25 mil torcedores, embora, tenha como maior público, o registrado, no dia 30 de março de 1983, no jogo em que o Americano empatou de 2 a 2 com o Flamengo. Diz-se que neste jogo foram vendidos 20 mil ingressos e ainda, muitos torcedores ficaram, sem condições de acesso ao interior do estádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra e complementar sugestão, ao contrário da apresentada acima, sai do campo da razão, para entrar na seara da emoção e da paixão, que está inclusive, fazendo-me dedicar tempo para escrever sobre sua história: a torcida do Goytacaz. A sugestão é de que seja também tombada, como bem “imaterial”, a apaixonada torcida do Goytacaz. Imagino que até a torcida rival, do Americano haverá de concordar com isso, ou não?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 3 de novembro de 2006.&lt;/span&gt;                      &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116258646179036608?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116258646179036608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116258646179036608' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116258646179036608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116258646179036608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/11/tombamento-dos-estdios-do-goytacaz-e.html' title='Tombamento dos estádios do Goytacaz e do Americano'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116204268085429334</id><published>2006-10-28T09:30:00.000-03:00</published><updated>2006-10-28T13:12:11.370-03:00</updated><title type='text'>Segundo turno, o primeiro passo para a concertação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: rmoraes@cefetcampos.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;S&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ou daqueles que julgam, que a obrigatoriedade da existência da maioria pelo governante eleito é algo de profunda importância para qualquer sociedade. No calor da disputa, nem sempre é possível ter o discernimento necessário para enxergar a importância, para a democracia e para a sociedade, desta existência do segundo turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora, também seja legítimo que o concorrente, melhor colocado queira liquidar a fatura já no primeiro turno, a sabedoria de alguns eleitores de esticar o debate produz vantagens visíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o caso da eleição presidencial e de governador em nosso estado. Ao longo do processo democrático, como eleitor, vamos estar em diferentes situações. Algumas vezes, teremos escolhido um candidato(a) que sequer foi classificado(a) para o pleito final e aí haverá que escolher entre outros dois, que não eram da nossa preferência. Neste caso, analisam-se atributos e virtudes de forma comparativa e toma-se a decisão a favor daquele, que não sendo o nosso(a) preferido(a), também não é aquele(a) a quem consideramos a pior escolha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras vezes, estaremos do lado daquele(a) que não tendo sido o mais votado no primeiro turno, acabou ganhando, pela falta de maioria, a chance de aglutinar ao seu redor, os não classificados(as). Por fim, podemos ser defensores daquele(a) que chegou perto da maioria, mas, por decisão dela, precisa ser novamente sabatinado(a) em comparação, ao segundo colocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li recentemente, que o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, em seus estudos sobre campanhas e resultados eleitorais descobriu que, em 120 disputas de segundo turno no Brasil, só houve um único caso, em que um dos dois finalistas, teve menos votos no segundo turno, do que no primeiro. As pesquisas até aqui estão indicando que este fato raro (menor que 1%) poderá se repetir nesta eleição presidencial. Se ele se confirmar, indago: qual terá sido, o motivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que seja a sua resposta e preferência considero, que a existência desta possibilidade, mesmo que remota acaba sendo, mais um fator, pró-existência do segundo turno. Nem sempre, um candidato vencedor em primeiro turno sai mais fortalecido do que outro, que foi obrigado a disputar mais um turno, abrindo mão de certezas, para compor programas e equipes e repensar um governo, que obrigatoriamente terá que caminhar para uma coalizão ou concertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “concertação” palavra derivada da “concertación”, na verdade, é o verdadeiro motivo, deste meu artigo. Considero que este é ainda um aprendizado que necessitamos absorver em nossa tenra democracia representativa. A eleição é um processo de escolha e não uma guerra, embora, até nestas, se dispute, mate, aleije, mas, com a perspectiva de um diálogo futuro, onde o vencedor avança na proporção da sua vitória, mas não precisa ter o aniquilamento do seu adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que possamos avançar no período pós-eleitoral, em que vencedores e vencidos consigam traçar um plano para o país. Em 2010 guerreamos de novo. Também aprendi com a experiência da vida, que cabe mais e quase exclusivamente, ao vencedor, o lançamento da ponte ou das pontes para este pacto ou concertação. Ao vencedor cabe obrigatoriamente, a humildade diante da magnanimidade da sua vitória, ao vencido, cabe a superioridade de reconhecer o vencedor e de que, o objeto da disputa que enfrentou é maior do que as suas pretensões pessoais. Que assim seja!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 27 de outubro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116204268085429334?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116204268085429334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116204268085429334' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116204268085429334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116204268085429334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/10/segundo-turno-o-primeiro-passo-para_28.html' title='Segundo turno, o primeiro passo para a concertação'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116139344644486314</id><published>2006-10-20T21:13:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T22:17:26.463-03:00</updated><title type='text'>A aviação e o aeroporto de Campos – II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Retomo o tema da semana passada fazendo uma correção, talvez um ato falho meu e não do monografista que citei, Cláudio Rodolfo O. Tavares, especialista em Produção e Sistemas do Cefet Campos, ao trocar o prefeito campista Ferreira Paes, pelo sanitarista e grande urbanista da capital federal, Pereira Passos. Freud talvez explique, como o desejo pode se confundir com a realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra observação é sobre o complemento da informação da origem dos recursos que o prefeito na ocasião, relembro, Ferreira Paes, obteve para a construção do aeroporto com o presidente, general Dutra. Os recursos de 500 milhões tiveram a intermediação do senador José Carlos Pereira Pinto, que na mesma época, atuou na liberação de outra quantia, para a construção da ponte, agora quase sexagenária, que leva o nome do ex-presidente e liga a margem direita a Guarus, em direção ao aeroporto. Bom que houvesse a troca e a imprecisão na informação, elas me permitiram o contato com dois mestres: Ramon Peres Pia e Jorge Renato Pereira Pinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está aí mais uma vantagem em ser professor. Poder, com humildade, restabelecer contatos com ex-mestres e ao mesmo tempo, exemplificar aos nossos novos alunos, que erros e imprecisões até os docentes os cometem, e como!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao tema, questionando junto com você leitor: como um aeroporto público, que tem uma área total de quase 1 milhão de metros quadrados, um terminal de cargas coberto com 932 m², área de armazenagem com 344 m², área de estacionamento de 3.500 m², área de carga refrigerada com 10,5 m² e área do pátio para carga e descarga com 6.120 m² fica à mingua, como se encontra hoje? Uma inauguração do alfandegamento, às vésperas de uma eleição e nada mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Localizado à margem da BR-101, a cerca de cinco quilômetros do centro da área urbana, dotado de pista de pouso e decolagem com 1,54 Km e 45 metros de largura e como tal, a segunda maior pista da Infraero no estado, só perdendo para o aeroporto internacional do Rio de Janeiro tem hoje, utilização menor, do que possuía, antes do início das atividades petrolíferas na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1986, portanto, há vinte anos atrás, o aeroporto teve movimento de 14.272 aeronaves e 86,7 mil passageiros, enquanto, em 2005, este movimento caiu para 4.253 aeronaves e de 10,7 mil passageiros. Entre 2000, ano da inauguração do terminal alfandegado e ano passado, a movimentação de cargas, caiu de 358 para 283 toneladas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O heliporto do Farol, de propriedade da Petrobras e operada, por contratação, pela Infraero, chegou ao seu limite de capacidade de operação com transporte em 2005, de 197 mil passageiros e movimentação de 19,3 mil aeronaves. A empresa está no presente momento decidindo e projetando novo aeroporto, provavelmente na própria Baixada, para dar conta, do aumento de demanda de vôos e passageiros, a partir da ampliação do número de plataformas e da produção na Bacia de Campos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vendo estes dados, uma questão se apresenta: como uma cidade e uma região com a pujança econômica derivada da crescente receita dos royalties, que aumentou nos últimos 10 anos, na proporção de trinta vezes, o número de passageiros no aeroporto tenha diminuído? Nem mesmo o fato do ex-prefeito da cidade ter sido tornado governador, depois substituído por sua esposa, conseguiu produzir mudanças? Insisto, em 2001 foram 23,9 mil passageiros e ano passado, no segundo maior aeroporto do estado: 10,7 mil passageiros. Enfim, fica o espanto e a reflexão de mais este por quê. Às vezes, irritado, chego a julgar, que melhor seria o desconhecimento desta realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado pela Folha da Manhã em 20 de outubro de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116139344644486314?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116139344644486314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116139344644486314' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116139344644486314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116139344644486314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/10/aviao-e-o-aeroporto-de-campos-ii.html' title='A aviação e o aeroporto de Campos – II'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116075380828730753</id><published>2006-10-13T12:30:00.000-03:00</published><updated>2006-10-13T12:36:48.290-03:00</updated><title type='text'>A aviação e o aeroporto de Campos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; atividade de professor tem uma série de vantagens em relação a outras. Nela, muitas das vezes, você mais aprende que ensina. Eu, particularmente, tenho tido diversas oportunidades de conhecer e aprender, junto com alunos, de diversos cursos, dados, questões e detalhes sobre a realidade da nossa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última aconteceu há duas semanas quando participei de uma banca de avaliação de uma monografia de pós-graduação do curso de Produção e Sistemas do Cefet Campos. O trabalho apresentado por Cláudio Rodolpho Tavares e orientado pela professora Ana Campinho tratou do transporte aéreo em Campos, com um estudo de caso sobre o aeroporto Bartolomeu Lisandro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele, fiquei sabendo que, apenas seis anos depois do invento do 14 Bis em Paris, por aqui na planície Goitacá, em 1912, houve três vôos de exibição do aviador italiano Gian Felice Gino. O avião “Bleriot” deliciou, nos primeiros dias de agosto, a multidão que fascinada assistiu à evolução da aeronave, a 300 metros de altura, num percurso entre a Lapa e a estação do Saco. O sucesso estrondoso da peripécia fez com que novos vôos fossem repetidos nos dias 10 e 11 agora no trajeto entre a usina do Queimado e São Gonçalo, atual bairro de Goitacases.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri ainda que foi em 1927, que se começou a exploração dos serviços de transporte aéreo em nosso país e que, já em 1930, a empresa Nyrba do Brasil foi autorizada a efetuar tráfego aéreo no país, inaugurando sua primeira linha ligando o Rio de Janeiro a Fortaleza, que possuía escalas em oito cidades, que incluía Campos, numa viagem que durava mais de 34 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relembrei o conhecido episódio da descida do hidroavião, do presidente Getúlio Vargas em 1936 e fiquei sabendo que em 19 de julho de 1937, pela primeira vez, tocou em solo campista, um vôo internacional com o avião da Panair, que também inaugurou, uma linha de aviões de passageiros e logo depois, de Correio Aéreo, entre Campos e a capital federal, o Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo levantou ainda, que os primórdios do atual aeroporto começou com o Aeroclube de Campos, fundado no final da década de 30 que teve o reforço de pessoas influentes na sociedade campista, no meio da década de 40. Informou que em 1943, em meio à guerra, houve uma transferência do uso do aeroporto, para uma pista na Fazenda Palacete em Barcelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o surgimento do atual aeroporto se efetivou em 1948, na gestão do prefeito Pereira Passos, que com um crédito de 500 mil cruzeiros adquiriu a área, onde se construiu a pista de pouso nas terras, que foram do usineiro Bartolomeu Lisandro Albernaz. O aeroporto acabou inaugurado em 19 de outubro de 1952 tendo sido denominado inicialmente como Bonsucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até 1974 a pista, os hangares, as oficinas e o terminal foram utilizados pela aviação comercial, pelo Aeroclube e por vôos militares. O grande incremento de uso do aeroporto se deu com o descobrimento do petróleo na Bacia de Campos. A partir daí, a Petrobras passou a utilizá-lo como base para o transporte de trabalhadores até às plataformas. Mudanças significativas e perguntas sem respostas completarão este assunto, na próxima semana.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                             &lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 13 de outubro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116075380828730753?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116075380828730753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116075380828730753' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116075380828730753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116075380828730753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/10/aviao-e-o-aeroporto-de-campos.html' title='A aviação e o aeroporto de Campos'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-116023530469073464</id><published>2006-10-07T12:33:00.000-03:00</published><updated>2006-10-07T12:35:05.100-03:00</updated><title type='text'>Fundecana &amp; meio ambiente</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Fundecana é mais um projeto interessante, tal qual, o que lhe deu origem, o Fundecam. Aliás, já havia proposto, em mais de um artigo, um Fundecam-rural. O Fundecana é um programa que prevê atendimento a produtores que tenham até 25 hectares de área agricultável, com meta de atingir, no prazo de um ano, uma área de dois mil hectares plantados. Para seu aperfeiçoamento, sugiro a implantação de mecanismos, para além do crédito aos pequenos produtores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além, do estímulo ao consórcio e ao associativismo de produtores, o projeto tem, segundo informações dos seus gestores, preocupações em levar informações técnicas desde o plantio, a manutenção da cultura, incluindo a irrigação, até a colheita. Seria bom, que se aliasse a estes pontos, uma obrigação de plantio de mata nativa em espaço, proporcional à área plantada em cana, impedindo a eliminação das poucas áreas de reservas florestais e redução da nossa cobertura verde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da inexistência de resquícios destas reservas seria desejável, para garantir a sustentabilidade ambiental da região, que o projeto determinasse que, o contemplado com o financiamento reservasse, pelo menos, 3% da área de plantio da cana, para o plantio de mata nativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ação pode ajudar no médio prazo, o produtor, a recuperar nascentes que ajudarão a sua propriedade e até a produtividade na cultura canavieira. Não podemos deixar que, como em épocas anteriores, a cultura da cana-de-açúcar, contribua ainda mais para a redução da pequena cobertura verde nesta imensidão de área que a região norte-fluminense possui.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;É absurdo, a hipótese de se ter milhares de hectares plantados em cana, sem que se tenha pequenas áreas de matas. Além, do retorno financeiro que tal iniciativa propiciaria, teríamos de forma indireta, um processo de educação e conscientização ambiental de produtores e lavradores.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Para se ter uma idéia dos problemas que a falta de planejamento ambiental pode provocar trago para o leitor um exemplo: fui procurado esta semana, por um pequeno agricultor do vizinho município de São Francisco do Itabapoana. Na sua pequena propriedade, entre alguns pequenos cultivos, ele empreendeu um açude para criar de peixes que trazia interessante retorno para sua família. Trazia, não traz mais, porque seu vizinho, um produtor rural do setor canavieiro ampliou as instalações do sistema de irrigação, que ao ser acionado, simplesmente secou o açude do vizinho provocando o fim da atividade e a perda da criação de pescado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso que saiamos da visão sugadora e entremos num modelo, que mesmo não sendo o desejado, onde todos ganham, pelo menos, não seja, aquele em que apenas, um ganha em detrimento dos demais. A iniciativa que proponho avança nesta linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há meio mais eficaz, de se fazer algo concreto em prol do meio ambiente, do que, neste momento, da cessão do crédito. Até os grandes agentes internacionais de créditos, Banco Mundial, Bird, o Bndes e o BB já fazem este tipo de exigência. Com esta iniciativa, o Fundecana se habilita a ter estes agentes como parceiros na ampliação do volume de crédito à disposição do programa, além de impedir, que se reduza, de maneira, ainda mais significativa, a já pequena cobertura verde em nosso município.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                             &lt;br /&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 6 de outubro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-116023530469073464?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/116023530469073464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=116023530469073464' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116023530469073464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/116023530469073464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/10/fundecana-meio-ambiente.html' title='Fundecana &amp; meio ambiente'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115957637452345005</id><published>2006-09-29T21:29:00.000-03:00</published><updated>2006-09-29T21:32:54.536-03:00</updated><title type='text'>Carta para meu filho Caio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;V&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ocê, integrante desta nova geração, que com 16 anos, pela primeira vez exercerá o direito a voto, logo, nesta complexa eleição, já imaginou o que estará em jogo no domingo? Sei que o debate, nestes últimos dias de campanha, especialmente na classe média, foram as notícias sobre o dossiê. Ele, assim como as demais maracutaias, de todo e qualquer governante deve ser repudiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro, porém, que numa eleição presidencial, este não pode ser o único ingrediente na decisão do voto. Não quero que abandone este critério, mas anseio que enxergue, que, enquanto o país não fizer, uma profunda reforma política, as diferenças, neste aspecto, não serão demasiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar de outras coisas. Desejo sugerir outros elementos de análise, no afã, de que na fatídica escolha, eu e você sejamos movidos por uma lógica e um raciocínio que se sustentem, em meio ao mar de confusões que temos, ouvido, lido e assistido. Mais uma vez, insisto, não se trata de abandonar a ética, mas, de não se deixar levar, por quem a propala, quase como negócio de botequim. Particularmente, não acredito em quem a usa, como mercadoria de ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo que o governo Lula interrompeu a agenda neoliberal, avançou nos programas sociais, na geração de empregos, na recuperação de instituições estatais e públicas, construiu uma política externa democrática e interdependente, impediu que se instalasse uma crise econômica controlando a inflação e resgatando alguns instrumentos de política de crescimento e diminuição da miséria. Mais: valorizou e retomou as contratações necessárias no serviço público, com reajustes salariais dentro do limite do possível, mas, ainda assim, imensamente maior que os, dos oito anos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que o PT errou e frustrou muito de nossas expectativas, mas, numa análise mais racional, devemos considerar que, ao fazer como os outros, algo não desejado, não tornou o partido, pior do que os outros. Verdade também, que o PT sempre quis passar a idéia de que era puro e um partido político não é puro, ele tem defeitos. O que a sociedade e também os partidos precisam é aperfeiçoar mecanismos de controle e fiscalização. Sem hipocrisia, sabe-se que isso vale para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo transformar este artigo em panfleto, aliás, você não gosta disso. Aprecia o debate e o aprofundamento em detrimento da retórica, coisa que acho, uma das boas características desta sua geração. Na verdade escrevo, não tentando te convencer, talvez sim, esteja eu mesmo querendo me convencer, sobre estas coisas que conversamos e sobre as quais temos mais concordâncias do que discordâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, externo nossas conversas, no intuito, de tentar expor publicamente a complexidade daquilo, que alguns cinicamente querem superficializar. Eu que sempre defendi a emoção, apelo agora, pela razão. A saraivada de pressões e críticas que o governo atual levou e vem levando, sem igual na história, merece reflexão, mais profunda, na medida que questiona posição sobre valores que são tão caros, a um pai que não abre mão deles, ao querer educar o seu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cientista política Alessandra Aldé, professora de comunicação e política da Uerj que há muitos anos pesquisa as campanhas eleitorais no país, disse que: “em nenhum momento anterior da política recente do país, um governo foi tão massacrado. É como se o governo não tivesse agenda positiva nenhuma. O monitoramento que o Iuperj/UFRJ faz da análise de notícias positivas e negativas deste governo, não tem similaridade com nenhum outro e isto não tem sintonia com a percepção do eleitorado, que vê diversas coisas positivas nele”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizo dizendo a você que o governo Lula vale o seu voto, não porque é vítima do quer que seja, mas porque, ele tem resultados e créditos maiores, que merece a sua opção, especialmente, diante das demais alternativas. Faça sua análise, pensando em você, mas sem deixar de pensar no país e especialmente, naqueles, que mais precisam da política. Aspiro que o seu tempo e as novas gerações sejam menos complicados e melhores.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; 29 de setembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115957637452345005?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115957637452345005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115957637452345005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115957637452345005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115957637452345005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/09/carta-para-meu-filho-caio.html' title='Carta para meu filho Caio'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115899159803946535</id><published>2006-09-23T03:05:00.000-03:00</published><updated>2006-09-23T03:12:41.296-03:00</updated><title type='text'>Tecnofobias imateriais ou maluquices!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ontinuando a série do mundo de contra-cabeça. Não li na internet e sim num jornal impresso. Não foi em caderno de informática, e nem, de economia e sim, num caderno, para as mulheres. O fato: uma dupla de publicitários de Porto Alegre que apresentaram novidades, num seminário de marketing de moda ocorrido, há dois meses, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dupla diz que trabalha com pós-materialismo. A primeira reação é imaginar algo zen ou holístico. Que nada, o inverso: eles se referem ao mundo do consumo por despesas com bens que não enxergamos. Citam como exemplo, a compra de uma casa ou, de um carro que só existe no mundo virtual. Falam em sites já existentes, onde internautas gastam dez dólares, para ter uma mansão na sua outra vida: a virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, a loucura não pára aí. A partir da casa, seu virtual dono (ou seria dono virtual?) não importa, consideremos, o dono deste bem imaterial, contrata como decoradora, uma menina nova-iorquina que cobra, outros dez dólares, para os seus serviços. Este mercado virtual procura compradores para outros produtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Vietnã (por quê o Vietnã?) um menino cria armas virtuais vendidas a três dólares. Segundo eles, já existem comunidades, em que seres virtuais, vivem suas outras vidas em casas, bairros e cidades. São pessoas que teriam, no mundo real, poucos destes bens. Não conheço, mas a dupla de publicitários fala que, o Brasil já é o quinto país em número de participantes desta rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maluquice avança. Estes publicitários ao invés, de se referirem às classes de consumo como A, B, e C, dividem-na numa pirâmide de influência. As alfas globais são os criadores; as betas globais os disseminadores e mainstream, os que recebem a influência: os consumidores. Exemplo? Um programa que abaixa músicas (em MP3) com bandas alternativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma do primeiro grupo, os alfas já usam o recurso há algum tempo. Os betas ao terem acesso, logo distribuem para duzentos amigos na rede que são os mainstream. Para mostrar que os publicitários não estão na estratosfera, saibam que eles hoje, já têm como clientes: a Nokia, Grendene, Claro, Unileve, etc. Quando estudam produtos de grandes volumes, observam as reações do grupo beta e para criar, se baseiam nos do grupo alfa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falam ainda de consumo vazio, que é aquele em que o cara consome expectativa, de uma futura necessidade, que quase nunca se confirma. Falam mais de psicologia do que de economia e miram no grupo etário, dos dezoito aos vinte e quatro anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bens imateriais não precisa ser esta loucura toda. Tem muita coisa já real, como é o caso do home-work. As pessoas que pensam o futuro das cidades, já não se referem ao caos das metrópoles porque avaliam, que os impactos tenderão a ser menores. As pessoas que vivem nestes espaços, tenderão a demandar menos alguns serviços, que antes faziam prever um caos, como no caso do transporte e do trânsito. Pensando sobre tudo isto, eu acordo lembrando da exclusão e das discrepâncias de renda e volto a sonhar no desejo de que estas sim fossem virtuais e o restante real.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 22 de setembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115899159803946535?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115899159803946535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115899159803946535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115899159803946535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115899159803946535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/09/tecnofobias-imateriais-ou-maluquices.html' title='Tecnofobias imateriais ou maluquices!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115842222332305695</id><published>2006-09-16T12:54:00.000-03:00</published><updated>2006-09-16T12:58:25.533-03:00</updated><title type='text'>Mundo de contra-cabeça</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; gente vai vivendo aos pouquinhos e não se dá conta de que o mundo virou de contra-cabeça. Mata-se criancinhas em nome do combate ao terrorismo. Inventa-se uma guerra porque um louco, dono de um país que tem muito petróleo, armazenaria armas para possíveis atentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tecnologia a coisa ainda é mais estranha: agora se fala por telefone sem fio para o qual inventaram o nome de celular e por outro lado, vê-se televisão, que antes era sem fio, através do cabo. Pergunta-se pelo telefone se o interlocutor viu a mensagem que mandou pela rede do orkut. Compra-se por telefone o que se vê na televisão, que antes servia apenas de veículo de propaganda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes se comprava disco para ouvir música, hoje, se faz música, ouve-se, grava-se, divulga-se e vende-se música sem sair de casa. Uma bossa-nova que antes era chique de se ouvir na vitrola num canto da sala, hoje é mais apreciada no Japão e no oriente que em nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambulância que socorria doente, hoje socorre as campanhas eleitorais dos políticos. Come-se a quilo o que antes era aquilo. Petróleo se acha mais no mar do que em terra. Casa sem muro em espaços cercados de muros e com o nome de condomínio é coqueluche que, como outras doenças sumidas, reapareceram. Carro é quase um caminhão e trator virou carro, até com ar condicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Campos tem-se quase um assassinato por dia, quando antes era por mês e antes ainda, por ano. O dinheiro que antes faltava e era problema, hoje sobra e é esbanjado e continua a ser problema. Tem mais faculdade que gente letrada. Tem mais médico do que gente sã. Plantam-se mais votos do que cana. Açúcar vale menos que álcool. Gás que antes servia para a cozinha serve para o carro e a cozinha dispensa o gás para ficar com o microondas que consome energia elétrica que hoje é mais cara que o aluguel da casa ou do apartamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planta-se para colher combustível e combustível serve para fazer alimentos. Justiça para brigar ao invés de luta para fazer justiça. Ong para arrecadar, ao invés de voluntariar. A descentralização das políticas públicas, que antes era uma defesa quase unânime para o aumento da eficiência, agora, na educação, um de seus maiores defensores, ao inverso, quer a sua federalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coleta-se células-tronco do cordão umbilical para resolução de futuros problemas de saúde dos ricos, que querem cada vez viver mais, enquanto os pobres morrem sem células e sem comida. O mundo da cultura se misturou com a religião. Atores como Darlene Glória e Jece Valadão que viraram evangélicos, agora voltaram aos seus ofícios sem testemunhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez mais se trabalha em casa e diverte-se no trabalho. Compram-se mercadorias com plástico, sem intermediários e sem dinheiro, pelo computador enquanto, o pobre continua de contra-cabeça, sem nenhuma mudança. Não há como não recordar o poeta Raul Seixas que por muito menos já vociferava: pára o mundo que eu quero descer!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 15 de setembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115842222332305695?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115842222332305695/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115842222332305695' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115842222332305695'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115842222332305695'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/09/mundo-de-contra-cabea.html' title='Mundo de contra-cabeça'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115799365544001854</id><published>2006-09-11T13:52:00.000-03:00</published><updated>2006-09-11T13:54:15.456-03:00</updated><title type='text'>Verdadeiramente Probo: trabalho ou estágio em troca da bolsa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: rmoraes@cefetcampos.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;N&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ão há nada pior e mais vicioso do que você conceder algo do setor público sem exigência de troca, compensação ou contrapartida. A doação ou concessão, via de regra, vicia o recebedor, principalmente, se ele tem condições de oferecer algo em troca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me refiro aos miseráveis que passam fome, ou aos idosos que não têm, na maioria das vezes, forças físicas para o exercício e o desenvolvimento de projetos amplos. A minha referência é feita para os milhares de jovens e adultos atendidos pelo programa de bolsas de estudos nas instituições universitárias particulares do nosso município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batizado pelo sugestivo e instigante nome de Probo, o programa muitas vezes questionado pelos seus critérios de concessão, merece, além de mais transparência nestes critérios, um outro tipo de aperfeiçoamento: uma contrapartida do aluno atendido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, a exigência que o beneficiado atue em um “programa de caráter social” sob a forma de estágio na sua área de formação, numa carga horária de, por exemplo, 40 (quarenta) horas mensais, coordenadas, por um orientador específico para cada secretaria participante do programa, como a de saúde, educação, promoção social, indústria e comércio, esportes, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Note bem, não estou falando de participação burocrática e nem de atividades desenvolvidas em escritórios. A máquina pública, neste sentido, via de regra, não tem boas coisas a ensinar. Falo de atividades práticas, tipo pé-no-chão, no barro, na estrada. Algo semelhante, ao antigo Projeto Rondon, só que dentro do próprio município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados seriam, pelo menos, duplo: do aluno que assim conheceria mais profundamente a realidade do seu município e a do cidadão da periferia atendido em demandas e orientações que podem ajudar a mudar a sua condição social. De lambuja, a gestão municipal ganharia a ampliação dos seus tentáculos ao cidadão que, no fundo é a sua razão de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo semelhante está sendo proposto para os alunos atendidos pelo programa Pro-Uni do governo federal, pelo deputado federal Paulo Delgado, como emenda dentro da Reforma Universitária que atualmente está sendo discutida no Congresso Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais e melhores resultados podem ser alcançados em programa semelhante dentro do município que, na verdade, está mais perto do cidadão a quem busca atender. Sendo assim, a idéia vale para todos os municípios da região, que com recursos dos royalties têm concedido bolsas aos seus universitários.No caso de Campos, o programa municipal poderia verdadeiramente se dizer Probo, ao usar o dinheiro que é de todos a serviço de quem mais precisa. Fica mais esta sugestão.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;                                                        &lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 8 de setembro de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115799365544001854?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115799365544001854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115799365544001854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115799365544001854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115799365544001854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/09/verdadeiramente-probo-trabalho-ou.html' title='Verdadeiramente Probo: trabalho ou estágio em troca da bolsa'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115713527437536193</id><published>2006-09-01T15:10:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T15:27:54.386-03:00</updated><title type='text'>A sina do Goyta</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;T&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;riste sina a de que é vítima o nosso Goytacaz. Falo nosso, pela tradição e pelas referências necessárias de serem mantidas, em épocas conturbadas como a atual. Viveu sempre sob a pressão do Caixa D’água-1. Este acenava com apoio dizendo defender o futebol do interior, desde que o Goytacaz se mantivesse distante do seu time de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano, mais uma vez, o ex-presidente inventou uma novidade que foi a de ampliar o número de participantes do campeonato estadual, que a imprensa da capital insiste em chamar de Campeonato Carioca. Entendo o charme do nome, mas rechaço o preconceito. Todos os demais estados já assumiram seus campeonatos como sendo estaduais, com suas vantagens e desvantagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, foi aprovada a idéia da se criar uma “Seletiva” para selecionar mais quatro times que ano que vem, se somam aos doze já classificados para disputar o estadual. Tenho dúvidas se isso é bom para o futebol estadual, mas, considerando o fato de ser um campeonato curto e que a ampliação do número de clubes movimentaria mais times, significando mais preparação de atletas, mais movimentação de recursos e o fato do Goytacaz ter nova chance, pessoalmente, aceitei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas estavam indo bem até à morte do Eduardo Viana. No seu lugar, assume, um sujeito chamado Rubens não sei lá das quantas, que a exemplo do Caixa-1, diz não se importar que divulguem que a sua maior preocupação é o seu time de coração, o Bangu, que já anunciou que disputará esta mesma seletiva, com o time inteiro do Madureira. Conhecem o estilo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo ainda continuaria bem, se as decisões tomadas pelo Caixa-1 continuassem valendo. Com a morte e a assunção do Caixa-2, sem trocadilho (Caixa-2, de Caixa D’água-2) o mesmo patrocina uma ação, cujo interessado, teoricamente, teria sido o time da Universidade Estácio de Sá. Aqui mais um parêntese: a Unesa recentemente dispensou uma leva enorme de professores e coordenadores, em seus diversos “campus” com o argumento da reengenharia e do corte de despesas, ao mesmo tempo em que resolve bancar um time de futebol, fecha o parêntese.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da liminar concedida pela Justiça na ação movida pela Unesa, o Caixa D’água-2, se aproveitou para suspender o campeonato que começaria dois dias depois. Em seguida, suspendeu todas as decisões tomadas com os clubes na reunião da Federação, chamada de Arbitral – aquela que ao final, o Eduardo passou mal e faleceu - para reformular o campeonato, ao seu molde, ou melhor, ao interesse do Bangu. Sozinho, decidiu acrescentar mais dois times na seletiva, dividiu-os em grupo, acabou com a idéia do campeonato de pontos corridos, colocou times fortes para se enfrentarem no mesmo grupo, preparando desta forma, a situação que deseja para o seu Bangu, que na verdade é o Madureira, para estar entre os quatros finalistas da seletiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Triste sina esta do meu time. Sofreu com o Caixa-1 e agora com o Caixa-2. Afinal, só resta torcer. Bem diz, meu velho e dileto amigo Bagueira, que é melhor torcer para o Goyta, na já tradicional “segundona”, com seus jogos aos sábados à tarde, ganha um, perde outro, cria a expectativa de poder subir, reclama da perseguição, dos juízes, etc., do que ser massacrado na primeira divisão e assim, se vai levando a vida. Enfim, como para efetivamente ser, toda a sina e regra, precisam ter exceção, quem sabe não vai ser desta vez. Dá-lhe Goyta!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 01 de outubro de 2006.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115713527437536193?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115713527437536193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115713527437536193' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115713527437536193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115713527437536193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/09/sina-do-goyta.html' title='A sina do Goyta'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115654265168695764</id><published>2006-08-25T18:49:00.000-03:00</published><updated>2006-08-25T18:55:19.126-03:00</updated><title type='text'>O futuro de Josivan</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/0/2467/1600/DSC00034.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/0/2467/200/DSC00034.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Engenheiro e professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;osivan Rangel Peixoto tem 11 anos. Estuda no Colégio do Açu e quando não tem aula, apanha a bicicleta do pai para ir até a lagoa do Açu pegar “sassá-mutema”. Sem saber da violência que ronda as cidades, sonha quando crescer, em ser policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como não associar a história deste menino com a do policial morto semana passada, quando no exercício do seu ofício, foi alvejado por um marginal que ameaçava a mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci Josivan em mais uma visita pelo interior da nossa região que tenho feito quinzenalmente acompanhado de amigos que aceitaram minha provocação de conhecer mais profundamente nossa própria terra e nossa gente. Algumas das imagens produzidas você pode ver em diversos álbuns de fotografias expostos em meu blog: &lt;a href="http://robertomoraes.blogspot.com/"&gt;http://robertomoraes.blogspot.com/&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era final de tarde caminhávamos para a região do Açu, para onde está prevista a instalação do porto para exportação de minério de ferro. A vida tranqüila e de pouca esperança em nada foi até agora modificada pelo anúncio do investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bonito colégio do Açu, recém-reformado, sedia sonhos acalentados por crianças, jovens e adultos. Como em diversas partes do nosso litoral, sempre se encontra gente que, fugindo das pressões da cidade grande, agora reclama do marasmo da vida pacata da localidade que se mantém interiorana, mesmo estando à beira-mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz uma criança expressar com tanta decisão e empolgação o desejo de ser policial? Alguns dirão que não há novidade, neste desejo comum a tantas outras crianças em toda a parte do mundo. Pode ser que sim, mas pode ser que não, porque nunca haverá uma trajetória de vida igual à outra. Josivan com o rosto lambusado da lama presente no fundo da lagoa de onde, em meio às raízes da taboa, pega os peixes com a disposição e a coragem que imagina ver num policial que protege as pessoas do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josivan ao ser abordado e solicitado para fotos não perguntou os motivos, num misto de espanto, mas também de interesse em se mostrar decidido, pousou e conversou como adulto. Ao fazer a pergunta comum de quem julga que a lógica do estudo e da ascensão social deveria ser uma obrigação, recebi em troca, a informação insistente de que estuda, mas, deseja ser policial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este interlocutor daquele praiano decidido, não teve sensibilidade para compreender que o sonho é justo também para aqueles, que a despeito, da violência e do perigo da atividade policial, deseja ser um deles, com o orgulho de servir às pessoas de bem e à sociedade que deseja a paz e a justiça, que nem sempre, a profissão desejava por Josivan consegue viabilizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há porque duvidar de que Josivan conseguirá alcançar os seus objetivos, da mesma forma que não é concebível que deixemos de acreditar que o mundo pode ser melhor. Acreditar e trabalhar para isso é o nosso papel, mesmo que ao chegar à maturidade percebamos que a caminhada é lenta e tortuosa. Que Josivan trabalhe e alcance os seus sonhos quaisquer que sejam eles!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 25 de agosto de 2006 na Folha da Manhã&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115654265168695764?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115654265168695764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115654265168695764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115654265168695764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115654265168695764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/08/o-futuro-de-josivan.html' title='O futuro de Josivan'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115611333611267246</id><published>2006-08-20T19:33:00.000-03:00</published><updated>2006-08-20T19:35:36.126-03:00</updated><title type='text'>Mapa da Firjan – instrumento para debates &amp; ação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Engenheiro e professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Mapa do Desenvolvimento lançado na última quarta-feira, pela Firjan, no Rio de Janeiro, talvez seja até aqui, a única iniciativa que existiu, na campanha ao governo estadual que tentou tirar o processo eleitoral, da disputa entre grupos e do interesse de corporações, para um debate de maior profundidade sobre estratégias, projetos e ações que o nosso estado necessita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se fazer referência à elevação da posição que a Firjan vem tendo em relação às suas entidades congêneres em outros estados, ao propor o debate de questões mais amplas do que, o também importante, desenvolvimento industrial. Há também que se registrar, a preocupação crescente desta entidade, com as questões que dizem respeito à qualidade da administração pública, e a gestão ambiental numa perspectiva que vai além, das conhecidas, reivindicações corporativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando apenas os pontos principais do documento que possui 112 páginas, realço a visão estratégica de se enxergar o estado de uma forma integrada e não mais estanque e dividido por regiões como até então se fez. Neste aspecto, há ainda muito em que se avançar, embora já seja um passo adiante se olhar para além, da velha dicotomia entre a região metropolitana e o interior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto a ser citado é que muito mais que um diagnóstico, o documento é propositivo e prevê um período decenal, como prazo estratégico para o desenvolvimento das ações com metas quantificadas, o que ajuda e incentiva, os gestores a perseguirem estes objetivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Merece ainda destaque o estímulo ao debate das propostas apresentadas, o que subentende, a predisposição ao diálogo e a substituição da visão de dono da verdade, para a de parceiro na construção do desenvolvimento econômico e social do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta mesma linha, torço para que a ação estratégica de defesa da elaboração compartilhada e também o monitoramento, controle e avaliação dos orçamentos do estado e dos municípios sejam, efetivamente perseguidos, com o propósito de se viabilizar uma governança eficiente e transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom que os candidatos saiam do formalismo do elogio puro e simples à iniciativa e partam para o debate das propostas, dizendo de que forma pretendem implantar aquilo com o qual concordam e as mudanças que julgam necessárias à construção de um estado mais forte e igualitário junto com outras forças vivas da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conhecimento e o debate sobre os pontos levantados pelo Mapa podem ajudar a sociedade a se instrumentalizar para a cobrança e o exercício daquilo que hoje se denomina como controle social das ações governamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom que o debate sobre o Mapa seja feito em diferentes regiões de nosso estado. Desta forma, espero que as eleições, que ocorrerão em pouco mais de um mês, possam sair do ambiente pobre de idéias e debates, numa tônica similar, a que vivemos nos últimos oito anos em nosso estado.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 18 de agosto de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115611333611267246?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115611333611267246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115611333611267246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115611333611267246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115611333611267246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/08/mapa-da-firjan-instrumento-para.html' title='Mapa da Firjan – instrumento para debates &amp; ação'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115544693294755885</id><published>2006-08-13T02:27:00.000-03:00</published><updated>2006-08-13T02:28:52.960-03:00</updated><title type='text'>Anuário – boa medida &amp; registro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Engenheiro e professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;B&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;om que a prefeitura de Campos tenha lançado o Anuário com dados e indicadores do município. Ele pode ser um efetivo instrumento de administração na medida que, seja utilizado para hierarquizar prioridades, monitorar e avaliar políticas públicas nas diversas áreas, fugindo do achismo e do clientelismo, que muitas vezes são determinantes na decisão do gestor público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ainda, se a partir dele, a gestão municipal fixar objetivos e metas a serem cumpridas, numa agenda e numa visão de planejamento estratégico, para um período superior a de um mandato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tipo de publicação, os dados e os indicadores envelhecem muito rapidamente. Por isso, deve ser atualizado permanentemente, garantindo o que determina o nome da publicação, algo fácil de ser feito, depois que se domina as ferramentas de busca e de coleta dos dados. Para efeito de interpretação e avaliação das políticas públicas é fundamental a existência de séries históricas, que permitam avaliar a evolução ou involução de determinadas áreas e/ou políticas, projetos e ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante também se ter a visão de que a estatística, os números e os dados não falam por si só. O gestor não pode se prender a uma leitura puramente tecnocrática deles. É fundamental que a partir deles, se amplie a leitura dos indicadores para além daquelas feitas pelos técnicos de cada área. Só assim se poderá incorporar nesta análise dos dados, a realidade de quem vive e sofre o dia-a-dia daquilo que aprece sob a forma de números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, é interessante que o Anuário tenha sido publicado ainda antes da conclusão da reformulação do Plano Diretor do município. Espera-se com isto, que as discussões comunitárias possam incorporar, de maneira eficiente e pragmática, a interpretação dos indicadores por área temática ou por espaço geográfico entre os bairros e os distritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito ao me referir ao assunto, para fazer justiça ao professor e pesquisador Romeu e Silva Neto, que desde que a prefeitura, ainda em 2004, resolveu elaborar tal publicação, se tornou a pessoa chave que articulou com o pessoal da Fundação CIDE-RJ e outros técnicos, a formação da equipe que iniciou a elaboração do Anuário. Romeu como coordenador do curso de Engenharia de Produção do Isecensa, também levou para o projeto, a sua experiência como coordenador do Observatório Socioeconômico da Região Norte Fluminense, que desde 2000, vem publicando boletins em diversas áreas com apresentação e análises de dados de toda a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizo defendendo que, ainda mais que o prefeito, os secretários podem, ou melhor, devem, com suas equipes, aproveitar o Anuário para também ampliar o diagnóstico para além de seus números e começar a reformular e planejar suas políticas, projetos e ações já com vistas ao orçamento do próximo ano. Mãos à obra!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã de 11 de agosto de 2006.&lt;/span&gt;                            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115544693294755885?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115544693294755885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115544693294755885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115544693294755885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115544693294755885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/08/anurio-boa-medida-registro.html' title='Anuário – boa medida &amp; registro'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115492339670978161</id><published>2006-08-07T01:00:00.000-03:00</published><updated>2006-08-07T01:03:16.736-03:00</updated><title type='text'>Para que tanta ambulância?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;M&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uito se tem falado sobre a corrupção das sanguessugas. Bom que se apure todo o esquema e também os responsáveis pelo escândalo em que parlamentares, autores de emendas ao Orçamento da União, são suspeitos de terem recebido dinheiro ou extraído vantagens, pela venda superfaturada de ambulâncias a prefeituras com o dinheiro público obtido nestas emendas. Porém, ainda não vi e nem li, nenhum comentário questionando o por quê da necessidade de tantas ambulâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso país, há algum tempo se passou a confundir saúde com transporte de doentes. O esquema que começou com político se elegendo através do transporte de eleitores-doentes ou doentes-eleitores, passou para a gestão pública de forma cada vez mais intensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certa vez ouvi de uma fonte de credibilidade, a informação de que Porto Alegre mesmo sendo uma metrópole que tinha seus problemas de gestão de saúde pública razoavelmente bem administrados, possuía apenas quinze ambulâncias que davam conta da demanda local. Para se ter uma idéia da discrepância, em Campos, só a prefeitura, já chegou a ter quase cem ambulâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil entender que em municípios pequenos, a principal solução que seus prefeitos adotam na área de saúde é o de transportá-los até aos hospitais e clínicas das cidades maiores. Porém, ao inverso, torna-se incompreensível que nestas cidades, mesmo, mais adensadas populacionalmente, se possua tanta necessidade de transporte de doentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pergunto: quem nunca presenciou, nas primeiras horas da manhã, nas redondezas do nosso mercado municipal, ambulâncias de diversas localidades do nosso interior, desembarcar “falsos doentes” que serelepes saem a caminhar aceleradamente em busca do comércio? Não seria nenhum exagero dizer que, em muitos casos, estes veículos estão mais para táxis do que para ambulâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gastos extras bancados pelo “erário público” por conta desta farra, não se restringem aos gastos com combustíveis. Vai muito além. Cada ambulância tem pelo menos três motoristas. A manutenção dos carros envolve custos consideráveis com lavagem, consertos, reposição de peças e toda uma estrutura de gestão que envolve chefes, subchefes, aspones, etc. As despesas com estas estruturas são cada vez maiores e com isso, o objeto da sua original necessidade que é a saúde do cidadão, acaba ficando pelo caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governo federal tem ou tinha um programa interessante que exigia o deslocamento de profissionais da saúde para o atendimento de doentes crônicos, no próprio domicílio, com a finalidade de reduzir a superlotação das emergências. Este tipo de programa exige transporte de especialistas, mas não de ambulâncias. Não sei que fim levou, nem este e nem o famoso PSF (Programa de Saúde da Família). Ambos interessantíssimos no papel, mas que parecem sucumbir junto com o barro das periferias das nossas cidades em dia de chuva. Se estivessem funcionando razoavelmente, tenderiam também a reduzir as demandas por estas ambulâncias. Porém, parece mais que nunca estar em vigência a política que determina a criação de dificuldades para a venda de facilidades. Encerro voltando ao ponto inicial: será mesmo necessária tanta ambulância?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã de 4 de agosto de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115492339670978161?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115492339670978161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115492339670978161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115492339670978161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115492339670978161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/08/para-que-tanta-ambulncia.html' title='Para que tanta ambulância?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115431998115576476</id><published>2006-07-31T01:22:00.000-03:00</published><updated>2006-07-31T01:26:21.216-03:00</updated><title type='text'>Princípios para o Plano Diretor</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Engenheiro e professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;É&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; uma pena que tenhamos perdido um bom tempo por conta da indefinição política da cidade que hoje, reduz enormemente o tempo desejável de discussão para elaboração do novo Plano Diretor. Porém, melhor pouco, do que nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente ainda não sabe que, o motivo que levou o estatuto da Cidade, a obrigar que a sua feitura, ou, a reformulação do Plano Diretor fosse, “obrigatoriamente” participativa, não foi o desejo louvável de democracia na construção do planejamento da cidade que se deseja, mas, na possibilidade e na ânsia de que, esta participação na sua elaboração oferecesse conhecimentos e pistas que permitissem a sociedade atuar, de forma mais significativa, tanto na sua implantação, quanto, especialmente no controle dos abusos que se quer impedir sobre a cidade.&lt;br /&gt;           &lt;br /&gt;Por isso, considero que todo o esforço de dividir conhecimentos sobre o planejamento da cidade é a fórmula mágica que pode, não apenas num futuro longínquo, mas num presente próximo, ampliar a intervenção da sociedade que assim, além de participar da escolha dos seus representantes políticos, poderá passar a intervir de forma semelhante ao que se chama de democracia direta. Falamos de ideal ou de possibilidades? Tanto faz, cada um traça os ideários que desejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nesta linha, pretendo com este artigo defender alguns princípios que julgo interessante constar no conjunto de leis e normativas que o Plano deve apontar. É semelhante àquilo que os juristas chamam de cláusulas pétreas de uma Constituição. São itens que não podem ser alterados e devam ser lembrados, todas as vezes que se pretender implantar projetos e ações para verificar se eles estão de acordo com os princípios estabelecidos. Vamos a eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigos: 1) A valorização do coletivo em detrimento do individual; 2) A valorização do cidadão em detrimento do espaço e do território; 3) A valorização do público em relação ao privado e a definição deste como parceiro e não como cliente; 4) A opção pela inclusão social; 5) A opção da área de lazer e convívio sobre os espaços de locomoção; 6) A preservação do ambiente como investimento; 7) A prevalência da importância do trânsito de pessoas e depois de ciclistas sobre o de veículos; 8) O transporte coletivo sobre o individual; 9) A garantia do acesso; 10) No aspecto da divisão social, a busca permanente da redução das desigualdades acompanhada do direito à (boa e salutar) mistura sobre a apartação social cada vez mais comum nos condomínios de moradias; 11) O direito ao convívio e às relações sociais sobre os negócios e os lucros; 12) A preservação da memória e das tradições com a valorização do patrimônio e das culturas regionais em detrimento do consumo irrestrito de eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que alguns destes artigos serão considerados como ideologia. Neste caso, eu perguntaria, então para que servem estas, senão, para serem expostas em momentos como este, em que imagino, se deseje pensar num ambiente em que se quer viver, e, viver melhor? Mais do que verdades, estes princípios quer apenas, como sugere o nome, iniciar um debate de assuntos para além dos incêndios do cotidiano. Substitua ou escreva você mesmo outros artigos.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 28 de julho de 2006.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;                                           &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115431998115576476?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115431998115576476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115431998115576476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115431998115576476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115431998115576476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/07/princpios-para-o-plano-diretor.html' title='Princípios para o Plano Diretor'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115352313129729098</id><published>2006-07-21T20:04:00.000-03:00</published><updated>2006-07-21T20:05:31.310-03:00</updated><title type='text'>Sangue lá &amp; suga aqui!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Já deve ser a mania de escrever em blog. Ao invés de um trago dois nem tão distintos assuntos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mosquito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer uma ironia falar de mosquito em época de sanguessuga, mas, quando o sugado é você diretamente, não há como não coçar e, como para comer e coçar basta começar... lá vamos nós... Reclamar da falta de saneamento é politicamente correto, até porque neste caso, você começa no mosquito e vai terminar no rato, aliás, falando deles, me pareceu brincadeira de bom gosto, a história que me contaram de alguém ter dito que era hora de botar os gatos para trabalharem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente da necessidade de saneamento e voltando ao caso do mosquito, este, ao contrário do rato, tem sido mais democrático ao distribuir sua ação de Donana à Pecuária e de Guarus até à Pelinca. Eu queria entender a razão da atual manifestação. Na história mais recente do município talvez não haja precedentes. Há praticamente um mês eles infernizam nossas noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o verão, nas praias, diz-se que é a falta de vento que permitem as farras sanguessugas. Por aqui, com vento, ou sem vento, com frio, ou sem frio, na pedra e no chão batido eles estão presentes com aquele zumbido pior do que de cobrador na porta de casa. Como não sou especialista, queria entender as razões de tamanha manifestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na área mais central já disseram que as águas do Paraíba (juro que não há provocação na letra minúscula no “á” da água) que a municipalidade está empurrando no canal Campos-Macaé para a limpeza e renovação seria o fato gerador. Outros dizem se tratar, das conseqüências das cheias dos canais e da baixada havida em dezembro e janeiro passado. Um ou outro, ou, um e outro, fato é, que não é terrível ter que conviver com tão grande infestação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Líbano - solidariedade e contradições&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Há menos de um mês, no dia de um dos jogos do Brasil na Copa, passei no Kantão do Líbano para comprar uns quitutes e ir assistir ao jogo em casa. Encontrei Raimundo feliz. Questionei seu sumiço e obtive num tom alegre, a resposta de que tinha acabado de chegar da sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indaguei sobre como andavam as coisas por lá. Outro sorriso largo como resposta, seguida da informação de que depois das guerras o quadro era outro, o povo feliz, o país arrumado, bonito, florido, as pessoas trabalhando e que o progresso, finalmente tinha podido se instalar. Fiquei alegre com a sua alegria e com as condições que acabara de deixar na sua terra natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consigo pensar noutra coisa quando vejo as notícias da reativação do conflito entre Israel e o Líbano. As imagens das bombas jogadas aleatoriamente no território libanês, o desespero das famílias que depois de muito tempo, assim como Raimundo, imaginavam viver um novo tempo e para lá voltavam em passeios, reencontros ou até retorno que imaginavam definitivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solidariedade é sempre um sentimento difícil de ser transmitido nestes momentos. Porém, não há como também não ligar mais um fato a outro. Lembro agora daqueles que ganham, mesmo sem saber, com tal horror. Pois é, não tão coincidentemente, é este o caso dos royalties do petróleo que com a retomada da guerra vão engordar como nunca...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 21 de julho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115352313129729098?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115352313129729098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115352313129729098' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115352313129729098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115352313129729098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/07/sangue-l-suga-aqui.html' title='Sangue lá &amp; suga aqui!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115306973029651524</id><published>2006-07-16T14:05:00.000-03:00</published><updated>2006-07-16T14:08:50.323-03:00</updated><title type='text'>Ainda há tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;ode ser com trem, mas como vão dizer que estou ficando velho e repetitivo, informo que também pode ser feita com aqueles grandes ônibus articulados. Neste caso, não falo de integração entre cidades, mas, de transporte dentro da própria cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando do entrevero desta nova ponte sobre o rio Paraíba do Sul em que, um grupo do qual fui participante ativo, se posicionou contra o local e a época para esta construção, ao pressentir que a força política tinha suplantado pelo seu poder, os argumentos não só técnicos, mas também jurídicos e já caminhava para viabilizar sua construção, que agora se aproxima do final, fiz de público, no CMMAU (Conselho Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo) uma proposta que dependeria de um acordo entre os poderes estadual e municipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo aplaudida naquela plenária e depois repercutida por técnicos sérios, acabou abandonada. Pois agora, a relembro a idéia e volto a apresentá-la: por quê não aproveitar uma calha de uma das pistas e executar um projeto de veículos para transporte de passageiros do final da avenida Tancredo Neves, lá nas proximidades da lagoa do Vigário até o mercado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais: por quê nestes dois pontos, não se constroem simples e eficientes estações que possam fazer a integração com os ônibus que hoje já circulam nestes pontos e que podem perfeitamente, tanto na margem esquerda quanto na direita do rio proporcionar uma significativa integração com bairros entre áreas ainda mais distantes e extremas da cidade como a baixada de um lado e a Codin, Eldorado e o Aeroporto de outro? A estação do mercado poderia perfeitamente ser feita na frente, ou mesmo, no terreno lateral ao apart-hotel do jardim de Alá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perceba que esta calha se situaria naquele que pode ser considerado o maior eixo de fluxo de habitantes do município. Estudos anteriores já apontaram saídas deste tipo. Ainda há tempo para planejar esta implantação, tão importante quanto, os estacionamentos agora previstos para a parte inferior do viaduto. (aproveito para pedir que não se esqueça dos jardins – chega de concreto!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Executar este projeto é pensar no cidadão que não dispõe de carro de passeio para transporte, assim como no estímulo ao transporte coletivo em detrimento do veículo individual que já atazana o trânsito numa cidade, cujo número de veículos licenciados já passa dos cem mil e cresce a uma proporção de pelo menos 5% ao ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, defendo que este transporte seja gratuito para o cidadão e bancado pelo poder público que na verdade ajudaria as empresas de transporte fazendo apenas a integração e evitando o trânsito de veículos leves na área central da cidade, que, aliás, sempre foi, a maior preocupação para os questionamentos sobre a localização da ponte. Melhor essa gratuidade que subsídios a empresas privadas. Lembro mais uma vez que esta interligação se daria entre duas das mais adensadas áreas da cidade. Ainda há tempo: calha para o transporte coletivo integrando os dois lados do Paraíba!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 14 de julho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115306973029651524?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115306973029651524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115306973029651524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115306973029651524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115306973029651524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/07/ainda-h-tempo.html' title='Ainda há tempo'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115264057038672055</id><published>2006-07-11T14:40:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T14:56:10.406-03:00</updated><title type='text'>Zidane, o humano!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;esde ontem aquela cena do Zidane trouxe-me um sentimento diferente. Não sabia identificar do que se tratava. Ouvi diversos comentários sobre o fato, mas todos davam sempre uma versão, mais ou menos, parecida que no fim se traduzia na pergunta: como pode? Ou, o que faz um jogador brilhante no seu último jogo, nos últimos minutos da sua última Copa do Mundo fazer o que fez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperei para ler os jornais de hoje, mas eles, mais ou menos, trouxeram as mesmas coisas: a condenação e a perplexidade. Pois então, minhas evidências se clarearam tal qual, a visão do horizonte num dia de sol após uma noite chuvosa: minha admiração por Zidane aumentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, eu não estou aprovando sua agressão. Porém, vejo que com o seu ato impensado, Zidane prestou uma enorme colaboração ao futebol que andou nos caminhos da mediocridade neste campeonato com algumas raras exceções que inclui, de forma especial, a sua magnífica partida contra a nossa seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: a colaboração de Zidane foi a de lembrar que as celebridades são humanas e como tal, capazes de gestos e performances sensacionais e ao mesmo tempo, como o mais mortal dos humanos, medíocres e lamentáveis como sua cabeçada sobre o zagueiro italiano. Não me interessa saber o real motivo que tanto se especula sobre o seu gesto frio e aparentemente inconseqüente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a sua atitude condenável pela violência gratuita, Zidane trouxe acompanhada do desespero com que tentou convencer o árbitro da sua inocência, a colaboração que obriga todo o planeta a lembrar que o futebol, por mais que tenha sido engolido pela mídia e pelo marketing, trata-se simplesmente, de uma competição entre humanos que trazem consigo virtudes e defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais cruel ainda é saber que o ex-craque receberá para o resto de sua vida, como pagamento desta sua inestimável colaboração, a lembrança deste seu último ato, como a marca de sua personalidade, o que para um ex-atleta é algo mais importante do que a recordação das suas heróicas jogadas de mestre do futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sociedade midiática que vivemos, os símbolos e as imagens valem mais do que as intenções e as interpretações teóricas ou até metafísicas e desta forma, sua penitência será ainda mais expressiva e amarga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de tal aprendizado, não posso deixar de considerar como mesquinho, o sentimento dos irmãos brasileiros que, por acaso, ainda se deliciam com o fato pelo pueril sentimento da vingança trivial e burra como resposta à inigualável atuação do craque sobre nossa seleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome do futebol e da sociedade, ao inverso, dos milhões, que desde ontem o crucificam, eu digo: obrigado Zidane por lembrar que o futebol, assim como a vida é jogada por humanos e não por celebridades!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã 11 de julho de 2006.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115264057038672055?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115264057038672055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115264057038672055' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115264057038672055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115264057038672055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/07/zidane-o-humano.html' title='Zidane, o humano!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115231040082489376</id><published>2006-07-07T19:07:00.001-03:00</published><updated>2006-07-07T19:13:20.840-03:00</updated><title type='text'>Buscando oportunidades</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;H&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;oje vou comprar uma briga com meus companheiros da academia. A meu ver não se trata de exclusão. Continuo um ardoroso defensor da visão de desenvolvimento baseado nas potencialidades e na cultura local com uma estratégia que priorize a pequena e a média empresa em detrimento dos grandes investimentos em indústrias que cada vez mais automatizadas acabam por ter, relativamente, uma desproporcional demanda por mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos os motivos, especialmente pela farta receita dos finitos royalties do petróleo, temos muito a fazer com o uso mais eficiente e racional deste dinheiro. O apoio aos pequenos produtores na agricultura, o apoio a criação de cooperativas e formação de consórcios de pequenas empresas de produção e prestação de serviços com os recursos do Fundecam, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, não vejo nenhum empecilho que o poder público municipal, a exemplo de outros municípios, em complemento às ações anteriores, trace uma estratégia que, além de estimular e dar apoio ao “Desenvolvimento Local” também busque identificar oportunidades que possam aliar interesse e experiência locais com “nichos” surgidos no cenário de globalização em que vivemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Neste sentido, lamentei que por razões diversas, nossa região tenha perdido a chance sediar aqui o Complexo Petroquímico que agora vai ser construído em Itaboraí. Como também não se pode ficar chorando sobre o leite derramado e nem ficar esperando as chances caírem do céu vejo que está passando da hora de termos um rol de projetos que poderiam ser desenvolvidos junto com o governo federal até como forma de exigir compensações pela perda da refinaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Nesta linha, até mais como provocação que como certeza da sua viabilidade e das suas reais chances, identifico que uma nova bola pode estar pulando diante de nós pedindo que alguém chute.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Refiro-me a escolha que o Brasil fez do padrão de TV Digital. A opção pelo padrão japonês que absorverá inovações nacionais, ensejará a implantação no país da primeira fábrica de semicondutores. Vislumbro com ela reais chances de termos a sede desta iniciativa. Temos mão-de-obra qualificada, base para aumentar esta qualificação, localização estratégica próxima aos maiores centros consumidores e recursos para ajudar na infra-estrutura para este empreendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Ele tem inúmeras vantagens em relação à refinaria: polui imensamente menos e é um empreendimento com grande capacidade de arrasto dentro da cadeia produtiva da eletro-eletônica e telecomunicações que tem uma perspectiva e uma pujança incomensurável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se fosse prefeito apresentava nossas credenciais inscrevendo nosso interesse e arregimentando uma equipe técnica conhecedora do assunto para aprofundar estes estudos e aproveitava também para, finalmente constituir a secretaria municipal de Ciência e Tecnologia. Tudo isso pode ser feito sem deixar de lado o apoio às iniciativas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devemos nos esquecer que mesmo que os royalties sejam bem utilizados, e estamos distante deste desejo, mesmo com os financiamentos do Fundecam, não há hoje no horizonte nenhuma possibilidade de, no futuro, se garantir que o município tenha proporcionalmente, pelo menos, metade da receita que hoje possuímos. Posso estar errado, mas lanço o debate!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 7 de julho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115231040082489376?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115231040082489376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115231040082489376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115231040082489376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115231040082489376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/07/buscando-oportunidades_07.html' title='Buscando oportunidades'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115186264550831538</id><published>2006-07-02T14:47:00.000-03:00</published><updated>2006-07-02T14:50:45.520-03:00</updated><title type='text'>Bola na área da Saúde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;E&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;m época de Copa do Mundo as metáforas futebolísticas podem, mais do que nunca, nos ajudar a explicar algo que pretendemos que seja melhor compreendido. Neste sentido, quero dizer que o Dr. José Manuel Moreira, presidente da Fundação Dr. João Barcellos Martins que controla o Hospital Ferreira Machado, em entrevista esta semana numa rádio em nossa cidade botou a bola no chão ao analisar a situação da saúde no município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras coisas disse com propriedade que a área de saúde em Campos tem muito dinheiro a sua disposição e não é possível que as pessoas precisem ficar fazendo pedidos e favores para ter direito a exames e a um melhor atendimento na área da saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“São cem postos de saúde, sessenta postos de saúde da família e no final...?” O conceituado médico reclamou também de forma veemente dos hospitais conveniados que recebem um bom dinheiro da prefeitura e nem sempre colocam seus leitos a postos para desafogar a intensa demanda que chega no Hospital Ferreira Machado, especialmente nos feriados e fins de semana. Neste caso, disse ele: “quando o hospital municipal tem um acúmulo de pacientes acaba não tendo onde se socorrer para o envio de pacientes para estes hospitais conveniados, porque muitas vezes, eles não mantêm médicos e nem enfermeiros plantonistas para pronto atendimento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dr. José Manuel também explicou algumas dificuldades como a de se encontrar médicos, especialmente pediatras, para o trabalho de plantão nos finais de semana. Disse que a prefeitura paga em torno de R$ 2,7 mil por um plantão de 24 horas no sábado e mesmo colocando anúncio até em jornal do Rio de Janeiro não conseguiu resolver este problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falei que o Dr. José Manuel botou a bola no chão, mas quero corrigir. Na verdade, o que ele fez foi jogar a bola na área com este diagnóstico que me pareceu preciso, corajoso e acima de tudo sincero e ético como o julgamento que fez a Hipócrates junto com seus colegas de profissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém tem que dominar e chutar esta bola. Como participante do jogo, na condição de munícipe assino embaixo lembrando que o orçamento da saúde previsto para este ano é de pelo menos R$ 252 milhões que equivalem a cinco vezes todo o orçamento do vizinho município de São Francisco do Itabapoana. Repito todo, o que paga salários, o custeio e o investimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, há apenas três anos atrás, o orçamento da saúde no município de Campos era de R$ 58 milhões, portanto, a mim me parece que o crescimento de quase cinco vezes no orçamento da área, não teve a sua correspondência, na mesma proporção (lembro que de cinco vezes) na melhoria da qualidade do atendimento em saúde que atinja o cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece evidente a existência de um problema de gestão. Estou errado? Pergunte ao munícipe que alguns chamam, neste caso de usuário do sistema SUS. Se numa pesquisa sobre o assunto, o cidadão disser que sim eu vou para a arquibancada bater palmas. Se a resposta for não, convoco desde já, você a também chutar a bola que reivindica a melhoria da qualidade do atendimento em saúde em Campos. Chega de bolas nas costas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 30 de junho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115186264550831538?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115186264550831538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115186264550831538' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115186264550831538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115186264550831538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/07/bola-na-rea-da-sade.html' title='Bola na área da Saúde'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-514304566392355904</id><published>2006-06-25T11:10:00.001-03:00</published><updated>2012-02-01T11:12:52.274-02:00</updated><title type='text'>Será fácil culpar mais um Severino</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;m nome conhecido na construção civil, um setor já distinguido pelos altos índices de acidentes. Noite de quinta para sexta-feira, por volta de uma e meia, muito vento e muita chuva, no final da nossa conhecida rua Sete, agora, avenida Alberto Lamego. Uma obra de construção como qualquer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino Costa, 40 anos, um operador de gruas e guindastes percebendo as condições adversas teria se recusado a subir para operar a máquina. Já estava acostumado ao trabalho noturno na obra, porém, mesmo com o pouco de treinamento que teve, sabia que não era recomendável a operação naquelas circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino como a maioria dos seus companheiros, não estudou o suficiente para fazer contas que pudesse justificar aos seus superiores, a suspensão do trabalho, por considerar que os fortes ventos equivaleriam a um tanto significativo de peso que diminuiria o valor máximo permitido a ser içado e transportado pelo equipamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino não sabe, mas, a baixa escolaridade é um dos fatores que se atribui para que o setor seja o campeão em acidentes do trabalho no país. Apesar disso, Severino sempre soube que os riscos do setor são ampliados pelo fato de ser um trabalho executado, em ambiente externo sujeito a sol, chuvas, ventos e trovoadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino não sabia, mas, percebia que o fato das obras terem hoje, um rodízio de empresas terceirizadas que chegam e saem das obras, conforme concluem seus trabalhos, torna muitas vezes, o trabalho ainda mais arriscado, pela falta de conhecimento e comunicação entre as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino, no meio da segunda hora da madrugada de sexta-feira, também sentiu a pressão que o prazo de conclusão de uma obra pública exerce, até sobre o bom senso das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Severino, em meio a tudo isso, subiu ao alto da cabine do equipamento a mais de 20 metros de altura com medos e pressentimentos. Lembrou da mulher e dos filhos que deixou no Rio de Janeiro. O tremor que teve, Severino atribuiu ao frio. Começou a operar a grua até sentir o tremor na cabine e daí por diante Severino: “flutuou no ar como se fosse um príncipe e se acabou no chão feito um pacote bêbado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O engenheiro da obra disse aos jornais: “Vamos avaliar todas as hipóteses. Não descartamos também a última possibilidade, de ter ocorrido uma falha de Severino”. Severino sabia que ajudava a construir um espaço que chamam de Centro de Convenções, onde festas e manifestações artísticas acontecerão ao longo de décadas. Severino só não esperava encerrar ali, a arte do seu ofício e a festa que até então era a sua vida. Diante dos fatos e circunstâncias, mais uma vez, será fácil culpar um Severino. Como Chico Buarque, na música Construção, também lhe digo: “Deus lhe pague!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                      Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;              Engenheiro de Segurança do Trabalho&lt;br /&gt;                 e-mail: moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Artigo publicado na Folha da Manhã do dia 25 de outubro de 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-514304566392355904?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/514304566392355904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=514304566392355904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/514304566392355904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/514304566392355904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/06/sera-facil-culpar-mais-um-severino.html' title='Será fácil culpar mais um Severino'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115120343189706795</id><published>2006-06-24T23:39:00.001-03:00</published><updated>2009-03-04T15:24:11.841-03:00</updated><title type='text'>Finalmente, uma proposta interessante!</title><content type='html'>&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Professor do Cefet Campos&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;e-mail: rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Através da jornalista Júlia Assis da &lt;i&gt;Folha da Manhã&lt;/i&gt; tomei conhecimento que o Ministério dos Transportes estava procedendo a estudos sobre a viabilidade da retomada do transporte ferroviário de passageiros entre Campos e Macaé e possivelmente o Rio de Janeiro. Minha reação foi um misto de descrédito e empolgação. Pensei alto: finalmente uma proposta inovadora!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Ainda estimulado imaginei que esta poderia ser uma forma da nossa região começar a apresentar um conjunto de empreendimentos como compensação pela perda do Complexo Petroquímico para Itaboraí. Neste sentido, a localização de Itaboraí entre Campos, Macaé e o Rio de Janeiro ajuda na decisão da dotação de uma infra-estrutura mais significativa de transporte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Coincidentemente, em 2006, completa-se 150 anos da construção da primeira ferrovia no país. O empreendedor, mesmo na época do império, foi um particular, Irineu Evangelista, o depois condecorado, Barão de Mauá. A estrada era a que ligava o Rio de Janeiro a Petrópolis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Infelizmente um planejador equivocado e/ou mal intencionado desacreditou este tipo de transporte em nosso país. O equívoco não tinha lastro em experiências de outras regiões do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;No Reino Unido, a também sesquicentenária ferrovia que liga Londres a Glasgow está sendo reformada com instalação de novos trilhos, substituição dos dormentes, sinalização, etc. Para se ter uma noção da importância econômica que representa esta ferrovia, saiba que toda a sua reforma está sendo feita sem que haja interrupção para além da meia noite da sexta-feira até as dezoito horas do domingo. Nos 2.672 quilômetros circulam 2,5 milhões de passageiros por mês que utilizam modernos trens italianos que circulam a uma velocidade de até 200 quilômetros por hora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Sonhar com algo semelhante entre a principal zona de produção de petróleo da América Latina e a principal receptora do turismo internacional brasileiro, o Rio de Janeiro, não pode ser ficção. Imagine se um ramal possibilitasse um pouso em Cabo Frio e Búzios. A caminho dos Campos dos índios Goytacazes, uma parada na base petrolífera de Macaé poderia oferecer um pouso histórico nas paragens que já hospedou D. Pedro II em Quissamã. A retomada do caminho só poderia se dar após a visita ao pantanal fluminense que se hospeda no parque Jurubatiba. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Em nossos Campos, o roteiro do Imbé e suas serras junto ao parque do Desengano e das cachoeiras de São Fidélis seriam também fortes atrativos. Nos planejamentos turísticos já se sabe, também há algum tempo, que o turismo torna-se viável e uma real alternativa econômica, quando se trabalha regionalmente com roteiros e não com pontos isolados. Melhor ainda se estes roteiros puderem ser com temas complementares como turismo de mar, de negócios, de lazer, aventura, rural e ecológico como os descritos acima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;É preciso que se inove. É necessário pensar grande, para só depois realizar o possível com parcerias entre municípios vizinhos, estado e a união. Um bom começo poderia ser esta retomada do transporte de passageiros por ligação ferroviária entre Campos e Macaé. Ela poderia aliviar parte do fluxo diário de quatro mil passageiros que hoje é obrigado a enfrentar a assassina BR-101. É repetitivo, mas importante relembrar: necessita-se de planejamento!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(0,0,153);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 23 de junho de 20&lt;/span&gt;06&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:+0;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115120343189706795?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115120343189706795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115120343189706795' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115120343189706795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115120343189706795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/06/finalmente-uma-proposta-interessante.html' title='Finalmente, uma proposta interessante!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-115050723078322568</id><published>2006-06-16T22:17:00.000-03:00</published><updated>2006-06-16T22:20:30.796-03:00</updated><title type='text'>Preconceito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;            Muito se fala em preconceito contra o racismo e as opções sexuais, porém ele é mais amplo e atinge outras manifestações. Não sou sociólogo, antropólogo ou cientista social, mas me arriscarei a falar sobre esta doença antiga que vez por outra se mostra mais evidente. Considero que é na política que ela tem sua nuance mais perigosa. Sob o argumento de tratar-se de uma simples crítica ela invade os jornais, as entrevistas, ou mesmo os bate-papos das praças ou botequins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A etimologia da palavra é simples e clara. Trata-se da emissão antecipada de opiniões e conceitos sem necessidades de análises mais aprofundadas. Algumas vezes são simplórias outras vezes mais rebuscadas como se antes das opiniões o seu portador tivesse ponderado diversos ângulos de uma mesma questão objeto de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Como podemos desconfiar que ele se evidencia? Quando na formulação ou apresentação dos argumentos a retórica volta sempre ao mesmo ponto. Tenho visto isto freqüentemente em alguns analistas, colunistas e políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;César Maia talvez seja hoje um dos ícones deste modelo. Nos seus textos hoje divulgados por e-mail e não mais em seu blog, Maia, mais do que tentar formar opinião a favor dos seus interesses eleitorais, o que não é nenhum problema, ele reforça na sua luta “anti-Lula” o pré-conceito do ex-esquerdista que tenta ocupar um lugar na política brasileira há algum tempo vago como político moderno e direitista assumido. Parece que por osmose tem passado essa forma de ser a outros políticos (as) que gravitam na sua órbita. Assim, a ex-juíza Denise Frossard tem sido enquadrada por conta das suas falas tanto sobre os deficientes quanto, agora, para os favelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preconceito é uma doença da qual nenhum de nós está imune, nem mesmo este articulista que se arrisca em falar de tal assunto tendo muito provavelmente os seus não escondidos. Percebo isso de forma intensa em diversas ocasiões, como por exemplo, na minha rejeição, até ojeriza aos funks entre outros. Os extremos da sua presença evidenciam-se como intolerância que teve como mal maior o vivenciado pela humanidade no período do nazi-fascismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Freud ensinou que falar ou verbalizar um problema é uma das formas de se encontrar as suas soluções, ou pelo menos reduzir estes sentimentos. Bom que cada um faça periodicamente um pouco deste exercício. O sujeito que vai se tornando mais fechado e mais pré-conceituoso a todas as idiossincrasias envelhece mais cedo, torna-se mais ácido, mais isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, sob o lado individual, os preconceitos podem não ter conseqüências mais sérias além das rabugices atribuídas entre amigos e adversários. O perigo maior é quando ela passa a ser doença crônica de uma sociedade. Neste caso, os antídotos, antes de ser um remédio para curar uma doença deveria atuar como uma vacina para proteger as coletividades. Aliás, este é o despretensioso desejo deste artigo: o de propor uma dose para cada um de nós e tin-tim!&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã de 16 de junho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-115050723078322568?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/115050723078322568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=115050723078322568' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115050723078322568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/115050723078322568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/06/preconceito.html' title='Preconceito'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114998937443544660</id><published>2006-06-10T22:26:00.000-03:00</published><updated>2006-06-10T22:29:34.453-03:00</updated><title type='text'>Favelas – II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;epois das afirmações preconceituosas da deputada Frossard sobre o ambiente das favelas, que ela mais uma vez tentará justificar como um mal entendido, tal qual o asco que sente pelos deficientes, vejo que ainda há muitas abordagens a se fazer sobre o tema. Antes, como forma de repudiar as palavras da juíza, quero relembrar a frase, de autoria desconhecida que citei no artigo da semana passada: “a favela é o resultado criativo de uma parte da população que precisa morar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engana-se quem pensa que a solução exclusiva para a questão da favela é a remoção. Aliás, não é um engano, é um erro pensar assim. Em alguns casos, até pode caber a retirada, como foram os casos da Chatuba na beira-valão e dos barracos na Aldeia à margem do rio Paraíba do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos estudos e pesquisas que se aprofundaram na busca de soluções criativas para dar mais dignidade a quem hoje mora nestes ambientes concluem que não há regra e nem mágica para eles. Cada caso é um caso. A manutenção das pessoas junto ao ambiente e território onde vivem é uma forma de manter a memória e a identidade destes moradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transformação de favelas em bairros encontrou soluções interessantes em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Às vezes é melhor reconhecer os esforços públicos que levaram algumas melhorias a estes ambientes, ampliando-os, do que jogando tudo abaixo. É também interessante reconhecer os esforços individuais e familiares dos moradores, do filho que emenda a casa do pai erguida sobre a laje da casa dos avós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os estudos também indicam que para cada real investido pelo poder público na melhoria urbana e na instalação de outros equipamentos públicos como creches, escolas, postos de saúde, quadras de esporte, etc., os moradores investem em pequenas melhorias, nas suas habitações, quantia quase equivalente ao gasto público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessantes nestes casos é o envolvimento das comunidades não só na escolha e decisão do projeto ideal, mas na sua participação, na construção, nos serviços ou mesmo na montagem de mutirões. Esta participação aumenta a auto-estima e o zelo com as obras realizadas gerando no futuro a redução nos gastos com manutenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das favelas, nosso município tem demandas por melhorias nos domicílios da população que não mora nestes agrupamentos, mas habitam áreas ou terrenos invadidos ou próprios em bairros periféricos e precisam do apoio público para sua melhoria. O IBGE identificou no censo de 2000 um total de 2.600 domicílios sem banheiro no município. Desnecessário dizer que os investimentos feitos nesta área representam economia direta na área de saúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, quero fechar este assunto voltando à questão do estigma e do rótulo que se dá aos moradores destas áreas. É preciso romper o preconceito contra o povo pobre que lá mora. A favela às vezes cheira mal porque o esgoto está a céu aberto e o lixeiro não tem estes endereços como rotas. Porém, ao contrário de outros espaços urbanos, por lá é mais fácil se encontrar amizade, solidariedade e calor humano. Estes sentimentos fazem uma favelada repartir o bolo com a vizinha que toma conta do seu filho, enquanto esta realiza a faxina que complementará a sua renda.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;&lt;br /&gt;Publicado na Folha da Manhã em 9 de junho de 2006.&lt;/span&gt;                            &lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114998937443544660?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114998937443544660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114998937443544660' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114998937443544660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114998937443544660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/06/favelas-ii.html' title='Favelas – II'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114935519669867911</id><published>2006-06-03T14:18:00.000-03:00</published><updated>2006-06-03T14:19:56.710-03:00</updated><title type='text'>Favelas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail:moraes@fmanha.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; origem do termo advém de pequenas árvores cuja origem é a caatinga nordestina. Por lá um morro em Canudos de Antônio Conselheiro, na Bahia, ganhou o nome desta vegetação. Parte dos combatentes que sobreviveram ao massacre promovido pelo Exército na guerra de Canudos veio parar no Rio de Janeiro num morro atrás da Central do Brasil. No local, a vegetação semelhante a da caatinga em meio aos barracos erguidos no alto do morro, não demoraram muito a emprestar o nome que passou a ser referido como Morro da Favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí em diante, todo o agrupamento de construções simples e toscas na antiga capital da República, o Rio de Janeiro, passaram a ter este nome. A conseqüência final foi a transformação do substantivo próprio, em substantivo simples que identificava um determinado número de habitações populares, de construção adaptada, caracterizado por terrenos ou área invadidas, quase sempre sem saneamento e diversas outras necessidades chamadas de básicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo que passou a ser considerado depreciativo e muitas vezes trocado pelo pleonasmo de comunidades de baixa renda ou simplesmente comunidades, ainda hoje é rejeitado. Nos dias atuais, mesmo com o aprofundamento dos estudos sociológicos e antropológicos é comum ver referência a elas como sendo um problema, um entrave ao desenvolvimento das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O problema é a falta de moradia e de condições dignas para nossos irmãos de menor renda e não a favela em si. Alguém já disse que “a favela é o resultado criativo de uma parte da população que precisa morar”.Os moradores de lá são personagens da vida pública, com direito e deveres e não podem ser vistos como objetos que atrapalham a vida de uma cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estigma de lugares violentos e de domínio do tráfico não ajuda a explicar que a ausência do estado e de políticas públicas deixou vago o espaço para estas ocupações que pressionam ainda mais a vida cotidiana do cidadão, que lá vive repleto de necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras favelas de Campos nasceram próximas a dois recursos naturais: o rio e a uma lagoa. Ganharam o nome das suas referências: Matadouro e Lagoa do Vigário. Em 1980 eram treze. Em 2000 trinta e duas. Hoje, vinte nove com quase 15 mil moradores em 4.500 domicílios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O êxodo rural com a expulsão das famílias das fazendas acelerou o processo de busca pela cidade e pela área urbana. Não há como negar que a cidade exerce um fascínio sobre as pessoas. A ilusão do aumento de oportunidades para estudo, trabalho e lazer estimula esta migração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora se deva levar habitação e oportunidades para o campo não há como deter completamente este movimento. As pessoas têm direito constitucional de escolherem para onde ir. Toda e qualquer solução para esta questão precisa levar em conta este princípio. Favela não é uma questão só de infra-estrutura. Favela é uma questão de gente, de ser humano. Portanto, as melhores soluções para ela, devem ser tomadas e decidas com elas e não por elas, como tecnocraticamente alguns imaginam. Volto ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 2 de junho de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114935519669867911?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114935519669867911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114935519669867911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114935519669867911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114935519669867911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/06/favelas.html' title='Favelas'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114892959607763999</id><published>2006-05-29T16:04:00.000-03:00</published><updated>2006-05-29T16:06:36.090-03:00</updated><title type='text'>A crença na democracia</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes@fmanha.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma coincidência. Num mesmo dia, o hábil jornalista Alexandre Bastos me liga para saber minha opinião sobre a política nacional ao se completar um ano da crise do “mensalão”. Menos de duas horas depois, a amiga Lígia me indagava sobre a situação política no país dizendo-se desorientada depois de tantas denúncias e problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia combinação. Falei para o Alexandre que ele sempre me fazia perguntas difíceis, da mesma forma que falei para Lígia que isso demandava conversa mais longa, porém, a ambos argumentei que a política é muito mais complexa do que imaginávamos até algum tempo atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me esqueci de uma frase, atribuída ao ex-presidente José Sarney, que ao ser entrevistado disse que na sua terra a política era simples, ou, se está a favor, ou, se está contra. Não sei exatamente porque me lembro disso toda vez que ouço falar na velha rixa e no alto grau de disputa na política de São João da Barra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem começou como eu a pensar e viver a política, a partir dos movimentos de esquerda que faziam oposição ao regime militar, acabou por incorporar ao seu cotidiano, certezas tão frágeis quanto o vaso de cerâmica alocado na janela do gestor de plantão. Os aprofundamentos destas certezas coincidiram com o desabrochar das dúvidas que hoje começam a dar sustentação à maior convicção que todo este processo gerou: a de que a democracia é o bem maior a ser preservado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho hoje uma clareza, tal qual o vício das clarividências do passado, que me aponta para o equívoco de se crer que os aliados são puros, éticos e competentes, na mesma proporção das impurezas, das desonestidades e das incompetências dos nossos adversários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A análise mais acurada do presente não pode me impedir de enxergar as falsas virgens que tentam se gabar em meio à farra de um prostíbulo repleto de maracutaias. A sociedade, mesmo que parcimoniosa e quase silenciosa, está mais exigente. A ausência de uma campanha mais deslavada nas ruas a pouco mais de quatro meses da eleição, talvez seja esta pequena demonstração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, julgo também que a classe média tem que sair do casulo em que se meteu como forma de se reafirmar pura e se apresentar ao mundo sustentando a tese de que, fora da política e da democracia não há salvação. Alguns ainda crêem que a corrupção possa ser evitada com um governo que não dependa do acordo no legislativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou convencido do inverso, só o contraditório, a fiscalização, o debate, enfim, a democracia poderá de forma efetiva controlar e melhorar nossos governos. Não falo de purificação porque venho aprendendo com a análise cotidiana que o desejo de aperfeiçoamento pode ser tão revolucionário quanto o tiro das falsas e hipócritas certezas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 26 de maio de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114892959607763999?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114892959607763999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114892959607763999' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114892959607763999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114892959607763999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/05/crena-na-democracia.html' title='A crença na democracia'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114749105517974901</id><published>2006-05-13T00:28:00.000-03:00</published><updated>2006-05-13T00:30:55.196-03:00</updated><title type='text'>Assim é a política!</title><content type='html'>&lt;b style="font-family: arial;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 11pt; font-family: arial;"&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a style="font-family: arial;" href="mailto:moraes@fmanha.com.br"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;Assim é a política: horizontes de sonhos para o qual se caminha ao peso de bolas de ferro presas ao tornozelo. Não há rotas lineares; são todas labirínticas, acidentadas. Em cada curva, uma surpresa, obrigando o viajante a mudar o ritmo e refazer o mapa. Nas costas, a sacola atulhada de vaidades instransponíveis, maledicências, frituras e bajulações desmedidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim é a política: enfatiza o interesse público no discurso, mas o orador tende a pensar primeiro em seu alpinismo rumo ao cume do poder. Como a escalada é longa, difícil e perigosa, aprende a fazer concessões, abrir mão de princípios, enveredar por atalhos suspeitos, reinterpretar suas antigas convicções, desde que não retroceda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim é a política: dança em que cada bailarino escuta um ritmo diferente; orquestra em que cada instrumento toca uma música distinta; coro em que cada cantor entoa segundo sua própria conveniência. A política é o resultado da sociedade que a produz e, em seu espelho, reflete todas as contradições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim é a política: entre tanto esterco, um diamante lapidado, um administrador eticamente ousado, um parlamentar disposto a perder o mandato, mas não a moral. Mas nela há também lugar para o jogo de cena, a mentira deslavada, as lágrimas de crocodilo. A política é uma senhora sisuda que se julga bela e sedutora, acima de qualquer juízo. Irrita-se quando a criticam. Odeia cobranças. Mas mendiga, em cada esquina, reconhecimento e elogios. Alimenta-se da mesma ração de Narciso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim é a política: igreja em que todos se julgam com vocação para papa; seita em que todos se acham profetas; púlpito em que todos proferem vaticínios. Mas onde as palavras tardam em se transformar em atos e as idéias e projetos, em realizações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Assim é política: contraria as leis da física, nela dois corpos ocupam o mesmo espaço e o quente é frio e o frio é quente. E também de geometria, pois duas paralelas se encontram bem antes do infinito. O que atrai hoje, amanhã repele; o que agora próxima, depois distancia. E toda vez que o sol sobe, todas as estrelas vão atrás. Insaciadas com o brilho próprio procuram, com a Lua, também refletir o dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Os parágrafos acima são de Frei Beto. Retirei-os do penúltimo capítulo do seu mais recente livro: A mosca azul. Intitulei o artigo com o chavão que dá arma ao texto: Assim é a política! Ele é para mim um verdadeiro libelo sobre a política e os políticos. Admiro a sua crença e a sua opção pelos pobres e quase na mesma medida, desdenho a sua ingenuidade para com o chamado movimento popular e as entidades da sociedade civil. Tudo isso, porém, não invalida, muito pelo contrário, reforça minha admiração pelas suas análises e reflexões a respeito do papel da política como o único instrumento de transformação da realidade social em qualquer parte do planeta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;Publicado na Folha da Manhã de 12 de maio de 2006.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114749105517974901?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114749105517974901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114749105517974901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114749105517974901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114749105517974901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/05/assim-poltica.html' title='Assim é a política!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114693628773212987</id><published>2006-05-06T14:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-06T14:34:48.070-03:00</updated><title type='text'>Fome de poder</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;Q&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;uando o assunto é recorrente não adianta fugir dele. Ele está no cafezinho, no barbeiro, no ônibus, na sala de aula, etc. Talvez este fosse o intuito do grevista. Porém, ele sabe mais do que muito de nós, que uma coisa é ser bem e outra mal falado. É papo furado o slogan que diz: falem mal, mas falem de mim. Garotinho perde com esta iniciativa muito mais que os quilos excedentes de seu corpo. Com ela vai pelos ares mais do que uma sonhada nova candidatura a presidente, mas a possibilidade de ser visto como alguém equilibrado para enfrentar os graves problemas do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A greve de fome é o tipo da decisão de último recurso e mais comum de ser utilizada por prisioneiros, sindicalistas ou líderes de movimento social e ainda assim, precisa estar muito bem situado na opinião pública e com credibilidade para que possa criar comoção que leve seus adversários ao atendimento das reivindicações. Até um pequeno menino sabe que a decisão de fazer uma greve de fome, só deixa como brecha para se sair bem dela, o atendimento aos pleitos. O cenário não aponta perspectivas para este caminho. Vislumbrar algo nesta linha beira a um perigo maior do que a demagogia, a do messianismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma análise simplória que tentasse identificar os motivos e as estratégias de tal atitude vai levar à conclusão de que o ex-governador ao tomar tal medida, estava diante de uma grave situação com o avanço de novos fatos e questionamentos de desvio de verbas e caixa dois. Com a greve o que o ex-governador mirou não foi só o velho truque de se fazer de vítima, mas também a tentativa de mudar o rumo das matérias jornalísticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ex-governador tem ainda como horizonte as próximas pesquisas eleitorais que regularmente são feitas na primeira semana de cada mês. Mirou ainda a reunião nacional do PMDB marcada para o dia treze de maio quando os adversários da candidatura própria pretendem detoná-lo. O ex-governador imagina que seus adversários não ficarão bem na fita se tomarem esta decisão contra um partidário que já estaria duas semanas em jejum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população não costuma tratar bem os políticos que mostram apetite descomunal para o poder. As exceções dos persistentes que, depois de várias tentativas, chegaram ao poder máximo dos seus países indicam que, antes de qualquer coisa, eles tiveram que se mostrar mais humildes e servis ao seu povo do que ao seu anseio pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O possível agravamento do seu estado de saúde até poderá trazer a compaixão de uma parte maior do povo, mas jamais lhe devolverá a confiança que alguns depositavam em lhe entregar o comando maior do nosso país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conta disso, vejo que Garotinho ao mirar em desejos que nem sempre são possíveis na vida e na trajetória até de um excepcional político, pode, como numa assombração, transformar o atual caso numa miragem que seria o fim prematuro da sua carreira política. Água para o garoto!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã em 5 de maio de 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114693628773212987?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114693628773212987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114693628773212987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114693628773212987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114693628773212987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/05/fome-de-poder.html' title='Fome de poder'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114663350652031133</id><published>2006-05-03T02:16:00.000-03:00</published><updated>2006-05-03T02:18:26.533-03:00</updated><title type='text'>Campos, crise sem fim!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Enganados estavam aqueles que pensavam que com a eleição e posse do prefeito agora eleito, as coisas se acomodariam e a administração pública finalmente deslancharia em Campos. Coisa nenhuma. Uma nova viagem ao exterior do prefeito empossado na quarta-feira, Alexandre Mocaiber, já instalou uma nova crise que muitos tentam atenuar ou mesmo esconder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A assessoria jurídica do prefeito entende, por uma interpretação da Lei Orgânica do município, que um afastamento inferior a quinze dias não gera necessidade de repassar o cargo ao vice-prefeito eleito, Roberto Henriques. Por conta disto, Mocaiber viajou sem passar o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vice-prefeito não aceitou a situação e se considerou interinamente no cargo de prefeito nomeando assessores, assinando e publicando portarias, inclusive uma que determina aos subordinados do prefeito a obrigatoriedade de mantê-lo informado sobre as situações de rotina e as excepcionais, ato que seria desnecessário, e até ridículo, se não houvesse questionamento sobre a legalidade da sua interinidade. Imagine você que se a perdurar tal situação, todos os atos tomados neste período serão, no mínimo, passíveis de questionamentos sobre a sua legalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista político, a situação seria contornável se a questão se resumisse aos dez dias de afastamento, mas o tom das entrevistas do prefeito interino é a de quem quer dizer como as coisas têm que funcionar no município e não a de quem é parte de uma equipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade que muita coisa precisa ser modificada e não adianta ficar só pregando a paz é preciso construí-la na prática. Algumas vezes será necessário contrariar interesses. Não há como fazer um bom governo agradando a todos. Aliás, alguém já disse que o caminho mais rápido para o fracasso é o de tentar agradar a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não é ingênuo sabe que na gênesis deste problema está a questão das eleições de outubro próximo. Henriques não aceita que seu partido, o PDT, abra mão de lançar candidatos próprios aos cargos de deputado federal e estadual no município.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população cansada já começa a ver e verbalizar que de eleição em eleição os nomeados trabalham não exatamente a favor da população, mas para seus projetos políticos. Enquanto isso, a cidade continua a jogar pela janela a oportunidade ímpar de deslanchar o seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Registro os inúmeros e-mails e telefonemas de agradecimento de petroleiros e seus parentes pelo artigo da semana passada no qual fiz referência à importância deles na edificação da auto-suficiência. Na oportunidade pude também notar a indignação deles com a gestão da UN-BC (Unidades de Negócios da Bacia de Campos) por esta, até hoje, não ter promovido nenhum ato ou cerimônia para o trabalhador personagem imprescindível neste resultado. Ainda há tempo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 28 de abril de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114663350652031133?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114663350652031133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114663350652031133' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114663350652031133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114663350652031133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/05/campos-crise-sem-fim.html' title='Campos, crise sem fim!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114572013384505533</id><published>2006-04-22T12:28:00.000-03:00</published><updated>2006-04-22T12:35:33.856-03:00</updated><title type='text'>Auto-suficiência: aos petroleiros, o que é deles!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Profesor do Cefet Campos&lt;br /&gt;e-mail: moraes.rol@terra.com.br&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;João Amaro está tenso. Vai ao quarto do filho de cinco anos e vê que a febre, como de costume, em toda véspera de seu embarque para a plataforma está de volta. João percebe que o filho, toda a vez que isto se repete a cada 35 dias, finge dormir. Propositalmente não abre o olho como se não quisesse aceitar a despedida pelos próximos quatorze dias. João engole seco, beija a face da esposa, levanta a mochila, suspira fundo e vai em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue até a rodoviária silencioso e pensativo. Enfrenta os mais de cem quilômetros de uma estrada perigosa até o aeroporto de Macaé. O período de tempo em que aguarda o vôo até sua plataforma não é menos tenso do que a despedida doída dos familiares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca conseguiu assimilar bem esta vida dupla e apartada entre trabalho e família ou entre e vida e trabalho. Permanentemente se pergunta e anseia por ter prerrogativa igual ao do irmão que, embora ganhando menos, tem o direito, que para muitos é normal e natural, de poder voltar todo dia para casa. Algumas vezes já sonhou com a cena de poder, como num filme romântico, chegar em casa gritar no portão pelo filho, abraçá-lo, levá-lo ao colo, beijar a esposa e dizer para ambos o quanto são importantes em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João aprendeu com o tempo a apagar estes pensamentos que permeia os dias pré e logo após o embarque. Ouviu até alguém falar que se trata de ideologia defensiva, um conceito psicológico que faz alguém propositalmente esquecer algo ou alguém para poder seguir adiante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há vinte anos João repete esta rotina. Neste período o filho cresceu. Neste ano concluirá o curso de engenharia, que um dia sonhou cursar. Restringiu-se ao curso técnico da Escola Técnica Federal de Campos, atual Cefet, titulação da qual se orgulha pelos resultados alcançados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou para a empresa logo após o acidente que produziu 36 mortes na plataforma de Enchova. Aprendeu a conviver com o risco. Viu o aumento vertiginoso da produção chegar junto da automação e da redução dos efetivos embarcados. Sofreu com a implantação do operador faz-tudo, mas ajudou o sindicato na campanha contra o polivalente e o operador mantenedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O afundamento da P-36 lhe doeu fundo na alma, pela perda de amigos e pela visão de uma realidade que sempre lhe pareceu impossível pela grandiosidade daquele sistema técnico: o afundamento de uma plataforma, como um monte de ferro-velho retorcido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com satisfação e agora com um certo cansaço, viu chegar a política de SMS com uma relação mais humanizada nas relações de trabalho. Hoje com algumas articulações embarca ou desembarca um dia antes ou depois numa flexibilidade que lhe faz sentir mais humano. Nesta rotina João viu seu trabalho ajudar o país chegar a esta comemorada auto-suficiência. Não reclamou por não ter sido convidado para a cerimônia. Hoje reunirá os filhos, a esposa-parceira e os amigos mais próximos diante da Tv para com peito estufado e, provavelmente com os olhos lacrimejados dizer: isto aí tem uma porçãozinha do meu trabalho e do nosso esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Este artigo real, mas com personagem fictício é uma homenagem a quem efetivamente deu o seu suor e o seu sangue para este sucesso: o petroleiro da Bacia de Campos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; em 21 de abril de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114572013384505533?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114572013384505533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114572013384505533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114572013384505533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114572013384505533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/04/auto-suficincia-aos-petroleiros-o-que.html' title='Auto-suficiência: aos petroleiros, o que é deles!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114511943717144269</id><published>2006-04-15T13:27:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T13:43:57.183-03:00</updated><title type='text'>Carlos, o malaguenho!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Professor do Cefet Campos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:78%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O feriado e a semana-santa exigem assunto mais leve e ameno. Abril de 2000: ainda não havia o euro, o dólar barato e as economias acumuladas por um bom tempo permitiram uma viagem de duas semanas a três países europeus. Não precisam desistir da leitura. O que vou contar está muito para além de história pessoal. Por incrível que possa parecer, a rede (internet) ainda não tinha a força que tem hoje. Só para lembrar o site de busca Google ainda não existia. Mesmo assim marquei toda a viagem por ela e também os vôos, hotéis e até táxi de translado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma única exceção foi em Málaga no sul da Espanha. Havia conhecido alguns meses antes um espanhol através de sua militância na ong chamada “Engenharia sem Fronteiras” (Ingenieria Sin Fronteras). Carlos era o seu nome. Havia visitado o Brasil como concludente do curso de engenharia na Universidade de Málaga e era oriundo de outra região no interior e ao norte de Madri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através das correspondências por e-mail, Carlos disse que não havia motivos para preocupação e que o hotel ou pousada em Málaga ele mesmo reservava. Como combinado nos aguardou no aeroporto. Disse que tinha uma notícia ruim, a de que havia se esquecido que era semana-santa e quando se lembrou, viu que todos os estabelecimentos já estavam lotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um sorriso de quem já é íntimo ofereceu o apartamento onde morava com uma irmã e amigos que estava vazio e poderia nos hospedar durante os três dias. Até aí não haveria nenhum problema se eu estivesse só e não acompanhado de mais três mulheres, minha esposa, mãe e tia. Não conhecia o Carlos além de alguns contatos por e-mail. Ao chegar ao seu apartamento fomos surpreendidos por um feijão brasileiro preparado pelo próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tive receios quando depois do almoço ele nos deu uma cópia da chave do apartamento e mais um folder turístico da cidade. Disse que não iria nos acompanhar, pois tinha trabalhos e pesquisas da universidade a realizar. Cheguei a me ver perdido e enganado na Europa e no quanto seria ridicularizado por ter caído numa história simplória como essa; enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com apoio de Carlos passamos três grandes dias em Málaga. Ele ainda nos aconselhou a reservar um dia inteiro para saborear a bela Granada. Novamente pensei, será agora? Pois bem, no quarto dia ao nos acompanhar à estação rodoviária de Málaga onde seguiríamos para Sevilla, insistimos com o Carlos para lhes deixar uma quantia que o ajudasse na manutenção das despesas, já que ele era filho de família simples e que vivia com dinheiro apertado. Recusou por diversas vezes e na derradeira nos solicitou que buscássemos uma família humilde no Brasil e lhes fornecesse a quantia que entendia que lhe era devida. Nunca mais consegui contato com o Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição desta história, seis anos depois, em mais uma semana-santa, quer só lembrar que apesar das falcatruas de muitos, não podemos julgar o restante do mundo por eles. Num gesto pouco comum a europeus, Carlos nos mostrou que não é uma boa medida desconfiar de tudo e todos em função da minoria. Boa Páscoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 13 de abril de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114511943717144269?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114511943717144269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114511943717144269' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114511943717144269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114511943717144269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/04/carlos-o-malaguenho.html' title='Carlos, o malaguenho!'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114468887964957175</id><published>2006-04-10T14:04:00.000-03:00</published><updated>2006-04-10T14:11:27.600-03:00</updated><title type='text'>Quem cara pálida?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Professor e engenheiro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;e-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:moraes.rol@terra.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;"&gt;moraes.rol@terra.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;Folha da Manhã&lt;/em&gt; de quarta-feira trouxe matéria do jornalista Alexandre Bastos sobre as atividades da Câmara Municipal. Nela, o vereador Edson Batista faz críticas ao que chamou de inércia da sociedade em não reagir à decisão sobre a localização do Complexo Petroquímico em Itaboraí. Textualmente diz: “o estado fez o possível para trazer a refinaria para Campos, mas a sociedade e o poder público ficaram anestesiados. Não foram capazes de articular uma luta para trazer os investimentos e depois da notícia se renderam. Aceitaram de cócoras o resultado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente fui e continuo sendo contrário à decisão a favor de Itaboraí tomada pela Petrobras e pelo governo federal. Porém, não quero e não posso assumir qualquer responsabilidade em nome da sociedade pelo fracasso, como também não o faria, em nome de um eventual sucesso se a decisão fosse a favor de Campos. Quem costuma agir assim é o governo estadual, como foi no caso da indústria naval quando da decisão da Petrobras em construir no país novas plataformas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo de definição da localização do empreendimento petroquímico o governo do estado teve uma intervenção desastrosa. Teria sido melhor manter a neutralidade que o secretário Victer tinha anunciado no início do processo, quando aqui esteve no Isecensa mostrando a oportunidade do pólo e a estratégia do governo estadual. A partir da defesa da região seguida de novas agressões ao presidente o processo desandou. Não falo de críticas, isso fez o Jarbas Vasconcelos, governador de Pernambuco que mesmo divergindo e se posicionando contra o governo federal garantiu por lá uma refinaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nome de um projeto pessoal, o grupo político que assumiu o estado desde 1999 atira em qualquer projeto a favor do estado visando impedir sua implantação, para na condição de vítima, se apresentar como solução para o país. Fez isso quando saiu de Campos se propondo a ter o controle do estado para ajudar sua região. A bem da verdade, os resultados todos conhecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria injusto de minha parte, atribuir unicamente ao governo estadual o resultado negativo ao pleito regional pela localização do pólo petroquímico, da mesma forma que não se pode desconsiderar a politização que ganhou a questão depois da intervenção do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate sobre esta e outras questões políticas são saudáveis, mas, o nobre edil vai me desculpar, ele tem a representatividade do voto que lhe outorgou o mandato para a representação política no legislativo municipal, mas isso não lhe dá o direito em se arvorar a arbitrar a forma, o tempo e o conteúdo sob a qual a sociedade tem que reagir. O vereador sabe muito bem qual é o grupo político que segue cegamente seu caudilho. Não diria que o vereador faz isso de cócoras, não pelo respeito à sua posição política, mas pelas dificuldades de flexibilidade física que se esbanjam na flexibilidade ideológica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;     &lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;PS.: Publicado na Folha da Manhã de &lt;span style="font-family:arial;"&gt;7&lt;/span&gt; de abril de &lt;span style="font-family:arial;"&gt;2006&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114468887964957175?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114468887964957175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114468887964957175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114468887964957175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114468887964957175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/04/quem-cara-plida.html' title='Quem cara pálida?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114382892636008291</id><published>2006-03-31T15:13:00.000-03:00</published><updated>2006-03-31T15:19:35.233-03:00</updated><title type='text'>Dois fatos, uma necessidade</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Professor do Cefet Campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e-mail: &lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;31/03/2006&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;            A eleição no domingo e o anúncio da localização da sede do pólo petroquímico na terça. Eles se relacionam pouco entre si, mas, trarão conseqüências por longo tempo. Nenhuma das duas pode ser interpretada como salvação ou o fim do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Se por um lado a eleição pode trazer esperança de mudanças e melhorias com a troca da interinidade pela mandato outorgado pelo voto, a negação da escolha de Campos para sediar o pólo petroquímico também não pode ser vista com a única alternativa de desenvolvimento a que teríamos condições de trilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Questiono os critérios sobre os quais a escolha se balizou. A decisão analisada sob o ponto de vista do interesse público e estratégico do estado têm desvantagens na medida que estimulará ainda mais a concentração econômica ao redor da capital com conseqüente estímulo à migração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São frágeis as argumentações de preponderância da avaliação de critérios técnicos como a da proximidade com a sede da estatal e de disponibilidade de mão-de-obra. Esta última fica sem sustentação diante da outra informação de que a empresa irá criar na área escolhida um centro de especialização e formação de mão-de-obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itaboraí tem problemas ambientais não equivalentes aos de Itaguaí, mas também significativos. A região ao entorno da área reservada de 20 milhões de metros quadrados é uma extensão do manguezal da Área de Proteção Ambiental (APA) de Guapimirim onde há uma recém-criada estação ecológica que muitos consideram o principal pulmão da Baía da Guanabara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto ao primeiro ponto para falar das oportunidades sobre a eleição do prefeito. Desejo que ele de posse do mandato tenha condições de enxergar os caminhos que leve nossa cidade a novas e importantes conquistas. Que em nome do amor pela cidade saiba administrar os conflitos e os interesses antagônicos presentes em nossa sociedade, desigual, plural e partidariamente dividida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a redução destas desigualdades sirva como norte e que afaste dos “outros” os cálices da tentação das oportunidades que o poder sempre oferece. Que enquanto o mais novo amante da cidade possa prenhá-la de bons e importantes projetos retirando dos espoliadores as possibilidades de que necessitam para sugar os recursos e as oportunidades que o município hoje ostenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pólo petroquímico traria a meu ver, mais vantagens que problemas, mas já que se transformou em história, desejo que saibamos usar este momento para de forma racional e serena traçar um planejamento de longo prazo que tenha o governo federal, do qual passamos a ser credores pela recente exclusão, para parcerias de grandes e importantes iniciativas de desenvolvimento com justiça social.                                       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000099;"&gt;Publicado na Folha da Manhã de 31 de março de 2006&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114382892636008291?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114382892636008291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114382892636008291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114382892636008291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114382892636008291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/03/dois-fatos-uma-necessidade.html' title='Dois fatos, uma necessidade'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114322444614975110</id><published>2006-03-24T15:19:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T15:20:46.163-03:00</updated><title type='text'>Quem não deve ser o prefeito?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Professor e engenheiro&lt;br /&gt;e-mail:  &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao pensar no conteúdo do artigo de hoje, não resisti à vontade de republicar o texto de 22 de outubro de 2004 que identifico como atual, embora Mocaiber não seja Campista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Para aqueles que no primeiro turno escolheram um dos candidatos excluídos e agora estão sendo obrigados a escolher quem dentre as duas opções eleitas não deve ser o prefeito desta querida cidade, a angústia tem sido grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A decisão pela exclusão pode facilitar o raciocínio do eleitor que estiver nesta situação. Quais são as principais questões que são colocadas para o novo prefeito? Emprego? Isto todas as cidades querem. Planejamento? Com certeza é necessário, de uma forma geral todos acham que em Campos continua se apagando incêndio. Transparência orçamentária? Insubstituível para se evitar as acusações e permitir a participação do cidadão. Saneamento? De todas as infra-estruturas que necessitamos esta é a mais urgente e a que mais resultado produz diretamente na população. Educação? Ampliação do tempo de permanência das crianças é desejável junto com a melhoria e ampliação das instalações escolares. Saúde? Mais investimentos na prevenção, ampliação do programa de saúde da família e um melhor gerenciamento da rede de assistência? Meio Ambiente? É preciso preservar o que sobrou dos nossos ecossistemas, mas também é necessário de forma paulatina, mas permanente, restaurar os danos provocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia prosseguir nesta análise setorial, mas me parece que esta não é a questão que está angustiando o eleitor ainda indeciso. A questão principal é saber quem merece menos desconfiança para fazer este trabalho. Alguma diferença nas propostas aqui outra acolá, não farão os eleitores decidirem por um ou outro. Anseia-se por garantias de trato mais nobre e rigoroso com os recursos públicos. Deseja-se a formação de equipe técnica e política eficiente, em sintonia com o projeto, e acima de tudo com uma visão de futuro. Não se faz uma boa administração sem uma boa equipe. Será que haverá liberdade para o escolhido montar uma equipe séria e competente? Qual estrutura administrativa irá adotar? Serão eliminadas as duplicidades de atribuição? Serão montados mecanismos de gerenciamento que garanta avaliação e controle rígido sobre os projetos considerados prioritários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez estas sejam questões importantes a serem respondidas pelos eleitores mais informados, que nesta eleição observados os resultados do primeiro turno, ao contrário das anteriores, serão os fiéis da balança. Se por tudo isso as resistências ainda são grandes, insisto mais uma vez: não vote nulo. Escolha quem não deve ser o prefeito de Campos e digite o número do outro e não durma em paz, pelo contrário: trabalhe, fiscalize, contribua, critique, pressione para que o resultado seja o melhor para a sua cidade. Talvez na próxima você possa escolher quem deva ser o prefeito e não o inverso, assim é a democracia”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/23834727-114322444614975110?l=artigosrobertomoraes.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/feeds/114322444614975110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=23834727&amp;postID=114322444614975110' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114322444614975110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/23834727/posts/default/114322444614975110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://artigosrobertomoraes.blogspot.com/2006/03/quem-no-deve-ser-o-prefeito.html' title='Quem não deve ser o prefeito?'/><author><name>Roberto Moraes</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://farm1.static.flickr.com/149/353322467_fd88d5e892_m.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-23834727.post-114322581251417223</id><published>2006-03-22T15:39:00.000-03:00</published><updated>2006-03-24T15:43:32.530-03:00</updated><title type='text'>Pólo petroquímico, análise da localização</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Roberto Moraes Pessanha&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Professor do CEFET Campos, pesquisador do Observatório Socioeconômico do Norte Fluminense e organizador do livro: Economia e Desenvolvimento no Norte Fluminense – da Cana de Açúcar aos Royalties do Petróleo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:rmoraes@cefetcampos.br"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rmoraes@cefetcampos.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É mais do que compreensível que a Petrobras esteja analisando outras alternativas além de Itaguaí e Campos. A divulgação de que as cidades de Itaboraí, Magé e São Gonçalo entraram em cogitação, fez florescer uma nova disputa política que está estampada em faixas e outdoors ao longo da BR-101. Mesmo que se queira negar, fato é que as condições ambientais praticamente eliminaram as chances de Itaguaí. Os problemas de infra-estrutura alardeados como pontos negativos de Campos são relativos se forem considerados o poder financeiro que têm as prefeituras da região para serem parceiras em alguns dos investimentos necessários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tentativa da empresa e dos seus principais sócios privados em buscar uma área que não tivesse os problemas ambientais de Itaguaí e acrescentasse infra-estrutura melhor do que Campos não parecem ter amparo em Itaboraí. O comentado acesso a ferrovias, dutos já instalados de gás natural e a proximidade de acesso à Baía da Guanabara tido como fatores importantes nesta prevalência, não se sustenta nos itens que a equipe técnica, coordenada pelo diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa divulgou na reunião com prefeitos e representantes comunitários do norte-fluminense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             Na oportunidade, o diretor numa exposição técnica listou os principais fatores da avaliação: 1) Técnico-econômicos com três itens: a) custos logísticos (transporte de petróleo/ insumos, custos para o transporte de produtos para a segunda-geração de indústrias do pólo); b) sinergia com outros empreendimentos (ex.: outras indústrias, portos, etc.); c) disponibilidade de infra-estrutura (porto, malha ferroviária e rodoviária). 2) Ambientais com avaliação predominante em cinco itens: a) viabilidade atmosférica; b) viabilidade hídrica (água e efluentes); c) ecossistemas (biodiversidade, restingas, etc.); d) áreas impactadas ou degradadas de terreno; e) vulnerabilidade (solo e água subterrânea). 3) Sócio-econômicos com análise de três indicadores: a) zoneamento, uso do solo e outros aspectos sociais; b) ruídos, resíduos, impacto visual, vibração, etc.; c) preparação de mão-de-obra para executar ser viços de implantação e operação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            A partir dos itens desta avaliação fica difícil compreender a prevalência que parte da imprensa diz ter Itaboraí sobre Campos. Há também que ser analisado que a chamada polarização política na defesa das cidades que estão na disputa podem ter, por trás delas, interesses privados ainda não evidentes, mas cada dia mais claros, que fazem, estes parceiros no empreendimento, desejarem qualquer localização desde que seja na região metropolitana do estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta opção, analisada sob o ponto de vista do interesse público e do estado têm desvantagens na medida que estimulará ainda mais a concentração econômica ao redor da capital. Além disto, Itaboraí tem questõ
